Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Misano bate recorde de quedas

13 de Setembro, 2017

Cento e quarenta infortúnios acumulados estão acima do recorde registado até agora

Fotografia: Marco BERTORELLO / AFP

A chuva transformou o asfalto de Misano, em pista de patinagem, e aumentou para 140 as quedas, durante o fim de semana, uma marca que representa um recorde absoluto para a MotoGP Apenas no domingo, o departamento de cronometragem de Dorna,  promotor da MotoGP, contou 80 acidentes no total das três categorias, divididas entre as três sessões de aquecimento (26) e as três corridas (54).

As 80 quedas excedem, o acumulado dos três dias de actividade, da maioria dos grandes prémios disputados até o momento. Somente, Le Mans com 94, e Holanda com 91, ultrapassam a marca de San Marino, que de qualquer forma é sempre um dos cenários mais problemáticos nesse sentido.

Em 2014, foi o traçado que registou mais quedas (109), com muita diferença (38) sobre o segundo (Phillip Island), e em 2012 o segundo com 70 , apenas abaixo dos 93 que foram produzidos em Le Mans. O total de 140 infortúnios acumulados neste fim de semana, está bem acima do recorde registado até agora, 130 no GP de Portugal, no Estoril, em 2010.

Márquez e Lowes
em lados opostos

O Campeonato Mundial de MotoGP deste ano, oferece muitos contrastes, e dos mais óbvios foi o protagonizado por Marc Márquez e Sam Lowes, os dois primeiros classificados no ranking em relação ao número de quedas.O britânico figura que está no o 25º da tabela geral do campeonato, atrás de testadores como Mika Kallio e Michele Pirro, só  somou dois pontos. Ao mesmo tempo, é o membro da grelha mais propenso a rolar sobre a terra, e até agora fez isso em 23 ocasiões, apenas três a mais do que o espanhol (20), que de outra forma já superou o seu histórico pessoal, numa temporada (17) com cinco corridas restantes.

Vale ressaltar que com esses números, Márquez lidera o campeonato - ele tem os mesmos pontos (199) e vitórias (quatro) que Dovizioso, mas mais segundos (três contra um), embora não seja surpreendente quando alguém o ouve falar.“Enquanto não cair aos domingos, nada acontece. A queda que sofri no warm up, desta vez, foi bom porque ajudou-me a entender o quão delicada era a pista. Se eu não tivesse caído, eu certamente teria feito isso na corrida”, acrescentou o corredor de Cervera (Lleida), que apesar de passar pela terra, mais do que nunca, apenas o fez duas vezes no domingo (Argentina e França).