Jornal dos Desportos

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Motores começam a roncar com Hamilton na "pole -position

15 de Março, 2015

Motores começam a roncar com Hamilton na

Fotografia: AFP

O britânico Lewis Hamilton e o alemão Nico Rosberg partem como favoritos à conquista de mais um título mundial de Fórmula Um para a Mercedes, enfrentando a concorrência de uma Ferrari reforçada com o tetracampeão Sebastian Vettel.

Depois do domínio absoluto exercido em 2014, que lhe valeu o primeiro título mundial, com 16 triunfos nas 19 corridas do calendário, a equipa alemã volta a partir na frente da concorrência, desde logo devido à fiabilidade que o motor da marca voltou a manifestar nos testes de pré-temporada.

Os 11 Grandes Prémios conquistados na época passada conferem ao campeão em título, Lewis Hamilton, o estatuto de cabeça de cartaz da 66.ª edição da competição, que arranca domingo, na Austrália, mas a principal ameaça ao britânico surge precisamente dentro da própria Mercedes. O germânico Nico Rosberg, segundo classificado em 2014, prepara-se para travar nova batalha com o companheiro de escuderia e desta vez com legítimas aspirações ao trono da Fórmula Um, não só pelo desempenho da temporada transacta, mas também pelo registo nas últimas corridas de preparação, realizadas em Barcelona.

Por seu lado, a Ferrari vem de um ano a todos os níveis decepcionante, com o quarto lugar do Mundial de construtores e, principalmente, sem qualquer vitória averbada, algo que não sucedia desde 1993, quando Jean Alesi e Gerhard Berger também ficaram em branco.

No entanto, a chegada de Sebastian Vettel (ex-Red Bull-Renault) trouxe nova vida ao emblema de Maranello, que tem no tetracampeão mundial (2010 a 2013) um reforço de peso para atacar 2015, depois de ter perdido Fernando Alonso para a McLaren-Honda.

Ainda assim, nesta fase inicial, o piloto alemão, que formará dupla com o finlandês Kimi Räikkönen, parece partir em desvantagem relativamente a Hamilton e Rosberg, cabendo-lhe contrariar as previsões nas primeiras corridas da época.

Outra das expectativas para este ano prende-se com o confronto entre Red Bull-Renault, Williams-Mercedes e McLaren-Honda, qualquer uma delas com possibilidades de causar impacto no Mundial, nomeadamente as duas primeiras. Na Red Bull-Renault, que mantém o português António Félix da Costa como piloto de testes, Daniel Ricciardo assume agora o papel principal, na sequência da saída de Vettel, e tem como colega de equipa o russo Daniil Kvyat (ex-Toro Rosso-Renault).

O australiano, que em 2014 terminou no terceiro lugar, atrás da dupla da Mercedes, terá pretensões de voltar a intrometer-se nos lugares da frente, a começar pela corrida inaugural, que se realiza no seu país.

Já a Williams-Mercedes, manteve a dupla Valtteri Bottas (quarto) e Felipe Massa (sétimo), que ofereceu à marca britânica o melhor registo dos últimos 11 anos (terceiro lugar entre os construtores). De resto, o finlandês provou no ano passado que terá de ser levado em conta, ao subir por seis vezes ao pódio.

Por outro lado, a McLaren-Honda, agora em parceria com a Honda, parece surgir com menores probabilidades de sucesso no começo da competição, desde logo porque não pode  contar com o recém-chegado Fernando Alonso (ex-Ferrari) no primeiro Grande Prémio, em virtude do acidente que o espanhol sofreu nos testes em Barcelona.

Porém, as aspirações da escuderia passarão certamente por tentar superar o quinto lugar da geral de construtores do ano passado, contando para isso com dois campeões do Mundo: Alonso (2005 e 2006) e o britânico Jenson Button (2009).

