Jornal dos Desportos

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Murray lder no ATP Finals

13 de Novembro, 2016

Andy Murray campeo olmpico do Rio'2016

Fotografia: AFP

As emoções do World Tour Finals do ténis agitam a partir de hoje a cidade de Londres. As feras mundiais expelem em Wimbledon o melhor das raquetes. O sérvio Novak Djokovic entra na quadra com o rótulo de vice-líder do ranking, após mais de duas centenas de semanas na liderança. À sua frente está o austríaco Thien D.

O destaque do certame é Andy Murray. O britânico estreia-se amanhã, como o novo líder do ranking mundial da ATP, na partida com o croata Marin Celic. A jogar em casa, pela primeira vez, na condição de líder, Murray leva às costas responsabilidades acrescidas: manter a imagem da Grã-Bretanha.

Noutras partidas, o canadiano Milos Raonic defronta o francês Gael Monfils, o suíço Wawrinka joga com o japonês Nishikori.

O World Tour Finals é disputado pelos oitos melhores classificados do ranking e não no sistema de eliminação directa. Os tenistas estão agrupados em dois blocos de quatro. Os vencedores disputam a final do quinto evento de maior prestígio do circuito masculino, depois dos quatro torneios do Grand Slam. Roger Federer é o maior campeão em simples do torneio, com seis conquistas.

Em conferência de imprensa, Andy Murray mostrou-se empolgado para finalizar o melhor ano da sua carreira.

"Fui consistente nos grandes eventos e tenho jogado muito bem. As partidas em que perdi, foram muito regulares, como no Aberto dos EUA ou na Taça Davis. Foi o melhor ano da minha carreira", disse Murray, campeão de Wimbledon e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

O tenista destronou o sérvio Novak Djokovic e chegou ao topo do ranking na última semana, depois de derrotar Milos Raonic por W.O. na meia-final do Masters 1000 de Paris. Apesar do feito histórico, Andy Murray afirmou que nada mudou após a conquista.

"Sinto-me muito bem e não há nada de diferente comparado à semana passada. Levanto-me na mesma hora de sempre. Talvez me sinta mais cómodo e com mais confiança durante uma partida ou antes de um torneio", comentou o britânico.

Andy Murray busca o seu oitavo título na época e o primeiro nas Finais da ATP na sua sétima participação. Desta vez, o escocês disse estar mais bem preparado que na última ocasião.

"Na época passada, foi difícil, porque me preparei para jogar o torneio no saibro (por conta da final da Taça Davis)", disse.

NOVAK DJOKOVIC
ELOGIA ESCOCÊS

No próximo domingo tem início o torneio que reúne os oito melhores tenistas da temporada. A competição, inclusive,
O ATP Finals ganha hoje mais emoção por conta da disputa pelo topo do ranking mundial entre Andy Murray, actual número 1, e Novak Djokovic, o segundo da lista. Murray alcançou oficialmente a liderança do ranking após se sagrar campeão do Masters 1000 de Paris. O sérvio acredita que o posto mais alto do ténis mundial está em óptimas mãos.

"Só tenho elogios ao Andy pelo que conseguiu neste último ano. O número 1 é merecido e, sem nenhuma dúvida, foi o melhor jogador dos últimos seis meses. Se olharmos as suas qualidades e a sua determinação, é mais do que capaz de continuar neste nível durante muito tempo", afirmou Nole.

Vale ressaltar que Novak Djokovic pode recuperar a liderança do ranking. O sérvio considerou "normal" a sua época marcada pela irregularidade.

"Tive altos e baixos, como acontece com todo o mundo. Acredito que tive uns meses muito bons, mas nesse desporto não se pode ganhar sempre", completou Djokovic.


