Jornal dos Desportos

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Mosley prope tecto oramental voluntrio

30 de Abril, 2015

Mosley prope tecto oramental

Fotografia: AFP

O ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, foi mais um a juntar-se ao grupo que alerta e pede mudanças na F1, com vista o controlo de custos.

O inglês apareceu com uma proposta um tanto controversa, depois de umas tantas vezes ter feito outras intervenções. Max Mosley alerta que a F1 caminha para um destino sem volta, se não limitar os custos. O britânico sugeriu, que a entidade máxima do desporto, dê liberdade técnica às equipas em troca de um acordo para um tecto orçamental
voluntário.

Para Max Mosley, quem estiver disposto a aceitar o tecto, passa a trabalhar sem grandes restrições quanto ao regulamento.
E isso era uma forma de compensar as equipas, frente àqueles que possuem um orçamento muitas vezes maior.

O Grupo de Estratégia da F1 pretende reunir-se em Maio para tratar da crise financeira, mas antes disso, os responsáveis pelo comando do Mundial estão em busca de soluções que atendam tanto aos desejos de grandes investimentos das equipas de ponta, quanto às necessidade
das equipas menores.

Nos últimos anos, todos os esforços para se evitar a elevação dos custos nas F1 não avançaram, enquanto as medidas para melhorar o show parecem remar no sentido contrário. Por exemplo, a proposta para aumentar a potência dos motores. A ideia de estabelecer um tecto orçamental também tem sido discutido há muitos anos, mas as equipas mais ricas continuam a rejeitar a proposta.

O ex-dirigente de 75 anos sugeriu que a FIA concedesse liberdade quase total às equipas.

A ideia é estabelecer apenas alguns requisitos obrigatórios de segurança e dimensão em troca de um limite orçamental de 100 milhões de dólares.

“Consigo imaginar, que em pouco tempo todas as equipas optariam pelo tecto orçamental”, disse o britânico em entrevista à revista alemã Auto Motor und Sport. Max Mosley assegurou, que “com 100 milhões de dólares as equipas perceberiam a possibilidade de fazer um grande espectáculo e ter ainda carros tecnicamente
avançados”.

Ainda sobre as discussões de como conter os gastos, Bernie Ecclestone, defende a manutenção dos motores V6, mas desde que não causem custos adicionais. O inglês também sugeriu
o regresso dos motores V8.

Entre as equipas, Force India lidera as sugestões e os protestos contra o aumento dos custos.
Bob Fernley, director-adjunto da equipa indiana, falou em fazer as equipas menores voltarem a usar os motores V8 como forma de reduzir os gastos.

MOTORES
Sauber defende paridade


A chefe da Sauber, Monisha Kaltenborn, defendeu que qualquer mudança que seja feita no regulamento da F1, deve visar a paridade entre os motores.
A dirigente avaliou, ainda, que os fãs também precisam de ser ouvidos para a formulação do novo código.

Monisha Kaltenborn defendeu que qualquer mudança feita do regulamento da F1 para a época 2017, deve buscar a paridade entre os motores.

Recentemente, Bernie Ecclestone, sugeriu um regresso parcial dos V8, com as duas unidades a conviver na grelha a partir de 2017. A ideia recebeu o apoio da Force India, com Christian Horner, chefe da Red Bull, a dizer-se aberto a discutir a ideia.

A Sauber, por sua vez, também mostrou-se aberta à ideia, mas defendeu que a paridade entre os motores tem de ser a prioridade.

“Todos vão concordar que a F1 tem de representar o auge da tecnologia. Também temos de aceitar que o pacote motor/transmissão foi um grande factor no custo e nunca quisemos voltar a um ponto onde essas unidades custassem tanto”, continuou.

Monisha Kaltenborn ressalta que “o problema aumentou exponencialmente pelo facto de haver uma grande discrepância entre as diferentes unidades de potência e uma tão dominante”.

“O conceito que está a ser discutido é muito interessante e leva isso em conta. O elemento chave tem de ser a paridade entre os motores”, defendeu.
Além disso, a chefe da equipa Sauber, Monisha kaltenborn, também defendeu que o desporto tem de ouvir os fãs antes de promover as mudanças no regulamento.

“Também temos de trazer os fãs para essa discussão. Não importa se acham que o barulho é ou não relevante, qualquer problema trazido pelos fãs, e se há uma oportunidade de mudar isso, então temos de trazê-los a bordo, descobrir o que querem e vamos ver a viabilidade”, completou.