O Campeonato do Mundo de Fórmula Um deste ano terá menos uma equipa, devido ao abandono da Caterham, sendo que a Marussia, que esteve em dúvida durante vários meses, acabou por reerguer-se das cinzas e garantiu lugar na grelha, agora com o nome de Manor.

No plantel de pilotos, destacam-se as estreias do brasileiro Felipe Nasr (Sauber-Ferrari), dos espanhóis Carlos Sainz Jr (Toro Rosso-Renault) e Roberto Mehri (Manor-Ferrari) e do holandês Max Verstappen (Toro Rosso-Renault), que, aos 17 anos, será o piloto mais jovem de sempre a participar na principal disciplina do desporto automóvel. O Grande Prémio da Austrália volta a ser o primeiro de um calendário com 20 provas, mais uma que em 2014, devido à introdução do GP do México, que não figurava no mapa da F1 desde 1993. A 66.ª edição do Campeonato do Mundo de Fórmula Um arranca este domingo, no circuito de Melbourne, às 05h00, e termina a 29 de Novembro, em Abu Dahbi.


Sauber ignora tribunal e afasta Garde

A A Sauber ignorou a ordem de um tribunal australiano e afastou o piloto holandês Giedo van der Garde das primeiras sessões de treinos livres do Grande Prémio da Austrália, primeira prova do Mundial de Fórmula 1.

Na quinta-feira passada, um colégio de três juízes do Supremo Tribunal de Vitoria, na Austrália, rejeitou o recurso da Sauber e manteve a decisão da primeira instância de recolocar Van der Garde na escuderia suíça.

O piloto holandês alegou que a Sauber "rasgou o acordo" que estava celebrado para 2015 e atribuiu os dois monolugares da equipa ao sueco Marcus Ericsson e ao 'rookie' brasileiro Felipe Nars, que acabaram por participar na segunda sessão de treinos.

Depois de não terem seguido para a pista nos primeiros treinos livres, Ericsson e Nars saíram das boxes na segunda sessão, acabando por registar o 11º e 15º tempos.

Os advogados de Van der Garde vão agora apresentar queixa por desrespeito a uma ordem do tribunal e solicitar que o 'patrão' da escuderia, Monisha Kaltenborn, seja multado ou mesmo detido.

O juiz do Supremo Tribunal de Vitoria, Clyde Croft, chegou a apelar às duas partes para chegarem a um acordo "nesta matéria muito sensível", um pedido ignorado pela escuderia.

O Grande Prémio da Austrália, que assinala o arranque do Mundial de Fórmula 1 de 2015, disputa-se hoje, no circuito de Albert Park, em Melbourne.

NASR ESTÁ CONFIANTE
Felipe Nasr ficou contente com o resultado da sua primeira classificação no Mundial de F1. O estreante surpreendeu ao quase avançar ao Q3 com a Sauber, ficando a menos de 0s1 do décimo colocado no Q2.

Na sua última tentativa, Nasr cravou 1min28s800 e saltou para nono. Mas Carlos Sainz e Pastor Maldonado, que vinham em voltas rápidas, foram capazes de superá-lo já depois da bandeirada.

"Foi bom, foi positivo", afirmou em entrevista à TV Globo logo após a sessão. "Queria ter entrado nesse top-10, mas o que vale é o que eu consegui fazer. Estou confiante para a corrida porque corrida é outra história. Vamos continuar a trabalhar duro", completou.

Seu companheiro de Sauber, Marcus Ericsson foi mal e ficou somente em 16º lugar após ser eliminado no Q1.

 ignorou a ordem de um tribunal australiano e afastou o piloto holandês Giedo van der Garde das primeiras sessões de treinos livres do Grande Prémio da Austrália, primeira prova do Mundial de Fórmula 1.

Na quinta-feira passada, um colégio de três juízes do Supremo Tribunal de Vitoria, na Austrália, rejeitou o recurso da Sauber e manteve a decisão da primeira instância de recolocar Van der Garde na escuderia suíça.

