Jornal dos Desportos

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Mundial de indoor é uma etapa importante

08 de Março, 2014

A competição não conta com o homem mais rápido do mundo, o jamaicano Usain Bolt, que disputa apenas provas ao ar livre, nem com o autor do salto a vara mais alto da história, o francês Renaud Lavillenie, que sofreu uma lesão no pé há três semanas, pouco depois de ter quebrado o recorde de Serguei Bubka.

O britânico Mo Farah, actual campeão olímpico e mundial dos 5.000m e 10.000m, e o queniano David Rudisha, medalhista de ouro dos 800m  nos Jogos de Londres’2012, tampouco vão estar na Polónia.

Em Sopot, os holofotes estão voltados para atletas menos conhecidos, mas muito talentosos, como a etíope Genzebe Dibaba, de apenas 23 anos,, que bateu recentemente os recordes mundiais indoor dos 1.500 m (3:55.17) e 3.000 m (8:16.30).

“Este ano está ser lindo para mim. Não esperava alcançar estas marcas, só queria ser rápido. Há dois anos, conquistei a medalha de ouro nos 1.500 m, mas neste ano vou competir apenas nos 3.000”, revelou a etíope, considerada uma das maiores promessas do atletismo mundial.

A competição tem  como cenário um balneário charmoso no litoral do mar Báltico, localizado perto do estaleiro de Gdansk, onde começou o movimento Solidariedade de Lech Walesa na década de 1980. A cidade respira desporto e tem várias campos de areia que receberam torneios dos circuitos ATP e WTA.

Na mesma prova, o brasileiro Thiago Braz facturou o bronze, estabeleceu  o novo recorde sul-americano (5,76 m). Mesmo sem Bolt, a jamaica tem representantes de peso em Sopot, principalmente no sprint feminino.