Jornal dos Desportos

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Mercedes traça plano para pneu super-macio

13 de Abril, 2016

Super-maciosvai provocar pit stop

Fotografia: AFP

Pela primeira vez, as equipas usam o pneu super-macio no circuito de Xangai, que até o ano passado tinha o macio como a borracha mais mole nos carros. Com os pilotos a utilizarem o pneu de faixa vermelha na classificação, os oito primeiros vão começar a corrida com esse composto e Paddy Lowe, director técnico da Mercedes acredita que pode haver pit stops nas cinco primeiras voltas da corrida.

Lowe disse que o circuito de Xangai os coloca numa situação diferente em relação aos pneus, se comparar a Melbourne e Bahrein. "É a primeira vez que vamos ver o pneu super-macio nesta pista, graças aos novos regulamentos e  provavelmente vai criar uma situação mais extrema do que vimos no Bahrein, onde o melhor pneu de classificação não goza de confiança para manter-se na corrida", disse.

Para obter uma boa classificação, a equipa está obrigada a correr com super-macios, "mas degradam-se muito facilmente". A situação vai permitir que "os carros parem nas primeiras cinco voltas".

Lowe referiu que devem ser feitas muitas análises na sexta-feira e as pessoas vão poder ver algumas acções interessantes nas estratégias de classificação e da corrida. O inglês diz que as diferentes condições atmosféricas no circuito chinês também pode dar mais imprevisibilidade neste fim de semana.

"O que torna tudo mais difícil para as equipas é a imprevisibilidade das condições de tempo; pode estar bastante quente em Xangai, mas também pode estar tão frio como na Bélgica, por exemplo", assegurou.

Para Lowe, "essa variação pode tornar a vida complicada em termos de set-up, por isso, é sempre um fim de semana desafiador".  "Xangai é tradicionalmente um dos nossos circuitos mais fortes, com quatro poles e três vitórias nas últimas quatro corridas", recordou.

RED BULL
Ritmo de Ricciardo
faz lançar um desafio


O forte ritmo de Daniel Ricciardo na parte final do Grande Prémio do Bahrein no último fim de semana, deixou a Red Bull convencida de que pode lançar um desafio contra a Mercedes e a Ferrari, por vitórias neste ano na Fórmula 1.

Embora as esperanças de um bom resultado de Ricciardo fossem interrompidas pelos danos na asa dianteira, após um toque precoce com Valtteri Bottas, uma análise detalhada dos tempos do australiano com a pista limpa significou um impulso para as esperanças da Red Bull.

Após a última ronda de pit stops em Sakhir e uma vez que os tempos se estabeleceram, Ricciardo foi capaz de igualar o ritmo do vencedor da corrida, Nico Rosberg, antes da diferença cair, quando a Mercedes levou o carro para as boxes.

Esse dado promissor aliada à evolução de motor e chassis que está programada para o Grande Prémio do Canadá, deixou o chefe da equipa Christian Horner optimista sobre o que está por vir.

"Particularmente na segunda metade da corrida no Bahrein, uma vez que tivemos pista livre se olhar comparativamente ao último stint do Ricciardo em comparação com os pilotos da frente que não estavam em cruzeiro, parece bastante decente, bastante respeitável", disse ao Motorsport.com.

Christian Horner referiu que a equipa perdeu um pouco de tempo no trânsito no início da corrida e isso comprometeu ligeiramente a estratégia. Quanto ao chassis, está com uma boa performance e o motor tem realizado progressos.

"Temos um outro grande teste nos próximos dois circuitos, com a recta mais longa do calendário na China e na Rússia, o que é bastante sensível. Então, se pudermos mitigar os danos nestas próximas duas corridas, espero que tenhamos um pouco mais de energia", disse.

TERCEIRO MELHOR
CARRO DA GRELHA


Horner acredita que Austrália e Bahrein mostraram que a Red Bull tem o terceiro carro mais forte até agora e calcula que a Mercedes e a Ferrari não estão fora do alcance.

"Estamos desesperados para conseguir um pouco mais de ritmo e continuar com o grupo à frente de nós. Estamos esperançados na actualizações razoáveis, em torno da sétima ou oitava corrida, na unidade de potência de modo que só vai ajudar-nos a chegar mais perto", referiu.

Christian Horner asseverou que estão determinados a livrarem-se da parte de trás da grelha, um “ambiente” a que não estão habituados desde que se lançaram na competição mundial. "Estamos a trabalhar a todo o vapor no chassis, mas há coisas boas a acontecer em Viry (fábrica da equipa) no momento", disse.

Recorda-se que a Red Bull colecciona na sua galeria na Áustria quatro troféus de campeão mundial de Construtores, na era liderada pelo alemão tetracampeão Sebastian Vettel, que agora veste as cores da Ferrari. Com a chegada de motores hybrid, a equipa perdeu a força nas pistas.