Jornal dos Desportos

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Mercedes rejeita favoritismo

13 de Setembro, 2016

GP de Singapura deve ser dos mais equilibrados de toda a época

Fotografia: AFP

A época'2016 entra no seu terço final no fim de semana com a disputa da 15ª etapa, o Grande Prémio de Singapura.

A Mercedes não esquece o duro revés sofrido no ano passado, quando esteve irreconhecível no traçado de Marina Bay e ficou longe da luta pela pole position e também da vitória, que ficou com a Ferrari de Sebastian Vettel. As características do traçado da cidade-Estado e também de todo o histórico dos últimos anos fazem com que Lewis Hamilton, Nico Rosberg e mesmo Toto Wolff tracem uma perspectiva de muito equilíbrio para o fim de semana.

Lewis Hamilton venceu a corrida em 2014, no ano em que a Mercedes iniciou o domínio na F1. Mas o britânico lembrou que mesmo naquela época, a sua jornada não foi fácil. Neste ano, o tricampeão acredita que a Ferrari e a Red Bull estejam mais próximas da Mercedes.

“Não tivemos um fim de semana bom no ano passado lá, de modo que espero estar melhor. De qualquer forma, não é fácil. Mesmo quando vencemos em 2014, não foi simples. A Ferrari e a Red Bull estão fortes. Tenho a certeza, de forma que vamos lutar para estar à frente. Gosto das batalhas, de modo que estou empolgado para ver o que pode acontecer”, declarou o britânico de 31 anos em prévia divulgada pela Mercedes.

Nico Rosberg, por sua vez, mostrou-se confiante, mas ao mesmo tempo sabe do grande desafio que a Mercedes tem no fim de semana para exercer o seu domínio em Singapura.

“Não vai ser fácil. Esta é uma pista favorável à Red Bull, onde não fomos fortes no ano passado.

Tenho fé na equipa e a fé em mim mesmo está alta como sempre. Vejo o fim de semana com o objectivo de vencer a corrida”, afirmou o alemão, que está a apenas dois pontos de Lewis Hamilton na liderança do campeonato. Por sua vez, Toto Wolff trata o GP de Singapura como uma missão desafiadora para a Mercedes, que pretende deixar para trás o fracasso de 2015.

“Depois de um forte rendimento na Itália, vamos a Singapura com um grande desafio pela frente. Nenhuma equipa conseguiu a dobradinha lá e com razão”, disse.

Trata-se de uma corrida em que só um problema pode desencadear uma série de problemas durante todo o fim de semana. A Mercedes vai optimizar tudo para ter um bom resultado.

"Não houve forma de fazê-lo no ano passado, e ainda que acreditemos apesar de sabermos o motivo, só a pista vai demonstrar se estamos certos ou não”, disse o chefe da equipa bicampeã do mundo.

“Temos a curiosidade e estamos ansiosos para ver como vai ser. As Ferrari foram muito fortes no ano passado e vão adaptar-se à filosofia de alto dowforce deste traçado, assim como a Red Bull, de forma que assumirmos como favoritos para este fim de semana seria cometer um erro”, salientou o dirigente austríaco.

Em 14 corridas disputadas, a Mercedes só não venceu uma, quando Hamilton e Rosberg  se chocaram na primeira volta do GP de Espanha. O triunfo pertenceu ao jovem Max Verstappen. E, a única vez em que a equipa prateada não largou na pole, foi quando a Red Bull mostrou toda a sua força em circuitos mais travados e facturou a pole com Daniel Ricciardo no GP de Monaco.