Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Murray prev melhorar a prestao

18 de Junho, 2017

O nmero um do mundo, Andy Murray, no vive um bom momento na carreira

Fotografia: AFP

O número um do mundo, Andy Murray, não vive um bom momento na carreira. Apesar de chegar às meias-finais de Roland Garros na última semana, o britânico está a ter um ano instável, acumulando derrotas inesperadas e actuações sem brilho. No último mês, o tenista completou 30 anos de idade e revelou que não se vê por muito tempo a actuar em alto nível.

Actualmente, os cinco primeiros colocados do ranking mundial têm mais de 30 anos, sendo Murray o mais novo deles. O britânico revelou que, nos dias actuais, é comum que os tenistas consigam jogar por mais tempo na carreira, mas não acredita que será o seu caso.

\"Sei que alguns jogadores estão a ir muito bem até os 30 e poucos anos nos últimos tempos, mas esse pode não ser o meu caso. Talvez os próximos dois anos sejam os últimos que eu tenha a chance de competir pelos maiores torneios. A maioria dos tenistas está a viajar com fisioterapeutas agora, passando muito mais tempo a trabalhar na academia para proteger os seus corpos\", disse à BBC.

Murray ainda destacou que, actualmente, possui outros interesses além do ténis, como a sua família. Além disso, apesar de não dizer quando é que irá se aposentar, o jogador acredita que o adeus às quadras será de forma tranquila.

\"Não sei por quanto tempo eu vou jogar ainda. Quero aproveitar ao máximo todos os torneios em que participo. Continuarei a jogar enquanto o meu corpo estiver bem. Tenho uma família agora e mais interesses fora de quadra do que quando tinha 20 anos. Claro que ficarei triste quando parar, mas acho que estará tudo bem\", continuou.

Na próxima semana, Andy disputa o ATP 500 de Queen\'s e, na sequência, Wimbledon. O britânico, que defende o título dos dois torneios, revelou que a pressão aumenta, ainda mais por jogar em casa. Mesmo assim, o número um do mundo destacou que consegue lidar melhor com a pressão nos dias actuais.

\"Para mim, Wimbledon sempre será o maior torneio do ano. Há muita pressão e expectativa neste período, por isso pode ser um pouco estressante, mas estou mais experiente e isso não me afecta tanto quanto quando eu era mais novo\", finalizou o líder do ranking mundial.

FEDERER
Amanhã vai ter início o ATP 500 de Halle, realizado na Alemanha, que é um dos principais torneios preparatórios para Wimbledon, único Grand Slam do circuito de ténis realizado no relvado. Figura carimbada da competição, Roger Federer tenta o nono título do torneio.

Ontem, foi realizado o sorteio da chave de simples da competição. Cabeça-de-série número um do torneio e actual quinto colocado do ranking mundial, Federer estreia contra Yen-hsun Lu, do Taipei, 68º do mundo.


DESPIQUE
Quarteto lidera
US Open de golfe


Os ingleses Paul Casey e Tommy Fleetwood e os norte-americanos Brian Harman e Brooks Koepka, todos sem ‘majeurs’ no currículo, lideram o US Open de golfe, após uma segunda volta que vitimou os três primeiros do ‘ranking’ mundial.

Casey, Fleetwood, Harman e Koepka totalizam 137 pancadas (sete abaixo do PAR), apenas menos uma do que um trio de jogadores da ‘casa’, composto por Ricky Fowler, nono do ‘ranking’ mundial, Jamie Lovemark e J.B. Homes, e duas face a um quinteto, que inclui o amador Cameron Champ.

A prova está, assim, completamente, em aberto, mas, na luta, já não estão os três primeiros do ‘ranking’ mundial – o norte-americano Dustin Johnson, detentor do título, o australiano Jason Day e o norte-irlandês Rory McIlroy.

Em torneios dos ‘Grand Slam’, foi a primeira vez que os três primeiros do ‘ranking’ não passaram o ‘cut’, que fechou em 145 pancadas (uma acima do par), igualando o recorde do US Open, estabelecido em 1990, em Medinah.

No segundo dia da prova que decorre em Erin, os melhores foram o japonês Hideki Matsuyama e o norte-americano Chez Reavie, ambos com 65 ‘shots’ (sete abaixo do par), o mesmo registo conseguido por Fowler na primeira volta.

Fowler não esteve tão bem na segunda volta, mas, entre os jogadores mais categorizados do circuito, é o que segue melhor colocado. Para encontrar um vencedor de um dos quatro grandes títulos do circuito, é preciso descer à 19.ª posição, na qual se encontram o alemão Martin Kaymer e o espanhol Sergio Garcia, recente vencedor do Masters de Augusta, ambos com 141 pancadas (três abaixo do par), a quatro da liderança.

Fora da corrida, ficaram Dustin Johnson, que totalizou 148 pancadas (quatro acima do par), fechando na 92.ª posição, Rory McIlroy, com 149 (cinco acima), na 102.ª, e Jason Day, com 154 (10 acima), na 144ª.


EDIÇÃO 2018
Peru investe milhões no Rali Dakar


O Governo do Peru vai investir seis milhões de dólares (cerca de 5,4 milhões de euros), e declarar o evento de \"interesse nacional\", na edição de 2018 do Rali Dakar.

Segundo revelou à agência EFE fonte da PromPeru, organismo estatal responsável pela promoção turística do país, a verba foi aprovada pelo Governo e implica a montagem de um sistema de segurança em torno do evento e a criação de ‘stands’ para as equipas. Em 2018, o Rali Dakar, ‘prova rainha’ do todo o terreno, vai comemorar o 40.º aniversário, o 10.º em terras sul-americanas, e atravessará o Peru, Bolívia e Argentina.

Na quarta-feira, o ministro peruano do Comércio e Turismo, Eduardo Ferreyros, tinha adiantado que o Peru iria investir a mesma verba canalizada na última edição em que o Dakar atravessou o país, em 2013.