Jornal dos Desportos

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Mercedes garante liberdade para os dois pilotos

01 de Agosto, 2014

Depois da situação vivida no GP da Hungria a Mercedes garante total liberdade para os seus dois pilotos que podem lutar pelo título

Fotografia: AFP

A ordem dada pela Mercedes a Lewis Hamilton para ceder a sua posição a   Nico Rosberg durante o GP da Hungria, no último fim de semana, que não foi acatada pelo campeão mundial de 2008, continua na ordem do dia. Por isso, o chefe da equipa, Toto Wolff, pronunciou-se sobre o assunto na passada quarta-feira. Ele defendeu a instrução dada, mas garantiu ter aceite a recusa de Hamilton, além de garantir que ambos estão livres para lutarem entre si durante as provas.

"Pedimos a Lewis para deixar Nico passar porque achávamos que ambos tinham possibilidade de vencer a corrida com as estratégias. Mas Nico nunca se aproximou o suficiente para fazer a manobra", disse, em entrevista ao site oficial da Mercedes. "Em última análise, ficamos confortáveis com a decisão de Lewis de manter a posição", completou.

Wolff admitiu que as recusas não são normais na Fórmula 1, mas destacou que a actual situação da Mercedes não é mais usual, afinal, os seus dois pilotos lutam pelo título mundial. "Quando se trata de pilotos da mesma equipa que executam estratégias diferentes, é normal não tornar difícil a vida para o outro quando se trata de ultrapassagens. Mas devemos compreender que não estamos mais numa situação normal", disse.

Após a disputa de 11 das 19 etapas da temporada 2014 da Fórmula 1, Rosberg e Hamilton dominam completamente o campeonato, com  Rosberg em primeiro lugar, com 202 pontos, 11 a mais do que Hamilton. Wolff garante que eles estão livres para lutar pelo título nas últimas oito corridas. "Os nossos pilotos vão continuar sendo livres para correr pelo restante do campeonato de 2014. E eles vão correr para ganhar", afirmou.

REGRESSO
DE BRIATORE

Com a queda das audiências da Fórmula 1, equipas e dirigentes  reuniram-se durante a realização do GP da Hungria, em Hungaroring, para procurar soluções para tornar a categoria mais atractiva. Rumores davam como certo o retorno de Flavio Briatore, ex-chefe de Renault e Benetton, neste processo, mas Bernie Ecclestone garantiu que o seu regresso não é necessário para o desporto.

“Nós não precisamos de Flavio Briatore. Podemos fazer isso nós mesmos”, declarou Ecclestone à publicação alemã "Auto Motor und Sport". Briatore foi banido da F1 após o GP de Singapura de 2008, quando Nelson Piquet forçou um acidente para ajudar Fernando Alonso, que na época era seu companheiro de equipa.

Segundo a revista alemã, o grupo fundado para tentar aumentar o interesse da F1 é liderado por Christian Horner, Toto Wolff e Vijay Mallya, chefes de Red Bull, Mercedes e Force India, respectivamente, além de Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari.

Ecclestone afirmou na entrevista que a F1 criou diversas regras “estúpidas e desnecessárias” ao longo das temporadas. Também revelou que o regulamento que previa relargadas paradas em 2015 não vai ser posto em vigor.


Prestação
Dono da Force India
Elogia a sua dupla


Vijay Mallya, dono da Force India, comemora a boa forma da sua equipa, que está em quinto no mundial de construtores, com um ponto de vantagem para McLaren e com 37 atrás da Williams, a actual quarta colocada.

O dirigente falou ao site oficial da Fórmula 1 sobre o actual momento da equipa e sobre as decisões que levaram a estar no estágio actual.

“Dede o tempo em que esta equipa estava  atrás para a situação que temos hoje nós tomámos as decisões certas. Em termos da unidade de potência, nós fizemos as parceiras certas, inicialmente com a McLaren, e agora com a Mercedes. Nós temos pessoas motivadas e criativas, e não pessoas na fábrica que só  reclamam contra o que não têm, mas pessoas que estão comprometidas em fazer o melhor com aquilo que têm”, disse. Mallya foi questionado sobre a força da sua actual dupla, formada por Nico Hulkenberg e Sergio Pérez, e ele enalteceu a força deste conjunto.

“Olhando individualmente para cada um deles, tenho de dizer que o estilo de pilotagem é diferente, mas os dois são muito competitivos e talentosos. Quando nós decidimos que tínhamos uma dupla de pilotos completamente nova para 2014, ficou claro que queríamos Nico Hülkenberg de volta e havia muita especulação sobre quem era o segundo piloto”, explicou.

“Conversei com a minha equipa e eu tinha um único ponto. Sergio Pérez foi escolhido pela McLaren. Vamos esquecer a passagem dele pela McLaren.


Contrato
Esteban Gutierrez
tenciona renovar


 Esteban Gutierrez admite que está à espera para conversar com a Sauber para uma eventual renovação de contrato com a equipa que defende desde o ano passado.

Tanto ele como o seu companheiro de equipa Adrian Sutil, não somaram pontos e o fraco desempenho  explica-se pelos inúmeros problemas verificados no modelo C33. Apesar desta situação, Gutiérrez sonha seguir na equipa e poder estar presente no GP do México, que volta ao calendário da F1 no próximo ano.

Em conversa com o site Sky Sports, o piloto reconhece que está a aguardar uma chamada da formação de Hinwill.

“Isso é algo que precisamos conversar nas próximas semanas. É um assunto de que vamos tratar em breve”, concluiu Gutiérrez.