Jornal dos Desportos

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Mikko Hirvonen vence super-especial de Lisboa

14 de Abril, 2013

O francês Sébastien Ogier (Volkswagen Polo WRC) concluiu na última sexta-feira a primeira etapa do Rali de Portugal na liderança,

Fotografia: AFP

Numa especial destinada ao espectáculo e disputada junto ao Mosteiro dos Jerónimos, foram vários os motivos que levaram o muito público presente a dar por bem empregue o seu tempo, com os principais pilotos a lutarem até ao fim pela vitória no troço, enquanto alguns mais atrasados se evidenciaram por outros motivos, com vários toques e outras situações anómalas.

Destaque para Michal Kosciuszko, cujo capô do Mini WRC se abriu depois de um salto, numa altura em que ainda faltava cerca de metade da super-especial para cumprir. O piloto polaco realizou o resto do troço sempre com o capô aberto, arrancando bastantes aplausos por parte do público.

Na vertente competitiva, o finlandês Mikko Hirvonen (Citroen DS3 WRC) deu finalmente sinal de boa forma, ao vencer o troço com o tempo de 2.53,6 minutos, mas foi apenas nove décimos de segundo mais rápido que o francês Sébastien Ogier (Volkswagen Polo WRC), líder do “mundial” de ralis, que reforçou a sua vantagem no comando da prova, embora com apenas 4,4 segundos sobre o espanhol Dani Sordo (Citroen DS3 WRC).

Enquanto Sébastian Ogier foi confirmando ao longo do dia que é o principal candidato à vitória, Dani Sordo rapidamente deu a perceber que poderá fazer frente ao piloto francês, principalmente depois de ter vencido as terceira e quarta prova especial de classificação.

Além de Dani Sordo, o dia parecia ser animado pelo norueguês Mads Ostberg, declarado vencedor da edição passada por desclassificação de Mikko Hirvonen. O norueguês deu a entender logo na segunda prova especial que pretendia discutir a vitória, ao vencê-la e ao passar para a liderança, mas, na terceira especial, capotou com o seu Ford Fiesta WRC, hipotecando as aspirações no rali, que vai retomou no sábado, mas muito atrasado na classificação.

Entre o reduzido contingente português, Ricardo Moura (Mitsubishi Lancer do Grupo de Produção) assumiu logo no início a liderança, que não mais largou, embora até final das classificativas da manhã, tenha sentido a oposição de Bruno Magalhães.

Um problema de bateria, provavelmente causado pelo alternador, segundo Bruno Magalhães (Peugeot 208 S2000), obrigou-o a parar na ligação para Lisboa, hipotecando, em princípio, a luta pelo lugar de melhor português.

No sábado, cumpriu-se a segunda etapa da prova, com um total de 465,26 quilómetros, dos quais 158,54 cronometrados e divididos por seis provas especiais de classificação.