Jornal dos Desportos

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Minjud reativa fundo de apoio

Silva Cacuti - 01 de Outubro, 2014

Ministro da Juventude e Desportos testemunhou ontem na Galeria dos Desportos a assinatura de contratos-programas

Fotografia: Jornal dos Desportos

O ministro angolano da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, defendeu ontem que o desporto constitui um alavanca do desenvolvimento social. O governante falava na Galeria dos Desportos, durante a cerimónia de assinatura de contratos-programas, entre as associações desportivas e o Fundo De Apoio à Juventude e Desporto (FAJD).
"O desporto constitui-se numa das alavancas do desenvolvimento social que se pretende harmonioso e que nos obriga a imaginar sempre o caminho a seguir para corresponder aos desafios da juventude enquanto força motriz da sociedade", disse.

O evento marcou a revitalização do fundo criado no ano de 2000 e que entrou num período de relativa estagnação.
Na cerimónia de ontem foram cedidos fundos no valor de 506 milhões de kwanzas em que se destacam a bolsa para a preparação da campeã africana de judo, Antónia de Fátima "Faia", apoio aos projectos de formação da Galeria dos Desportos e do Comité Paralímpico Angolano.

Na ocasião, Cardoso José, presidente do FAJD, disse que os fundos disponibilizados são aqueles que foram possíveis mobilizar durante o ano e apelou ao empresariado, agências das Nações Unidas e outras pessoas que "se juntem ao interesse de cada vez mais apoiar a juventude e o desporto" para que o país tenha "um associativismo juvenil e desportivo activo e ao serviço da cidadania".

A cerimónia foi presenciada por dirigentes desportivos das distintas federações nacionais, governantes, deputados, entre outros.
O FAJD foi criado pelo decreto executivo conjunto número 64/00 de 18 de Agosto, entre o Ministro da Juventude e Desportos e Ministro das Finanças. O documento consagra como objectivos do FAJD a "comparticipação no plano financeiro, na materialização de programas, projectos e acções das associações juvenis e desportivas no quadro das políticas do sector que estejam em condições de contribuir para a melhoria das condições sócio-económicas dos jovens angolanos e para o desenvolvimento do desporto nacional".

GRATIFICAÇÃO
Antónia de Fátima agradece a ajuda


Uma das principais dificuldades da judoca Antónia de Fátima "Faia" no desenvolvimento da sua carreira tem sido encontrar as condições de treinamento que se coadunem com os patamares competitivos que alcançou.

Para conseguir manter-se no topo do judo continental, a atleta precisa de ir constantemente para o estrangeiro onde encontra as condições de treinamento e de competição aceitáveis. Isto tem custos que, segundo a atleta, são agora minimizados com a bolsa que acaba de lhe ser atribuída pelo fundo de Apoio à Juventude e Desporto (FAJD).
O fundo atribuiu para a sua preparação, visando os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, um xeque no valor de 10 milhões de kwanzas.

"Estou muito grata. A bolsa não cobre todos os gastos com a preparação, mas é um impulso, uma ajuda que surgiu para dar continuidade àqueles programas que estavam condicionados. Não digo que é suficiente, porque até 2016 há muita prova para participar, muitas qualificações. O dinheiro vai ajudar, porque algumas destas competições estavam condicionadas", disse a campeã africana.

Ao Comité Paralímpico Angolano (CPA), o FAJD ofereceu um xeque no valor de dois milhões de kwanzas. Segundo António da Luz, secretário-geral da instituição, o valor vai cobrir a formação de dirigentes especializados para o desporto adaptado, já que o CPA identificou um défice nesta área e tem um plano de formação que vai contemplar dirigentes, técnicos e árbitros.

Raimundo Ricardo, director da Galeria dos Desportos, contemplada com uma verba na ordem dos 10 milhões de Kwanzas, destacou a necessidade do aprendizado de línguas e o domínio das tecnologias de informação por parte dos jovens e desportistas angolanos.
"Queremos apetrechar aqui o projecto do centro de formação em línguas e tecnologias de informação e é para aí que pensamos canalizar este apoio recebido", confidenciou.

JUDO
Paulo Nzinga
quer expansão


O presidente da Federação Angolana de Judo, Paulo Nzinga, admitiu ser necessário expandir o judo em todo o país, tendo em vista a descoberta de novos valores que podem fortificar as selecções nacionais. A observação foi feita à imprensa no final da segunda edição do campeonato nacional unificado em juniores que decorreu no pavilhão do Clube do Uíge.

“Queremos uma verdadeira expansão do judo em Angola", disse.
Paulo Nzinga disse que o campeonato organizado pela Federação Angolana de Judo é selectivo aos próximos desafios da selecção nacional de judo, nomeadamente, a participação do país nos jogos da SADC, em Dezembro próximo, no Zimbabwe, assim como no Campeonato Africano, do próximo ano em local ainda por indicar. Depois de manifestar a insatisfação pela ausência das demais províncias na prova (apenas cinco participaram),  o responsável solicitou às direcções dos desportos a trabalharem mais no sentido de se tirar maiores proveitos dos talentos angolanos. Participaram no campeonato equipas das províncias de Luanda, Malanje, Cuanza Norte, Benguela e Uíge.


NACIONAL JÚNIOR
Interclube exalta
atletas campeões


O treinador principal da formação do Interclube, Alexandre Martins, disse que o domínio conseguido por equipas e individuais em masculino pelos atletas da equipa da Polícia Nacional na segunda edição do campeonato nacional de Judo em júnior unificado deve-se ao cumprimento de tudo quanto é realizado nos treinos.

Em declarações no fim do campeonato, em que a sua formação alcançou o primeiro lugar do pódio por equipa e por individuais, Alexandre Martins admitiu que os atletas do Rocha Pinto encontraram muitas dificuldades para ultrapassar os adversários.
“Os atletas presentes nesta competição souberam representar da melhor maneira as cores dos seus clubes e províncias, porque esta edição foi muito diferente em termos de entrega dos atletas em relação a que se realizou na província do Cuanza Norte”, observou.

Alexandre Martins disse que a entrega total dos atletas e o objectivo de revalidar o título foram fundamentais para o Interclube ultrapassar os adversários.
“É bom quando os objectivos traçados são alcançados. O Interclube vai continuar a trabalhar arduamente para os próximos desafios”, enfatizou.
Com participação de quinze equipas de cinco províncias, a segunda edição do campeonato nacional de Judo em júnior unificado contou com a participação de 174 atletas, 24 das quais femininos.