Jornal dos Desportos

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Mo Farah defende treinador

28 de Junho, 2015

Mo Farah falou pela primeira vez depois das acusações sobre o treinador

Fotografia: AFP

Pela primeira vez, desde que o técnico Alberto Salazar foi acusado por um documentário da “BBC” de comandar um esquema de doping nos Estados Unidos, o fundista Mo Farah, o seu principal atleta, saiu em defesa do treinador. Campeão olímpico dos 5.000m e dos 10.000m, o britânico disse que recebeu provas da inocência do seu técnico.

“Após tantas especulações, eu quero deixar claro o meu posicionamento. Embora tenha sido um momento difícil, eu pedi ao Alberto para responder às acusações feitas contra ele e ele tem feito isso, integralmente. Como ele é alguém com quem eu trabalho há muitos anos, sinto que eu tenho de acreditar nele e nas provas que ele apresentou”, escreveu Mo Farah, na sua página no Facebook e a confirmar que vai continuar a trabalhar com Salazar.
Quando o escândalo estourou, Mo Farah chegou a dizer que estava “realmente bravo” e disse que precisava de saber se a denúncia era verdadeira ou não. “Se for provado que é verdade, eu vou ser o primeiro a deixá-lo”, disse o britânico, antes de desistir de competir na etapa de Birmingham (Inglaterra) da Diamond League.

As acusações contra Salazar foram feitas pela “BBC” britânica, numa reportagem em conjunto com a associação de jornalismo ProPublica. Salazar, nascido em Cuba, mas é tricampeão da Maratona de Nova York  que defende os Estados Unidos, pode ter comandado um esquema para burlar a legislação antidoping no Nike Oregon Project, nos Estados Unidos.

O denunciante é Steve Magness, braço direito de Salazar no projecto até 2012, que pode ter relatado à Agência Antidoping dos EUA (USADA) que o treinador deu substâncias dopantes ao norte-americano Galen Rupp, em 2002, quando ele tinha 16 anos. Rupp ganhou a prata nos 10.000m em Londres, perdeu apenas de Farah. Tal crime é passível de banimento do desporto.