REGRESSO
Nadal disputa torneio em Dezembro


Os fãs de ténis ganharam uma boa surpresa. Após ter anunciado que só voltaria a actuar em 2017 para tratar uma lesão no punho, Rafael Nadal antecipou o seu regresso e confirmou a presença no torneio de exibição Mubadala, disputado nos Emirados Árabes. O torneio acontece entre 29 e 31 de Dezembro e não vale pontos no ranking mundial. Porém, vai contar com grandes estrelas do ténis mundial. Além de Nadal, também estão confirmados Andy Murray, Milos Raonic, Jo-Wilfried Tsonga, Tomas Berdych e David Goffin.

O Touro Miúra confirmou a participação no torneio por meio de uma rede social.

"Animado em anunciar que o primeiro torneio no meu regresso vai ser em Abu Dhabi, no Mubadala, em Dezembro", postou o espanhol.

Rafael Nadal sofreu com a lesão no punho e ficou afastado do circuito por três meses durante a época. Após abandonar Roland Garros, o Rei do Saibro ainda ficou fora de Wimbledon e de outros torneios. Rafa voltou nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em Agosto, e conquistou a medalha de ouro nas duplas.

Recentemente, foi obrigado a desistir do ATP 500 da Basileia, do Masters 1000 de Paris e do Finals para poder tratar melhor a lesão no punho esquerdo.

EX-TÉCNICO VATICINA
VITÓRIA DE FEDERER

O ex-tenista Stefan Edberg, que conquistou seis títulos de Grand Slam e atingiu o topo do ranking mundial durante a carreira, trabalhou como treinador de Roger Federer de 2013 a 2015. O sueco vaticina que o Maestro ainda pode ser campeão de um Major durante a carreira.

"Pensei que ganharia um nos últimos anos, estava tão perto. Fica cada vez mais difícil, não é mais jovem, mas ainda há esperança. Se tem alguém que pode fazer isso, é Roger. Mas vai ser um desafio emocional para voltar no próximo ano", disse ao Tennis World.

Maior vencedor de Slams da história, com 17 títulos, Roger Federer não conquista um desde 2012, quando levantou o sétimo troféu de Wimbledon. De lá para cá, chegou a três outras finais, uma no Aberto dos Estados Unidos e duas na grama londrina, e foi superado por Novak Djokovic nas três finais.

Aliás, nesta semana, Federer apareceu fora do top 10 pela primeira vez na carreira desde 2002. O suíço ocupa, actualmente, a 16ª posição do ranking mundial.

O último torneio de Roger foi justamente Wimbledon, no qual foi eliminado na meia-final. Em um ano atípico, marcado por problemas físicos, o Maestro optou por encerrar a época precocemente para tratar uma lesão no joelho.


ÍCONES DO TÉNIS
Príncipe Harry  felicita “amigo”


O feito do escocês Andy Murray, que alcançou o topo do ranking da ATP, foi aclamado até pela Família Real britânica. Por meio do Twitter, o Príncipe felicitou o tenista não só por ter se tornado número 1 do mundo, mas por todos os feitos da época.

"Parabéns Andy Murray. Campeão de Wimbledon, ouro nos Jogos Olímpicos do Rio'2016 e agora número 1 do mundo! Que ano", postou a conta "Kensington Royal", que pertence a Harry e a sua esposa Kate Middleton, que ostentam os títulos de duque e duquesa de Cambridge.

Murray tornou-se o líder do ranking do ténis mundial ao vencer Milos Raonic sem entrar em quadra no jogo da meia-final do Masters 1000 de Paris. O canadense desistiu do jogo devido a uma lesão na coxa.

Foi a primeira vez que um tenista britânico chegou ao topo desde que o sistema de pontos foi criado no desporto, em 1973. Andy Murray destronou o sérvio Novak Djokovic da liderança após 122 semanas.

EXALTAR FEITO

A conquista de Murray foi exaltada também por outros ícones do ténis. O suíço Roger Federer, que liderou o ranking antes de Djoko, postou no Twitter: "Temos um novo (emoticon de coroa) na cidade. Parabéns, Sir Andy Murray".

Também ex-número 1 do mundo e actual técnico de Djokovic, Boris Becker afirmou: "Parabéns, Andy Murray por se tornar o novo número 1 do ATP World Tour. Bem-vindo a um pequeno número de membros que estiveram no melhor da sua profissão".

