Jornal dos Desportos

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Mercedes pode sair da prova

30 de Janeiro, 2020

Alemes podem decidir quanto antes para conterem os gastos para a temporada 2021

Uma bomba pode estar prestes a estoirar, no mundo da Fórmula1. Segundo o site Autocar, a Mercedes pode deixar a categoria  no final de 2020. Segundo a publicação, uma reunião do conselho da Daimler, empresa que é controladora, está marcada para o dia 12 de Fevereiro, para definir o futuro da equipa que venceu todos os campeonatos, desde o início da era híbrida da F1.
Embora, nenhuma definição ainda tenha sido tomada, o site sugere que a decisão de deixar o desporto está sob séria consideração. Isso, ocorre quando a Mercedes luta para conter resultados financeiros ruins, redireccionar o investimento em pesquisa e desenvolvimento para tecnologias de carros de rua e aliviar a pressão para reduzir as suas emissões de carbono.
Os alemães podem tomar a decisão quanto antes, a fim de conter os gastos para a temporada 2021. A Mercedes deve continuar na F1, como fornecedora de motores, já que possui contratos com a McLaren, Racing Point e Williams.
Isso, ia permitir que a empresa continue a ter uma presença de alto nível, no desporto, por meio do que se acredita ser um canal de lucro. A divisão de motores F1 da Mercedes está sediada em Brixworth, Reino Unido,  também contribuiu com conhecimentos para os projectos de carros de rua da empresa.
A Mercedes estabeleceu, publicamente, a meta de economizar 1,4 bilhão de euros até o final de 2022 e anunciou uma série de cortes de empregos e investimentos no final do ano passado, em direcção a esse objectivo.
Talvez, o efeito mais intrigante da decisão, seja para quem a propriedade da equipa Mercedes F1 seja transferida. Fontes sugerem que um plano está em vigor para o chefe da equipa, Toto Wolff, que é um accionista da equipa, assuma o controlo a trabalhar com Lawrence Stroll, actual proprietário da Racing Point e investidor da Aston Martin.
É sugerido que o par invista, respectivamente na equipa e na Aston Martin, com uma fonte alegando que Wolff está a avaliar a oportunidade de assumir uma alta posição na divisão de carros de rua da Aston Martin e uma equipa oficial da Aston Martin na F1.
No entanto, outras fontes negaram que Wolff tenha interesse em assumir um papel de liderança de um fabricante de carros de rua. Ainda, segundo a Autocar, fontes sugerem que se Stroll se envolver, ele vendia a Racing Point para o bilionário russo Dmitry Mazepin. Seu filho, Nikita, é piloto e  já testou para a Force Índia.
Além disso, há sugestões de que o acordo possa atrair a montadora chinesa Geely - dona da Lotus, Polestar e Volvo, como investidora da equipa de F1 da Aston Martin. Se isso for concretizado, acredita-se que o acordo seria inicialmente uma cooperação técnica com a opção de expandir o envolvimento com o tempo, potencialmente resultando na Geely adquirindo uma participação substancial da Aston Martin.
Isso, ia deixar Lewis Hamilton livre para escolher o seu futuro, longe da actual Mercedes, com o caminho aberto para ser companheiro de equipa de Charles Leclerc, na Ferrari.