Jornal dos Desportos

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Monisha cobra atitude da FIA

15 de Novembro, 2014

Monisha Kaltenborn

Fotografia: AFP

 A indiana entende que o órgão que rege os destinos do desportos a motor no mundo, tem um papel regulador e deve ajudar as equipas menores.

“É preciso ter cuidado com isso, porque na última vez que o confiamos, quando tínhamos esse acordo unânime em relação ao controlo de custos, nada aconteceu. Portanto, queremos que funcione para todos. A FIA, como órgão regulador, pode fazer muitas coisas. Este é um campeonato da FIA”, disse.

Monisha Kaltenborn argumentou que fazem parte do campeonato de mais alto nível do automobilismo e “a FIA e o seu presidente devem aceitar que o DNA básico da F-1 mudou”.

“Qualquer um concorda que isso é uma falta de visão. Teremos cinco nomes, mas quatro perdedores no primeiro ano. No segundo ano, vão investir mais dinheiro, mas posteriormente vão sair. E então? Quem fica lá nesse caso?”, questiona.  A advogada também garante que nem a Sauber, Lotus ou Force India vão aceitar ser expulsas da F1 para que sejam acomodadas apenas algumas equipas escolhidas.

“Nós, as três equipas pequenas, vamos fazer de tudo para continuar lá. Se houver essa agenda, porquê deviamos aceitar que as pessoas nos tirem da categoria?”, voltou a questionar.

Monisha ressalta que “não se pode dizer tão facilmente: ‘você não deve correr se não tem dinheiro’, porque nós (as três equipas) também temos dinheiro”.


DIRECTRIZES DA UE
Patrocínio alcoólico
vai a ser banido na F1


 A Fórmula 1 pode enfrentar um novo problema com patrocínios. A questão é que a Eurocare (entidade que gere consumo de bebidas alcoólicas) quer banir a publicidade de empresas deste sector da categoria.

Desde o fim de 2006, o tabaco não pode mais estampar as suas marcas nos carros. Desde então, algumas marcas tem aparecido nos carros. A Martini & Rossi é patrocinadora do título da Williams, a Smirnoff está nos carros da Force India. Já a Johnnie Walker apoia a McLaren e a tequila Jose Cuervo está na Sauber. A Mumm é o champagne oficial dos festejos no pódio.

No entanto, o secretário-geral da entidade, Mariann Skar, revelou em carta ao Telegraph que vai batalhar para a saída destas empresas do desporto.
“Ao considerar a importância destrutiva do álcool ao volante, permitir que as mensagens contraditórias sejam apresentadas no patrocínio do álcool, na Formula 1, parece cada vez mais inadequada, dado o total de 500 milhões de espectadores. Estamos profundamente preocupados do pesado exercício de marketing visto na Formula 1, portanto, estamos a solicitar uma mudança urgente”, disse.

A Fórmula 1 está a contrariar as regras referentes ao patrocínio alcoólico, segundo a mesma Eurocare, que actua em 57 países do bloco europeu.
“Permitir o patrocínio de álcool na Fórmula 1 parece contradizer muitas directrizes oficiais para a comercialização de álcool. Isto vai contra a directiva da UE, onde afirma que o marketing para o consumo de álcool não deve estar ligada à condução”, concluiu.