O norte-americano Andy Roddick também foi outro ex-líder do ranking que felicitou o britânico: "Parabéns, Andy Murray pelo seu novo número 1 do mundo! Conquista muito merecida e estou feliz por ter chegado lá. Foi uma longa espera!"


PRÉMIO
Del Potro vence “Retorno do Ano”


O argentino Juan Martín del Potro, que no início do ano ficou de fora dos 1.000 melhores do ranking mundial de ténis após sofrer uma série de lesões, venceu esta semana o prémio de "Retorno do Ano" da ATP, em eleição feita entre os atletas do próprio circuito.

Após três operações no punho esquerdo e quase dois anos sem jogar, Del Potro voltou ao circuito a vencer o seu primeiro título desde 2014 - ATP 250 de Estocolmo, no mês passado - e ficou com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, e atingiu o 38º lugar no ranking do circuito mundial.

Del Potro, de 28 anos, que já tinha conquistado esse mesmo prémio em 2011, venceu na votação o francês Julien Benneteau, o croata Ivo Karlovic e o alemão Florian Mayer.

O suíço Roger Federer recebeu mais uma vez o "Prémio de Excelência Desportiva" e já são 12 vezes que o ex-líder do ranking mundial leva o troféu, seis das quais de forma consecutiva.

Além disso, o francês Lucas Pouille venceu Dominic Thiem, Daniel Evans e Alexander Zverev para conquistar o prémio de jogador que mais evoluiu no ano, numa escolha também feita pelos atletas.

Na sua quinta época como profissional, Pouille, de 22 anos, subiu do 91º para o 15º lugar no ranking mundial e conquistou o seu primeiro título, o ATP 250 de Marselha, em Setembro.

O prémio "Estrela do Amanhã", que condecora o tenista mais jovem dentro dos 100 melhores do ranking até 7 de Novembro, foi para o norte-americano Taylor Fritz. De apenas 19 anos,  transformou-se no finalista mais jovem de um torneio da ATP desde 2008, quando acabou com o vice-campeonato do ATP 250 de Memphis.

O ex-jogador sueco Magnus Norman, técnico do suíço Stan Wawrinka há três anos, foi reconhecido como "Técnico do Ano", após conduzir o seu atleta a quatro títulos neste ano, incluindo o US Open.

Os prémios de número 1 do mundo no simples e nas duplas vão ser entregues ao fim das Finais da ATP, em Londres, que começa hoje e termina no dia 20 de Novembro.

O britânico Andy Murray, que chega para o torneio com o status de melhor do mundo, vai ter de lidar com o sérvio Novak Djokovic, que espera encerrar o ano com a recuperação do posto perdido na semana passada.

Nas duplas, os franceses Pierre-Hugues Hebert e Nicolas Mahut disputam a liderança com o britânico Jamie Murray e o brasileiro Bruno Soares.


RECONHECIMENTO
Londres lidera ranking Global


A cidade de Londres é a líder do ranking Cidade Global do Desporto, segundo o índice Global Sports Impact (GSI), que analisa o impacto das grandes competições desportivas durante os 14 anos, sete antes e sete após a realização. A cidade do Rio de Janeiro configura na segunda posição. Entre 2010 e 2023, Londres organizou ou ainda vai organizar 13 campeonatos mundiais ou disputas polidesportivas. Só Moscovo, com 16, e Paris, com 14, têm mais, mas com pontuação menor. Depois de Londres, aparecem Rio, sede dos últimos Jogos Olímpicos, Tóquio, Moscovo e Doha. Paris caiu para a sexta posição, enquanto Budapeste subiu para a sétima. O top 100 tem ainda as cidades brasileiras: São Paulo (63), Belo Horizonte (69)  Brasília (87).

No período analisado, 610 cidades sediaram ou vão sediar mundiais ou competições polidesportivas. O índice GSI levou em consideração o tamanho, a escala e o impacto de 787 disputas de 75 modalidades.