Jornal dos Desportos

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Mercedes passeia classe no grande prmio do Mxico

03 de Novembro, 2015

Mercedes passeia no Mxico

Fotografia: AFP

Com a consagração de Lewis Hamilton, como campeão mundial da época'2015, a expectativa da corrida do Grande Prémio do México ficou marcada pelo passeio da Mercedes, também campeão mundial de Construtores. O grande público, que lotou o circuito Hermanos Rodrigues, acompanhou toda a prova o despique entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton.

Nico Rosberg partiu da pole position e venceu a prova sob olhar de Lewis Hamilton. O esforço do inglês foi insuficiente para ultrapassar o alemão, que resgatou a vice -liderança do campeonato mundial de pilotos.Para completar o pódio, Valtteri Bottas, da Williams, subiu ao terceiro lugar para o gáudio da equipa inglesa.Nico Rosberg valorizou a vitória no Grande Prémio do México, que volta à pista do circuito Hermanos Rodrigues, 23 anos depois.

"Foi um dia incrível. Tive uma grande batalha com Lewis Hamilton, que pilotou muito bem. Estou muito feliz com a vitória. Que lugar incrível para consegui-la, em frente a uma claque fantástica", afirmou Rosberg.Apesar da pressão de Hamilton, Nico Rosberg manteve a liderança na largada. Mais atrás, Sebastian Vettel e Daniel Ricciardo chocaram e o alemão teve um furo no pneu. Com a avaria, caiu para o último lugar. Kvyat pulou para o terceiro lugar, seguido do companheiro de Red Bull e por Valtteri Bottas. O finlandês e Felipe Massa protagonizaram um forte duelo na primeira volta.Verstappen aproveitou-se para superar o brasileiro. Perez, Sainz e Hulkenberg completavam o top 10.

Lewis Hamilton não deixou Nico Rosberg escapar e andou cerca de um segundo do companheiro nas primeiras voltas. Ambos abriram rapidamente uma vantagem para Kvyat. Na volta oito, Valtteri Bottas foi o primeiro a parar e colocou pneus médios. Felipe Massa entrou em seguida. Com pilotos a enfrentar dificuldades com o desgaste e outros com pneus novos, a corrida ficou mais movimentada ao meio do pelotão. As Mercedes continuavam com a luta particular e a diferença aumentou para 1s5.Numa corrida de recuperação e a andar num ritmo semelhante ao das Mercedes, Sebastian Vettel cometeu um erro e rodou. O alemão não tocou no muro e conseguiu regressar à prova, mas em 15º lugar.

“VINGANÇA” DE BOTTAS

Na volta 23, os finlandeses Kimi Raikkonen e Valtteri Bottas voltaram a estranhar-se, enquanto lutavam pelo sexto lugar. Diferentemente do que ocorreu no toque dos dois na última volta do GP da Rússia, desta vez foi Raikkonen quem abandonou, numa batida considerada acidente de corrida.
Com a paragem de Verstappen e dos pilotos da Red Bull, depois da volta 20, a estratégia da Williams funcionou, pelo menos naquele momento: Bottas e Massa subiram para quarto e quinto. Porém, havia a possibilidade de que os rivais directos da equipa inglesa não parassem mais. Assim, após os primeiros pit stops, Nico Rosberg liderava, seguido por Hamilton, Kvyat, Bottas, Massa, Ricciardo, Hulkenberg, Verstappen, Sainz e Perez. Felipe Nasr era o 16º.Por ter parado duas voltas depois de Nico Rosberg, Lewis Hamilton perdeu tempo, e a diferença entre os dois subiu para 3s. A vantagem das Mercedes era tanta, que apenas com precaução, os dois pilotos fizeram outra paragem.

Piloto alemão celebra vitória
Nico Rosberg, finalmente voltou a vencer na F1, e de forma categórica. O alemão saiu da pole, soube controlar bem as poucas investidas de LewisHamilton e comandou como quis o Grande Prémio do México, que voltou ao calendário do Mundial, após uma ausência de 23 anos. No pódio, o piloto da Mercedes não conseguiu esconder a emoção pela redenção de uma semana atrás, ainda que agora a disputa esteja apenas pela vice -liderança."É uma sensação incrível", disse Nico Rosberg a Nigel Mansell, que vencera a então última edição da corrida mexicana, em 1992."Foi umagrande corrida, uma grande batalha com Lewis Hamilton e estou realmente muito, muito feliz por conseguir essa vitória", completou.
Nico vibrou ao voltar ao segundo lugar no Mundial de Pilotos: "Este é o melhor pódio do ano. Que lugar para vencer! Foi realmente incrível. É uma sensação incrível. Muito obrigado". Diante de Nigel Mansell, que vencera a então última edição da corrida mexicana, na época de 1992, Rosberg disse:"Foi uma grande corrida, uma grande batalha com Lewis e estou realmente muito feliz por  essa vitória".

Lewis Hamilton aplaude “corrida fantástica”

Na sua primeira corrida, como novo tricampeão mundial de F1, Lewis Hamilton teve um desempenho bastante honesto, no Grande Prémio do México, a 17ª etapa da época 2015, disputada no remodelado Autódromo Hermanos Rodríguez. O britânico de 30 anos não conseguiu superar Nico Rosberg, que teve uma das  melhores actuações em todo o ano e venceu praticamente de ponta a ponta.Humilde, Hamilton rendeu-se à melhor performance do seu companheiro de equipa da Mercedes e aplaudiu o êxito do alemão, que obteve a sua quarta vitória no ano.

