Jornal dos Desportos

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Mercedes formaliza lançamento

02 de Fevereiro, 2015

Dominante ao longo da temporada 2015 a Mercedes apresentou uma evolução do carro de 2014

Fotografia: AFP

A Mercedes apresentou ontem, em Jerez de la Frontera, o W06, o carro da equipa para a temporada 2015 da F1. Lewis Hamilton e Nico Rosberg foram os responsáveis por revelar o carro ao mundo e  fizeram-no sem muita demora.Dominante ao longo da temporada 2015, a Mercedes apresentou uma evolução do carro de 2014, mas ressaltou que as mudanças no regulamento técnico da F1 também apresentou desafios para a produção do W06.

 “De fora, o Inverno pode parecer um período de descanso para a F1, mas isso não pode estar mais longe da verdade”, destacou Toto Wolff, chefe da Mercedes. “Muito antes do fim da temporada passada, o trabalho de desenvolvimento do nosso carro de 2015  tornou-se a nossa prioridade”, explicou.“Os meses de inverno são os mais intensos, com todos em Brackley e Brixworth a trabalhar para se prepararem para a temporada que temos pela frente. A dedicação deles é inspiradora” exaltou. “Seria muito perigoso descansarmos sob os nossos louros depois de 2014, mas nenhum de nós acredita que as coisas são fáceis agora. Ao contrário, a nossa motivação está mais alta do que nunca”, avisou.

Para reforçar a mensagem de que a Mercedes segue um comprometimento máximo, Wolff citou uma frase de Babe Ruth, considerado um dos melhores jogadores de beisebol de todos os tempos. “Há uma frase famosa de Babe Ruth que eu sempre recordo às pessoas: "Os home-runs de ontem não vão vencer o jogo de hoje"”, citou. “Nós estamos completamente cientes de que o sucesso não só é duramente conquistado, mas também pode ter vida curta se não tiver a abordagem correcta”, ponderou.

 Para permanecer no topo da F1, a Mercedes tratou de evoluir o projecto do W05, melhorando o carro em termos mecânicos, estruturais, aerodinâmicos e também no quesito peso. “O factor-chave da nossa perspectiva era evitar complacência”, explicou Paddy Lowe, director-técnico da Mercedes. “As expectativas agora são altas e muitas hipóteses foram criadas a respeito do nosso potencial nesta temporada. Internamente, entretanto, nós estamos completamente cientes de que não podemos nos dar ao luxo de ficarmos parados em nenhum desporto, especialmente na F1”, considerou.

“Nós enfrentamos rivais com uma grande história de sucesso e, como nós, eles não estão satisfeitos a menos que estejam a vencer”, prosseguiu.  Lowe defendeu que, para evoluir, é preciso correr riscos com o projecto do carro, mas tomando o cuidado de garantir que o novo veículo é uma evolução do modelo anterior. “Claro, como qualquer outra equipa na grelha de partida, nós trabalhamos mais do que nunca para encontrar áreas com mais performance. Mas, ao mesmo tempo, temos de garantir que estamos a seguir na direcção correcta”, disse.

 “Um dos riscos com o desenvolvimento do carro é que essa tentativa de dar passos à rente pode facilmente se tornar um passo atrás.Tem de se correr riscos para progredir, mas esses riscos devem ser controlados com cuidado para produzir um carro que é melhor que seu antecessor. Este foi um tema constante para a equipa durante o Inverno”, sublinhou.“É um processo evolutivo e isso também inclui o regulamento em si. Em relação ao inverno passado, ele ficou razoavelmente estável para 2015, mas isso, certamente, não significa dizer que os carros que veremos ganhar a pista em Jerez são quase réplicas dos seus antecessores”, defendeu.
“Algumas mudanças, obviamente, vão ser mais visíveis, mas o principal está no detalhe”, observou.

 “Por baixo da cobertura houve uma séria de desenvolvimentos tanto da perspectiva do chassi como da unidade de potência, tudo focado em criar um carro mais seguro, mais eficiente, mais confiável e, no fim, mais rápido”, assegurou. “Com a era híbrida ainda no começo, há muito espaço para inovação. O desafio neste estágio é encontrar áreas-chave para o ganho de performance baseado não só no que aprendemos no ano anterior, mas também há espaço para explorarmos novas e inovadoras fontes de vantagem competitiva”, concluiu.