Jornal dos Desportos

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Muito treino na base do sucesso

29 de Janeiro, 2017

Campeão olímpico prometeu medalhas aos filhos e intensificou os treinos para chegar sempre ao lugar mais alto do pódio

Fotografia: AFP

O britânico Mo Farah, que conseguiu histórico ‘duplo duplo’ com a medalha de ouro nos 5.000 e 10.000 dos Jogos Olímpicos Londres2012 e Rio2016, considera que “treinar mais do que os rivais” esteve na base do seu êxito.

“Quatro anos é muito tempo, estou a ficar mais velho e a recuperação física é mais difícil. Cheguei ao Rio2016 sem tomar nada como garantido quanto ao ouro. Mas tive de acreditar. Corri uns 200 quilómetros por semana, treinando mais do que os meus rivais. Isso deu-me confiança”, vincou o finalista do prémio de desportista do ano dos Laureus.

Em entrevista disponibilizada à Lusa, o atleta de 33 anos nascido na Somália também falou da motivação familiar: “Tinha prometido aos meus filhos Hussein e Rhianna que iria ganhar uma medalha de ouro para cada um, então não havia forma de os desapontar”.

O objectivo esteve em risco quando Mo Farah caiu na final dos 10.000 metros no Ro2016, o que tornou a prova como “uma das mais difíceis” da sua carreira, uma vez que podia ter “arruinado as hipóteses de êxito”.

“Aconteceu tudo tão rapidamente... Só pensava em todo o trabalho duro de treino e sacrifício que ia desperdiçar. Tive sorte que aconteceu muito cedo e consegui voltar à prova, recuperar a compostura e ficar apto a acelerar na parte final. Quando cruzei a meta estava absolutamente de rastos, física e emocionalmente exausto”, lembrou.

Assegurado o sucesso, Mo Farah fala no sentimento “fantástico” de ser nomeado juntamente com “alguns dos melhores do mundo”, destacando o velocista jamaicano Usain Bolt, o tenista britânico Andy Murray e o basquetebolista norte-americano LeBron James: “São verdadeiramente grandes, o topo nos seus desportos”.

A lista de nomeados fica completa com o futebolista português Cristiano Ronaldo e o basquetebolista norte-americano Stephen Curry, sendo que o vencedor será revelado a 14 de Fevereiro em cerimónia no Mónaco.

Mo Farah revelou que o seu modelo de desportista foi o antigo boxista norte-americano Muhammad Ali, de quem tinha posters nas paredes do quarto.

“Foi o melhor! Lutou por algo e era orgulhoso de quem era. Não havia compromisso e nunca recuou. Fiquei muito triste quando ele morreu. Ele era um verdadeiro ícone”, justificou.

Quando ao futuro, nomeadamente aos Jogos Tóquio2020, quando tiver 37, e questionado se correria a maratona, respondeu com enigmático “nunca digas nunca”.


MUNDIAL DE ANDEBOL
Noruega e França disputam final


As selecções da Noruega e da França disputam hoje a final do Campeonato do Mundo de andebol sénior masculino que teve como palco Paris, naquela que é uma das finais mais esperadas de sempre.

A equipa nórdica apurou-se  sexta-feira pela primeira vez na sua história para a final de um campeonato do mundo de andebol masculino, ao vencer nas meias-finais a Croácia por 28-25, após prolongamento, em jogo disputado em Paris. Quarta no último europeu, no que constituiu até à data o seu melhor resultado, a Noruega tem assim já assegurada a sua primeira medalha numa competição importante.  A França, a jogar em casa, já tinha assegurado a sua vaga na final, depois de vencer na quinta-feira a Eslovénia por 31-25, pelo que vai defender o seu título na final de hoje na capital francesa.

Os gauleses estão assim a um pequeno passo de conquistarem um sexto título planetário e, ao mesmo tempo, de imitarem a equipa que em 2001 se sagrou campeã do mundo em casa.