Jornal dos Desportos

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Monza em risco de ficar fora do calendário Mundial

13 de Fevereiro, 2016

Circuito de Monza carece de melhorias para fazer parte do calendário da F1

Fotografia: AFP

Negociações arrastadas para a manutenção do GP de Monza correm o risco de  definir a saída da corrida da Itália do circuito de provas da Fórmula 1. De acordo com  o site Autosport, Bernie Ecclestone e os organizadores do GP já conversaram sobre as melhorias no GP, mas estão longe de um acordo.

Sticchi Damiani que é presidente do Automóvel Clube da Itália chegou a revelar no ano passado que as negociações estavam avançadas e um consenso estava próximo de ser alcançado, garantindo a presença da corrida no calendário até 2020 ou 2023. Apesar da declaração, nada avançou sobre o negócio desde então. Fontes informam que os oficiais responsáveis pelo circuito pedem pela melhoria na qualidade das bancadas, desenvolvimento das áreas públicas e melhoria na estrutura do estacionamento, dificultada pela sua localização.

Monza é a Sede do GP da Itália desde 1950 só ficou ausente do calendário da Fórmula 1  em uma ocasião, em 1980, quando precisou de passar por reformas e foi substituída por Ímola. O contrato actual finaliza em Setembro após a próxima corrida.

SALÁRIOS
Uma das coisas que chamam a atenção na Fórmula 1 actualmente são os altos salários que os pilotos recebem. Para Helmut Marko, consultor da Red Bull Racing, as cifras exorbitantes são exageradas se comparadas ao trabalho que os condutores desenvolvem. Para Niki Lauda que é presidente não-executivo da Mercedes crê que os valores sejam justos.

Marko ratifica que a segurança nos carros de F1, hoje em dia é reforçada. Além disso, toda a tecnologia empregada nos carros facilita o trabalho de quem está por trás dos volantes, não se justifica um salário tão alto.

"Basicamente, os pilotos de hoje são pagos em excesso, por duas razões: primeiro, hoje em dia há apenas um pequeno risco de um acidente grave ou uma fatalidade. Segundo, jovens talentos como Verstappen ou Wehrlein podem facilmente fazer 100 voltas sem esforço com esses carros, em qualquer pista”, afirmou o consultor da RBR ao jornal alemão Bild. Helmut não precisou de recuar muito no tempo para relembrar momentos em que se exigia mais ao piloto, e fez questão de exaltar a facilidade de comandar os carros.

“Anteriormente, até mesmo Vettel tinha de fazer pausas porque não estava acostumado com as forças elevadas. Isso significa que os carros são mais fáceis de guiar e os pilotos estão a fazer menos", finalizou Marko.

Contudo, há quem discorde, Niki Lauda acredita que o lucro da F1 equilibra os altos salários assim como o desempenho dos pilotos contribui para isso. "Os pilotos não ganham muito. Não devemos esquecer da renda que a Fórmula 1 gera a cada ano e quanto os pilotos contribuem para isso”, disse o tricampeão.