Jornal dos Desportos

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Misso angolana fechada a novas qualificaes

Silva Cacuti - 20 de Julho, 2016

Jovens angolanos desfilam na cerimnia de abertura dos Jogos da CPPLP

Fotografia: Jos Cola

O chefe da missão angolana aos Jogos Olímpicos do Rio 2016, Mário Rosa, descartou ontem a integração de novos atletas na comitiva. O também vice-presidente do Comité Olímpico Angolano (COA) reagia à possibilidade de integração de mais um judoca anunciado pela Federação Angolana de Judo (Fajudo).

"O processo de qualificação terminou a 4 de Julho. Neste momento, interessa dizer que todas as missões estão fechadas. Com isso, não há possibilidade de novas qualificações", disse.
Mário Rosa alegou que as qualificações têm critérios próprios e bem definidos.

"É pouco crível que um atleta ganhe qualificação através da via avançada pela Fajudo", defendeu.

Na segunda-feira, Zinga Pedro, secretário-geral da Fajudo, anunciou a hipótese da judoca angolana Maria de Fátima "Faia", da categoria -70Kg, abrir uma vaga para um judoca na missão olímpica.

Tal podia dar-se no caso da atleta já apurada (Faia) lograr a conquista de pontos no Grand Slam de Tyuman, Rússia, que se disputou até na segunda-feira, naquela cidade, segundo Zinga Pedro. O secretário-geral sugeriu que Nair Garcia é o atleta a beneficiar do virtual lugar.

A missão angolana é composta por 55 elementos entre atletas, treinadores, dirigentes e convidados da família olímpica, segundo Mário Rosa.

Os últimos atletas a integrar a missão angolana são a nadadora Ana Nóbrega e os velocistas Liliana Neto e Hermenegildo Leite, que receberam convites no âmbito da universalidade dos Jogos Olímpicos.

JOGOS OLÍMPICOS
Chefe da comitiva
ausente na despedida

O chefe da missão angolana aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro deixa o país amanhã, rumo ao palco da competição para avaliar as condições no tocante à recepção da comitiva, que tem embarque previsto para dia 24 do corrente.

Mario Rosa e outros membros da comitiva ficam ausentes da tradicional cerimónia oficial de despedida da missão olímpica. A realização do certame deve ser anunciada a qualquer momento e os preparativos da cerimónia decorrem a bom ritmo, segundo apuramos junto do Comité Olímpico Angolano.

É prática no país as estruturas governativas em representação de todo o povo angolano organizarem uma cerimónia de despedida. Para os Jogos Olímpicos de Londres, a cerimónia foi presidida por Fernando da Piedade Dias dos Santos, que na altura, exercia as funções de Vice-Presidente da República.

A missão olímpica angolana integra um total de 25 atletas das modalidades de andebol, judo, natação, vela, remo, tiro e atletismo. Prevê deixar o país no dia 24 do corrente com a intenção de se ambientar ao fuso horário e permitir a algumas equipas a realização de treinos competitivos.

CONFIANÇA

Mário Rosa mostrou-se confiante de que os atletas apurados para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro estejam em condições de dignificar as cores do país.
"Estamos confiantes de que dentro do trabalho desenvolvido os nossos representantes estão em condições de dignificar o nosso país", disse.

Aquando de uma recepção à missão promovida pela empresa de telefonia Unitel, o vice-presidente do Comité Olímpico Angolano (COA), Mário Rosa, já tinha dito que os integrantes da missão estavam a realizar uma preparação real ao contrário do ideal em virtude das dificuldades financeiras do país.

“Do ponto de vista financeiro, o país está a viver dificuldades. Por isso, não existe uma preparação ideal das nossas equipas, mas sim a real. Estou confiante de que os nossos atletas  dignificam com mérito o país, apesar das dificuldades financeiras existentes”, disse na ocasião.

Apenas a judoca Antónia de Fátima "Faia" beneficiou de estágio pré-competitivo no exterior do país. A atleta trabalha num Centro de Alto Rendimento na Hungria. Muitos dos atletas cumprem a preparação sob os auspícios das equipas que representam. São os casos de Matias André e Jean-Luc Rasamoelina (remo), Ana Nóbrega e Pedro Pinotes (natação), Matias Moutinho, Manuel Lelo e Paixão Afonso (vela). A selecção nacional de andebol cumpre toda a preparação no país.

SILVA CACUTI