Jornal dos Desportos

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Mercedes minimiza plano da Ferrari

31 de Maio, 2017

A vitória do alemão foi garantida após superar o companheiro Kimi Raikkonen nos boxes

Fotografia: AFP

Sebastian Vettel venceu domingo último o Grande Prémio de Mónaco e aumentou a vantagem na liderança do Mundial de Pilotos da actual temporada. A vitória do alemão foi garantida após superar o companheiro Kimi Raikkonen nos boxes.

 Apesar de muitos acreditarem que tenha sido estratégia da Ferrari, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, não crê que o resultado tenha sido planeado. Após largar na pole position, Raikkonen foi para os boxes antes de Vettel, que assumiu a liderança da prova e parou cinco voltar após o finlandês.

Contudo, logo depois que Kimi parou, Sebastian conseguiu abrir a vantagem necessária para fazer o pit stop e voltar na frente, o que muitos acreditam que tenha sido calculado pela Ferrari, que já utilizou a estratégia em outras oportunidades. Porém, o chefe da equipa rival não acredita que a equipa italiana tenha feito de propósito.

“Não estava claro como seria o desempenho do pneu. Eles precisavam colocar os supermacios, que não estavam rápidos o suficiente. Assim, Sebastian foi capaz de fazer algumas voltas incríveis com o ultramacio usado, o que lhe deu a oportunidade sobre Kimi. Não acho que eles sabiam que isso iria acontecer. É o resultado certo para a equipa e para o campeonato de pilotos, mas eu não acho que foi orquestrado”, disse Toto.

Com a vitória de Vettel e o segundo lugar de Kimi para fechar a dobradinha, a Ferrari ultrapassou a Mercedes no Mundial de Construtores, abrindo 14 pontos de frente. Além disso, Sebastian está 25 pontos à frente de Lewis Hamilton na luta pelo título. Apesar do fim de semana não ter sido dos melhores para a equipa alemã, Wolff soube reconhecer a superioridade dos rivais.

“Antes de tudo, eles mereceram a vitória, pois tinham o carro mais rápido. Para uma equipa, fazer uma dobradinha é óptimo. Dou os parabéns a eles, precisamos dar o crédito”, finalizou o chefe da Mercedes. A próxima prova da Fórmula 1 acontece no dia 11 de Junho, no Canadá.

Insatisfeito
Raikkonen ratifica confiança na equipa italiana


Após quebrar um jejum de nove anos sem pole position, Kimi Raikkonen largou na ponta no Grande Prémio de Mónaco neste domingo, mas teve que se contentar com a segunda posição. O finlandês viu o seu companheiro na Ferrari, Sebastian Vettel, levar a melhor e sair com a vitória. A Ferrari chamou Raikkonen antes para os boxes e, com isso, Vettel assumiu a ponta e abriu vantagem na liderança. Apesar de Kimi não voltar mal, Sebastian conseguiu a vantagem necessária para ir ao pit stop e regressar na primeira posição.

Raikkonen declarou que não ficou satisfeito com o segundo lugar, mas ratificou a sua confiança na equipa italiana, que foi acusada por muitos de favorecer Vettel, já que Lewis Hamilton, vice-colocado no Mundial, largou em 13º e terminou apenas em sétimo. “Ainda é um segundo lugar, mas não me sinto muito bem. Se você não tem confiança na sua equipa é realmente complicado. Como piloto, eu posso parar o carro, mas eu confio neles”, declarou o finlandês.

Na actual temporada, Kimi é o quarto colocado no Mundial de pilotos, com 67 pontos conquistados após as seis primeiras corridas do campeonato. O líder é Vettel, com 129. A próxima prova da Fórmula 1 acontece no dia 11 de Junho, no Canadá.

500 Milhas
Fernando Alonso
reiteira a posição
de voltar a correr

Neste domingo foi realizada a prova mais tradicional da temporada da Fórmula Indy: as 500 Milhas de Indianápolis. Um dos principais destaques da corrida foi Fernando Alonso, que deixou de disputar o Grande Prémio de Mónaco de Fórmula 1 para se aventurar na categoria. O espanhol avaliou positivamente a experiência e já pensa em voltar a competir nos ovais.

“Com certeza voltarei, fico feliz por ter sido competitivo. Ainda não sei quando, mas se volto a participar da prova, será mais fácil. Foi muito divertido, uma das melhores experiências da minha vida”, declarou o espanhol. O vencedor das 500 Milhas foi o japonês Takuma Sato.

Alonso chegou a liderar as 500 Milhas durante 27 voltas. Contudo, faltando 21 para o fim da prova, o piloto, que estava na sétima colocação, viu seu motor Honda quebrar, e foi forçado a abandonar a disputa. O bicampeão de Fórmula 1 lamentou o resultado final, mas não deixou de ressaltar o seu desempenho.

“Foi uma pena, nós não merecíamos isso. Merecíamos acabar a corrida, mas quem sabe em que posição estaríamos. Acho que tive um bom rendimento e liderei a corrida durante várias voltas. No geral, foi uma grata surpresa e uma experiência agradável”, finalizou.

Mónaco
Sebastian Vettel
comemora vitória


A corrida deste domingo terminou com dobradinha da Ferrari. Sebastian Vettel subiu no lugar mais alto do pódio, seguido pelo parceiro Kimi Raikkonen. O número um celebrou a vitória, que contou com estratégia da equipa a seu favor. Entretanto, o segundo colocado não pareceu satisfeito com o resultado. “Ouvi dizer que ele estava bem infeliz e eu posso entender. Se fosse o contrário, seria a mesma coisa”, declarou Vettel.

O vencedor explicou que a estratégia da equipa era que o corredor que estivesse à frente na competição iria primeiro para a boxe. Com o parceiro de equipe liderando e sendo obrigada a parar, Vettel aproveitou os pneus aquecidos e abriu vantagem. “Eu sabia que quando Kimi fizesse o Pit Stop era minha vez agora ou nunca e então você tenta tudo que for possível. Deu certo para mim”, afirmou.

Em sua segunda vitória no Principado, o piloto da Ferrari diz que o feito parece “inacreditável”. Para o alemão, pensar em todos os outros que já campeões na pista torna a conquista ainda mais importante. “Me deixa muito orgulhoso. É um momento fantástico para mim e para a equipa”, afirmou.

O triunfo terminou com o jejum de 16 anos da Ferrari no local. A última vitória da equipa, também com dobradinha, ocorreu em 2001. Na ocasião, Michael Schumacher e Rubens Barrichello foram os dois primeiros colocados. Esta foi a terceira vitória do piloto na temporada de 2017. Depois deste domingo, ele abriu 25 pontos de vantagem para  o britânico Lewis Hamilton.