Jornal dos Desportos

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Mo Farah afirma estar limpo

28 de Fevereiro, 2017

Atleta europeu de origem africana nega usar substâncias proibidas

Fotografia: AFP

O britânico de origem somali Mo Farah, bicampeão olímpico dos 5.000 e 10.000 metros, defendeu ser “um atleta limpo”, que nunca infringiu as regras em matéria de substâncias proibidas.

O jornal britânico Sunday Times noticia na sua edição, com base em documentos da agência antidoping norte-americana (USADA) a que disse ter  acesso, que Alberto Salazar, treinador de Mo Farah, recorreu a substâncias proibidas para aumentar os níveis de testosterona e melhorar o rendimento dos seus atletas.

De acordo com os documentos citados pelo jornal, Farah e outros atletas treinados por Salazar consumiram um suplemento, baseado na substância L-carnitina (aminoácido proibido acima de um certo limite e concentração). \"Sou um atleta limpo, que nunca infringiu as regras relativamente ao consumo de substâncias, métodos ou dosagens\", indicou o atleta, presença habitual na Meia -Maratona de Lisboa, em comunicado.

Para Mo Farah, caso a USADA “ou qualquer outra organização antidoping tenha provas irrefutáveis” sobre o recurso de atletas a substâncias proibidas, \"deve publicá-las e tomar medidas\". Em comunicado, a USADA indicou apenas elaborar \"um relatório preliminar em resposta à solicitação de um organismo público, relativa a tratamentos ministrados por um médico a atletas integrados no Nike Oregon Project\", escusou-se a fazer mais comentários \"enquanto prosseguir a investigação\".

Em 2015, um documentário da BBC acusou Alberto Salazar - antigo maratonista norte-americano e treinador responsável pelo ressurgimento do meio -fundo nos Estados Unidos – de ter encorajado o doping de atletas com medicação proibida à base de testosterona. Steve Magness, que já foi adjunto de Salazar, disse-se chocado quando viu documentos com os níveis de testosterona de alguns atletas, em 2011.

Salazar defende-se da acusação, afirma tratar-se de uma referência errada em relação ao suplemento permitido de Testoboost. O documentário apresentava vários outros atletas e técnicos que passaram pelo \'projecto Oregon\', consensuais em referir que Salazar recorria ao uso de substâncias proibidas.