O piloto holandês alegou que a Sauber "rasgou o acordo" que estava celebrado para 2015 e atribuiu os dois monolugares da equipa ao sueco Marcus Ericsson e ao 'rookie' brasileiro Felipe Nars, que acabaram por participar na segunda sessão de treinos.

Depois de não terem seguido para a pista nos primeiros treinos livres, Ericsson e Nars saíram das boxes na segunda sessão, acabando por registar o 11º e 15º tempos.

Os advogados de Van der Garde vão agora apresentar queixa por desrespeito a uma ordem do tribunal e solicitar que o 'patrão' da escuderia, Monisha Kaltenborn, seja multado ou mesmo detido.

O juiz do Supremo Tribunal de Vitoria, Clyde Croft, chegou a apelar às duas partes para chegarem a um acordo "nesta matéria muito sensível", um pedido ignorado pela escuderia. O Grande Prémio da Austrália, que assinala o arranque do Mundial de Fórmula 1 de 2015, disputa-se hoje, no circuito de Albert Park, em Melbourne.

Inquérito
McLaren esclarece acidente
de Fernando Alonso


A McLaren esclareceu que não encontrou qualquer falha mecânica no monolugar no qual o espanhol Fernando Alonso sofreu um aparatoso despiste a 22 de Fevereiro, durante testes de Fórmula 1 no circuito espanhol de Montmeló. A explicação já tinha sido dada no final de Fevereiro.

Por precaução, o bicampeão mundial não disputa hoje o Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, que assinala o arranque do Mundial de 2015.

A McLaren concluiu todas as perícias ao carro do espanhol e não encontrou nenhuma falha que justifique o acidente de Montmeló.

A 22 de Fevereiro passado, Fernando Alonso já tinha realizado cerca de 20 voltas no circuito espanhol quando saiu da pista e embateu num muro de protecção, acidente que, na altura, se pensou ter sido provocado pelos ventos fortes e irregulares.

"Tecnicamente, conduzimos as inspecções com a federação internacional (FIA) com toda a transparência. Tudo o que foi examinado até agora não denuncia qualquer problema no carro que possa ter provocado o despiste", esclareceu o chefe de equipa da McLaren, Erci Bouller.

Performance
Nico Rosberg rendido
à superioridade de Lewis


Nico Rosberg reconheceu que o seu companheiro de equipa estava imbatível ontem, em Melbourne, no primeiro treino classificatório da temporada 2015. O britânico marcou a pole com 0s594 de vantagem.

Nico Rosberg foi capaz de vencer Lewis Hamilton em classificações na temporada 2014 por 11 a 7, mas foi obrigado a começar 2015 reconhecendo a superioridade do britânico no Albert Park, em Melbourne.

A diferença entre os dois pilotos da Mercedes foi de gritantes 0s594. Desta forma, Hamilton, pela quarta vez na carreira e pelo segundo ano seguido, larga na pole-position no GP da Austrália. Vencedor da prova em 2014, Rosberg vai partir na segunda posição.

"Em primeiro lugar, Lewis está em excelente forma e rebentou o tempo todo", elogiou o alemão, actual vice-campeão da F1. "Não foi o meu melhor dia, mas eu estou muito grato à equipa pelo carro que me deram. É um prazer estar nesta situação e ver onde estamos, a liderar o pelotão", disse na sequência, sem esconder a alegria pelo carro que tem. "A velocidade estava lá, apenas não encaixei tudo. Não estou preocupado com o ritmo, para ser honesto. O meu ritmo foi forte nos long-runs. Estou esperançoso que posso virar o jogo amanhã", acrescentou. No ano passado, Rosberg venceu em Melbourne e abriu logo 25 pontos para o rival, que foi forçado a abandonar ainda nas primeiras voltas com um problema num cilindro do motor. Essa vantagem só era revertida cinco provas mais tarde, após quatro vitórias consecutivas de Lewis.