Jornal dos Desportos

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Modalidades

Motores voltam a rugir em Monza

07 de Setembro, 2019

Charles Leclerc e Sebastian Vettel vo tentar nova vitria pela Ferrari em Milo

Fotografia: DR

Monza é sinónimo de paixão 'vermelha', pista mágica, velocidade pura, proezas automobilísticas, corridas electrizantes, etc, etc. Depois do Grande Prémio da Bélgica, realizado em Spa-Francorchamps e ganho pelo monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, que conseguiu terminar com o jejum de vitórias dessa escuderia na presente temporada, os motores voltam a “rugir” amanhã em Monza.
O circuito de Monza está localizado no norte de Milão, na Itália. É considerado por muitos amantes da modalidade, como sendo a “catedral das corridas de Fórmula 1”, a corrida mais importante do mundo e a que estimula maior grandeza para os “Tiffosis”. Para eles (amantes da modalidade) em Monza vive-se um ambiente único do desporto motorizado.
Em “Spa”, cumpriu-se o que se previa, os pilotos da Ferrari (Charles Leclerc e Sebastian Vettel) tiveram uma reacção 'furiosa' e conseguiram bloquear a linha da frente na disputa pela “pole“. Leclerc fez jus à sua “pole“, arrancou bem, alcançando a primeira vitória da sua carreira na Fórmula 1, não dando qualquer hipótese ao inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, de voltar a “tirar-lhe” como aconteceu no Bahrein.
O monegasco “voa” para Monza com a vitória em mente, pois está mais motivado, depois da vitória na Bélgica. Será que Leclerc e Vettel se irão destacar amanhã, “presenteando” a nação italiana com uma vitória em casa? Olha que em 2018, apesar de o finlandês Kimi Raikkonen e o alemão Sebastian Vettel terem bloqueado a linha da frente, com as suas ferraris na classificação para a “pole“, foram batidos pelo inglês da Mercedes na corrida, pois Vettel cometeu um erro no início e Raikkonen não conseguiu conter as tentativas de ultrapassagens de Hamilton. A última vitória de um piloto da Ferrari em Monza, aconteceu em 2010 com o espanhol Fernando Alonso.
O desejo dos “Tiffosis“ será sempre assistir a vitória de um piloto italiano ou de um da Ferrari no lugar mais alto do pódio. O italiano Giovinazzi, da Alfa Romeo, não tem qualquer hipótese de vencer o seu grande prémio caseiro, pois os “deuses da Fórmula 1” não conseguiram fazer nenhum milagre neste sentido. Já a Ferrari e os seus pilotos (os pilotos não são italianos), a julgar pela corrida de Spa-Francorchamps, na Bélgica, e a velocidade de ponta nas rectas, são os principais candidatos à vitória.
Mas, não nos podemos esquecer que, apesar de os ferraris serem os carros mais velozes em rectas, Monza ser um dos circuitos mais rápidos da Fórmula 1 e ter rectas que permitam ultrapassagens, foi a Mercedes que venceu as últimas corridas lá realizadas. Lewis Hamilton deseja ultrapassar o alemão Michael Schumacher, já que ambos são os pilotos com mais vitórias em Monza, cada com cinco.
Nesta ordem de factos e previsões, poderemos estar a viver um dilema. A teoria de a Ferrari ser a favorita pode cair em terra, pois favoritismo é previsão fora da pista, porque dentro dela esta teoria pode morrer.Será Vettel capaz de terminar o seu jejum de vitórias em Monza? Conseguirá Bottas reduzir a diferença para Hamilton, com uma vitória, ou teremos um Verstappen a surpreender os pilotos da Ferrari e da Mercedes?
Então, amanhã, vamos assistir o regresso do “rugir” dos motores em Monza, com 53 voltas, 11 curvas, percurso de 5.793 km, zonas de DRS e lutas acirradas entre os pilotos, para sabermos quem sairá no lugar mais alto do pódio.