Jornal dos Desportos

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Montezemolo admite a possibilidade da Ferrari abandonar

15 de Junho, 2014

Presidente da Ferrari é contra todas as inovações registadas na Fórmula-1 e acredita que isso veio prejudir as equipas que lutaam pelos campeonato mundiais

Fotografia: AFP

O presidente da Ferrari, Luca de Montezemolo, admitiu a possibilidade de a equipa italiana abandonar a Fórmula 1, em declarações ao jornal "The Wall Street Journal".

"A Fórmula 1 já não funciona", afirmou Montezemolo, em entrevista divulgada ontem no site na Internet do jornal norte-americano, reconhece que a hipótese decorre do facto "de a (FIA)  esquecer-se das pessoas que seguem as corridas por causa das emoções que provocam. Ninguém segue as corridas para ver a eficácia dos carros".

Montezemolo assegurou  "ninguém quer ver um piloto a economizar combustível ou pneus", realçou que a Fórmula 1 "é um desporto, mas também um espetáculo".  O presidente da Ferrari contestou as evoluções nas regulamentações para reduzir custos, tal como, a introdução de um novo motor V6 com turbo híbrido, menos barulhento e menos poluente.

A Ferrari propriedade do grupo Fiat, do qual Montezemolo é também presidente, é a equipa mais emblemática da Fórmula 1, conta no seu historial com 15 títulos de campeão do Mundo de pilotos, 16 de construtores e 221 vitórias em Grandes Prémios.

 Montezemolo admitiu a possibilidade de a Ferrari  dedicar-se a corridas de resistência a partir de 2020.
"E é claro, que não vamos  fazer resistência e Fórmula 1, isso não é possível", acrescentou o responsável da Ferrari, cuja equipa desde 2004, não tem sido capaz de competir com Mercedes e Red Bull e está  ainda sob ameaça da Force India.

FÓRMULA 1
Raikkonen sem explicação
para a falta de consistência

Kimi Raikkonen não sabe explicar porque não consegue ser consistente na actual temporada. O finlandês da Ferrari encontra dificuldades em andar ao mesmo ritmo do seu companheiro de equipa, o espanhol Fernando Alonso.

No GP do Canadá, o finlandês acompanhou Alonso na primeira parte da corrida, mas terminou quase 40 segundos depois da bandeira final, com direito a uma rodada no hairpin do circuito Gilles Villeneuve.

Raikkonen reconhece que sente o carro diferente a cada volta que passa o que dificulta a tentativa de ser consistente nas corridas.
“É muito difícil de entender o que está a acontecer. Eu sinto muita dificuldade numa volta, mas repentinamente por alguma razão, algum tempo depois fico com a sensação de que as rodas estão a trabalhar melhor”, declarou Raikkonen à revista inglesa "Autosport".

Kimi  declarou  que o F14 T tem futuro, mas a equipa precisa de encontrar o problema. “Não sei explicar a razão. No fim da corrida, tudo parece estar bem novamente. O carro e o pacote têm potencial. Nós só temos de encontrar algo que deixe o monoposto consistente em todas as voltas”, sentenciou o finlandês.