“Nico fez uma corrida fantástica. Tive um bom ritmo, mas não consegui aproximar-me, porque se perde o downforce”, declarou o piloto, citando a turbulência como um dos factores que o impediu de lutar pela vitória.O tricampeão também  queixou-se da falta de aderência ao longo da prova.Tanto que para que o problema não se repetisse na época, Lewis Hamilton defendeu, que a Pirelli leve os pneus especiais ao México.

Lewis Hamilton ficou impressionado, além da beleza da mulher mexicana, foi também com a multidão que acompanhou todo o fim de semana do GP no Hermanos Rodríguez. O britânico recebeu o troféu de segundo lugar da prova, diante de um enorme público, localizado no estádio e sentiu-se como se estivesse noutro desporto. “Nunca vi uma multidão como esta. É incrível! Em toda a minha passagem pela F1, jamais vi algo assim. É como se fosse um jogo de futebol”, vibrou Hamilton.

Em conferência de imprensa, após a corrida, Lewis Hamilton falou também sobre a decisão da Mercedes, que o levou a fazer um segundo pit -stop na fase final da prova. O piloto mostrou-se bastante contrariado com a situação. "Vou sentar e conversar com a equipa para saber porque tivemos de fazer esta paragem nos pits. Tinha a certeza de que poderíamos continuar na pista", bradou.

Agora, resta apenas duas etapas para o fim da época'2015, Lewis Hamilton soma 345 pontos, contra 272 de Nico Rosberg, que reassumiu a vice -liderança do Mundial. Sebastian Vettel, depois de uma jornada desastrosa no México, permanece com 251 pontos.
A próxima etapa do Mundial, o Grande Prémio do Brasil, vai ser disputada dentro de 15 dias.

RAIKKONEN E VETTEL
Ferrari assiste
abandono duplo


Na condição de segunda melhor equipa da época'2015, a Ferrari definitivamente não esperava um Grande Prémio tão fraco quanto o do México. Os seus dois carros foram incapazes de cruzar a linha de chegada, resultado que não era vista desde o longínquo Grande Prémio da Austrália de 2006. 

Na prova deste final de semana, a dupla de Maranello abandonou o circuito Hermanos Rodrigues após acidentes. O finlandes kimi Raikkonen, depois de toque com Valtteri Bottas, quebrou a suspensão do carro, enquanto Sebastian Vettel, num dia muito abaixo da média, bateu sozinho.Na última vez em que um abandono duplo aconteceu na equipa italiana, Michael Schumacher, heptacampeão mundial, ainda pilotava pela equipa vemelha. Ele e Felipe Massa, que se estreava na Ferrari, cometeram erros e abandonaram o Grande Prémio da Austrália de 2006.

Desde então, o mais próximo que a equipa Ferrari chegou foi em 2009, novamente, no circuito de Melbourne, na Austrália. Na ocasião, o brasileiro Felipe Massa abandonou novamente, assim como o finlandês Kimi Raikkonen. Todavia, o acidente do piloto finlandês aconteceu no fim do Grande Prémio, o que lhe garantiu um 15º lugar. Tecnicamente sem abandonar, apesar de não cruzar a linha de chegada. O Grande Prémio do México, que regressa após 23 anos de ausência, também traz outros significados para a equipa Ferrari. É a primeira vez em 20 provas que a equipa de Maranello não pontua com nenhum dos seus carros. A última vez que isso havia acontecido foi no Grande Prémio do Japão de 2014, quando o espanhol Fernando Alonso abandonou e o finlandês Kimi Raikkonen terminou em 14º lugar.O que se espera no GP Brasil?


FÓRMULA 1
Red Bull pode usar motores da Renault sem marca


A novela, que envolve a Red Bull e a sua fornecedora de motores, para a temporada 2016, pode estar próxima de um desfecho. Segundo o site Motorsport.com, a equipa pode continuar a utilizar as unidades de potência da Renault, mas sem marca, para seguir no Mundial de Fórmula 1.

A medida viria após as negativas da Mercedes e Ferrari, que negaram fornecer motores para um time considerado perigoso, como a Red Bull. A equipa ainda chegou a abrir conversas com a Honda, mas a McLaren interviu e exigiu exclusividade. Durante a temporada 2015, a Red Bull disparou contra o desempenho dos motores V6 da Renault, alegando falta de potência e competitividade em relação às principais concorrentes, ou seja, Mercedes e Ferrari. Por isso, a expectativa é que a parceria não vai sobreviver na forma como é a actual, para o ano que vem.

No entanto, de acordo com o Motorsport.com, fontes revelaram que o presidente da fabricante francesa, Carlos Ghosn, está a considerar uma proposta para vender motores sem marca para a Red Bull, em 2015, numa tentativa para manter a equipa na F1. A decisão pode ser anunciada ainda nesta semana. Questionado no último final de semana, no México, se a Renault era a única opção, o chefe da Red Bull, Christian Horner, sugeriu um plano alternativo, como os motores sem marca à disposição.

“Não há várias opções, mas pode haver alguma outra coisa”, revelou o britânico, explicando a impossibilidade de a Honda ser a fornecedora para 2016.
“A Honda está muito interessada, mas infelizmente eles têm uma situação contratual com a McLaren. Não tem nada a ver com a gente. Eles têm de decidir o que querem fazer. Não falei com ninguém da McLaren a não ser com Ron Dennis, que é o único elemento que tem o direito de dizer não. E os seus pontos de vista foram bem claros”, finalizou Horner.