Jornal dos Desportos

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Minjud quer apoio dos privados

Silva Cacuti - 03 de Abril, 2016

Pedro Godinho, presidente da Federação Angolana de Andebol (Faand),

Fotografia: Jornal dos Desportos

 Reunidos na Galeria dos Desportos, em sessão  para apresentação da prova, agendada para Luanda, de 28 de Novembro a 7 de Dezembro.

A competição prevê juntar selecções de dez países e realiza-se num momento em que a economia angolana passa por uma recessão, derivada da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, razão pela qual entendeu-se por apoios para a consumação da prova junto de habituais parceiros da modalidade."Precisamos de reunir até à próxima semana comunicações suficientes que nos permitam aconselhar o senhor ministro sobre a manutenção ou não da realização do evento no nosso país. Portanto, esta garantia vai depender da vossa vontade, daquilo que for o vosso interesse.

Entendemos que as dificuldades do país são gerais, atingem o sector público e privado, mas ainda assim estamos em crer que o nosso espírito nacionalista , a nossa entrega e dedicação, todo o nosso orgulho que nos fez manter o nosso país até agora. Tenho a certeza de que pode prevalecer e vamos  conseguir salvar a realização desta prova no país", disse.

O responsável realçou que "a prática tem mostrado que é possível realizarmos estes eventos com parceria privada" e citou os Jogos da CPLP realizados em 2014, "com 60 por cento dos custos saídos do sector privado".

PEDRO GODINHO
GARANTE RETORNO

Pedro Godinho, presidente da Federação Angolana de Andebol (Faand), garantiu aos presentes que a parceria com a organização do Campeonato Africano vai ser proveitosa na medida em que Angola vai organizar com objectivo de resgatar o título perdido em 2014  e  a jogar em casa, a Selecção Nacional tem inúmeras possibilidades de conquistar a prova.

 Sobre a prova disse que deve ser jogada por dez equipas em dois grupos preliminares que apuram as quatro primeiras equipas para os quartos de final. Angola espera receber acima de 300 pessoas, dentre eles 250 atletas, 35 árbitros e oficiais, cerca de 50 jornalistas cujos alojamentos devem ser assegurados.

Entre as necessidades para a prova o líder federativo apontou também cinco autocarros, três mini bus, três viaturas protocolares, outras duas viaturas normais.

O XXII campeonato foi atribuído a Angola em Janeiro de 2014, no congresso da Cahb realizado em Argel, à margem do último campeonato. Na ocasião, Mansorou Aremou, presidente da Cahb falava à Angop, lembrou que "Angola é um país forte no continente africano e tem boas infra-estruturas desportivas".