Jornal dos Desportos

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Modalidades

Mrio Ferreira triunfa nos 200 km

Gaudncio Hamelay, no Huambo - 30 de Agosto, 2018

O evento, sem grande despique de realce nas diferentes categoriais em automveis, tendo em conta a diferenciao de viaturas, disputou-se no mbito

Fotografia: | EDIES NOVEMBRO

O piloto Mário Ferreira, da equipa J.N. Trans Racing do Lubango, ao volante de uma viatura de marca Fórmula For, venceu domingo, no circuito citadino da Nossa Senhora do Monte, a tradicional corrida dos 200 km da Huíla, em automobilismo na classe Sport protótipos, com 40 pontos, ao cabo das duas mangas disputadas. O huilano durante a prova fez o tempo de 1:19.413 e foi secundado pelo seu colega de equipa José Costa, que, ao volante de um Radical, totalizou apenas 25 pontos, fruto da participação na primeira prova das duas previstas. No lugar seguinte quedou-se o concorrente, Sandro Dias, (J.N.Trans Racing do Lubango), também com 25 pontos.  Na prova da classe dos turismos 2000, a vitória sorriu para José Roxo, da equipa ZR3, do Namíbe, com 50 pontos ao longo das duas mangas, tendo percorrido o circuito da Nª Sr.ª do Monte, que contém 2, 850 km, em 1:21.986. A segunda posição, coube ao piloto Rui Ferreira, da R.F. Racing de Luanda, ao somar 40 pontos, depois de cronometrar a distância em 1:26.338, seguido por Tiago Borges, da Pumangol Racing Team de Benguela, com 32 pontos ao fixar o tempo de 1:26.161. No quarto lugar contentou-se o concorrente Luís Fernandes (Pumangol Racing de Luanda), com 13 pontos percorridos em 1:21.061.  O vencedor da categoria de TUR2000, José Roxo, no final, disse que a competição foi boa e competitiva. Revelou que o acelerar muito, constituiu a chave do segredo da vitória e prometeu, nas próximas provas, lutar sempre para ficar em primeiro lugar.“A organização está de parabéns, porque tudo estava bem organizado e correu bem graças a Deus. Os pilotos que correram comigo estavam em altura e com máquinas boas. Porém, fui mais feliz ao sair vencedor. Todos nós, que andamos neste tipo de desporto, merecemos vencer e ninguém vem só para ganhar, mas também para ficar em segundo ou terceiro lugar”, destacou José Roxo. O piloto Alexndre Deysel, da equipa da Karcamano do Lubango, ao somar 40 pontos completados em 1:30.648, foi o vencedor da prova da classe de Turismos 1600, seguido por Carlos ferreira, da Super Match Racing Team do Lubango, com a pontuação de 32 pontos percorridos em 1:31.520. Rubén Oliveira, da Pumangol Racing Team, ocupou a terceira posição, com 25 pontos. Na classe dos turismos Diesel, o troféu ficou com Edwin santos, da Welwitschia Racing Team do Namíbe, com o tempo de 1:25.207, somando 45 pontos. Os lugares imediatos foram ocupados pelos colegas da equipa, Jason Santos (1:26.619) e Carlos Maio (1:27.254), com 45 e 32 pontos, respectivamente. O evento, sem grande despique de realce nas diferentes categoriais em automóveis, tendo em conta a diferenciação de viaturas, disputou-se no âmbito da 32ª edição das Festas de Nossa Senhora do Monte, que encerram no próximo dia 2 de Setembro.

PÚBLICO
Diogo admite fraca adesão

 A fraca assistência dos espectadores, que se deslocam ao circuito citadino da Nossa Senhora do Monte, demonstra o quanto as tradicionais corridas dos 200 km da Huíla, em automobilismo e motociclismo, estão a perder a sua verdadeira tradição, admitiu no Lubango, o director técnico do evento, Augusto Diogo, vice-presidente da Federação Angolana dos Desportos Motorizados (FADM). Augusto Diogo lembrou, que antes faziam-se uma grelha de partida de carros com um número superior à 20 concorrentes. “Mas hoje, começamos a fazer grelha com 6 concorrentes e as pessoas, de facto, começam a desacreditar na modalidade, porque estão presentes no circuito da Nª Sr.ª do Monte para verem uma disputa. Porém, acabam por não verem, porque os carros estão a começar a ficar todos absoletos. A falta de importação de meios, vai dificultando os 200 km da Huíla, em automóveis e motos”, justificou. O dirigente federativo salientou que, apesar disso, fez um balanço positivo daquilo que foram os 200 km da Huíla, edição 2018, pontuável para o campeonato Angolano de velocidade (CAV). “Podemos fazer uma avaliação positiva. Tivemos, de facto, alguns pequenos incidentes na pista ao longo da prova, mas nada de grave. Portanto, nós começamos a trabalhar no circuito com a devida antecedência, no sentido de evitarmos que houvesse incidentes, que pudessem perigar a vida dos pilotos e dos espectadores”, confirmou. Assegurou que não houve problemas nem para os pilotos, assim como para os espectadores, que se deslocaram ao Complexo Turístico e Desportivo da Nossa Senhora do Monte, para assistir as provas. 
Contou que os pequenos incidentes que houve, foram danos materiais, o que considerou de normal, para o desporto motorizado. “Os pequenos incidentes foram algumas quedas de motas, incidentes com carros, mas as motos recuperáveis e sem grandes problemas”, tranquilizou. Augusto Diogo afirmou que a organização trabalhou, para que o circuito tivesse a melhor segurança possível, daí louvarmos a postura demonstrada pela população, antes, durante e depois da competição. Indicou que o número de pilotos foi ligeiramente pouco, porque previam ter uma cifra maior de viaturas e motos. “Mas, infelizmente, as dificuldades que temos tido no país, sobretudo na obtenção de divisas, estão a complicar-nos. Por isso, acreditamos que dias melhores virão, para o desenvolvimento do desporto motorizado no país”, referiu.  Augusto Diogo informou que fizeram parte da prova, pilotos em representação das províncias da Huíla, Namíbe, Luanda, Benguela, Huambo, Cuanza Sul e Cuando Cubango, num total de 38 participantes, sendo 19 em automobilismo e 15 em motociclismo.