Jornal dos Desportos

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Morte de Emílio Botín afecta pilotos e futebolistas

12 de Setembro, 2014

A morte de Emílio Botin deixou constrangidos pilotos e dirigentes da F 1

Fotografia: DR

Pelé e Neymar são outros nomes que se manifestaram constrangidos pela morte de Emílio Botin, pois o italiano era patrocinador dos dois brasileiros.

A equipa de Pelé enviou uma mensagem do ex-jogador sobre Emílio Botín: “Fui abençoado por ter sido parte da família Santander sob a orientação e liderança do Senhor Emilio Botín. Conheço-o pessoalmente há cinco anos. O meu coração vai para a sua família e os seus entes queridos, pela perda de um grande homem. Que a sua alma descanse em paz”. No futebol, o Santander foi patrocinador da Taça Libertadores e foi notória a sua participação em parceria com Pelé nos últimos anos. Pelé é embaixador do Banco, veste as cores e comparece em eventos com a marca.

O Banco Santander entrou na F1 em Janeiro de 2007, como patrocinador oficial da McLaren, depois de a equipa fechar contrato com Fernando Alonso. Foi uma estratégia para reforçar o posicionamento e a notoriedade internacional da marca junto de outros grandes bancos.

Em 2010, o Banco trocou McLaren pela Ferrari, num acordo de 200 milhões de euros (cerca de 26,6 mil milhões de kwanzs) até 2017. Pouco depois, Fernando Alonso assinou com a equipa italiana. Botín sempre demonstrou o seu apreço pela equipa. “A Ferrari é a melhor da história. Se fizesse uma equipa de futebol, também a patrocinaríamos”, disse em certa ocasião. Fernando Alonso, tão-logo soube da notícia, rendeu homenagem a Emílio Botin. "Na última quarta-feira, tive uma ceia com Don Emilio, planeávamos outra volta de bicicleta por Cingapura. Deixa-nos um amigo, um grande amigo", afirmou Alonso.

A relação de Botín com os pilotos era mais do que apenas a do mundo dos negócios. Comparecia pessoalmente a corridas, formava laços de amizade e entrava na vida pessoal de nomes como Fernando Alonso, Felipe Massa e Lewis Hamilton.

Felipe Massa postou uma foto dos seus tempos de Ferrari ao lado de Botín e escreveu: “Muito triste por perder hoje um grande amigo: Emílio Botín. Descanse em paz, Emilio. Obrigado por tudo o que fez por mim! Muita força a toda a sua linda família”. O brasileiro também classificou o empresário como um homem “alegre e apaixonado pelo desporto”.

A Ferrari também prestou homenagem: “Dia muito triste. Os nossos sinceros pêsames à família e aos amigos do presidente Emilio Botín”.

O piloto britânico da Mercedes, Lewis Hamilton, escreveu: “Meu querido amigo Emilio Botin morreu; um homem que me acolheu junto à sua família e sempre me deu apoio. Um grande homem que deixa saudade para muitos. Vou sentir a sua falta”. A morte de Emilio Botin aos 79 anos aconteceu na noite de terça-feira e foi comunicada pela própria entidade financeira na última quarta-feira. Na vida pessoal, Emílio Botín era ligado ao golfista Severiano Ballesteros, casado com a sua filha, Carmen.


Raikkonen deseja fechar
carreira na italiana Ferrari


De volta à Ferrari em 2014, Kimi Raikkonen parece estar no lugar certo. Pelo menos para o piloto, a escuderia italiana é o lugar ideal para ele encerrar a sua carreira. Apesar de confirmar o seu desejo de se aposentar da Fórmula Um na equipa de Maranello, o finlandês preferiu não agendar a sua saída da categoria.

"Eu já não sou garoto, é óbvio que eu quero fazer mais coisas na minha vida do que apenas correr na F1. Mas não tenho planos, eu vou encerrar minha carreira na Ferrari, mas não sei quando", disse Raikkonen, fazendo questão de afastar os rumores que diziam que ele podia aposentar-se após a actual temporada.

"Eu nunca disse isto. A única coisa que disse é que terminaria a carreira na Ferrari. As pessoas  pensaram que era este ano, que era agora", completou. Depois de estrear na Fórmula Um a correr pelo Sauber, em 2001, Raikkonen passou a defender as cores da McLaren, escuderia à qual pertenceu de 2002 a 2006. Em 2007, ele disputou a sua primeira temporada pela Ferrari e conquistou o seu primeiro e único título mundial. O piloto ainda correu pela equipa em 2008 e 2009 antes e anunciar a sua pausa na categoria.

Kimi voltou à Fórmula Um em 2012 com a Lotus e surpreendeu ao ficar em terceiro lugar.