Jornal dos Desportos

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Murray quer definir treinador

20 de Maio, 2016

Murray sabe que está muito em cima para definir qualquer coisa para Roland Garros mas acredita estar em Wimblendon

Fotografia: AFP

Desde que encerrou amigavelmente a parceria com a francesa Amelie Mauresmo, o britânico Andy Murray tem jogado sem um técnico. Ele pretende não ficar mais muito tempo sozinho e quer definir um novo treinador antes de começar o Wimbledon.

Um dos favoritos é o tcheco naturalizado norte-americano Ivan Lendl, com quem Murray trabalhou entre 2012 e 2014, tendo neste período conseguido as suas conquistas mais expressivas. Os dois se separaram pois o ex-número 1 queria mais tempo para cuidar da sua academia, que não está mais aberta.

"Adoraria trabalhar com Ivan, mas o tempo é um problema", disse o britânico para o The Guardian. "Se pudermos voltar a ficar juntos seria demais, mas tem que ser algo bom para ambos. É preciso muito tempo para que um trabalho comece a causar impacto", acrescentou Murray.

O actual vice-líder da ATP usou o trabalho do sérvio Novak Djokovic com o alemão Boris Becker como exemplo. "Becker dedica bastante tempo e as viagens são sempre o principal problema. Foi bom ter Ivan por perto em Miami e se formos trabalhar, vou ter que rever os meus compromisso e locais de treinamento".

Murray sabe que está muito em cima para definir qualquer coisa para Roland Garros, mas acredita que há tempo para Wimbledon. "Ainda temos três semanas pela frente. Vou conversar com algumas pessoas nesta semana e com a minha equipa para ver se definimos alguma coisa", comentou.

Enquanto não define o substituto de Mauresmo, o britânico vai trabalhar com o assistente técnico Jamie Delgado, que será o responsável pela preparação para o saibro de Paris, papel que desempenho antes dos Masters 1000 de Madri e Roma, torneios em que Murray se deu muito bem, ficando com o vice no primeiro e levando o título no segundo.

ATLETA TREINA
EM ROLAND GARROS

Nem mesmo a chuva na tarde de quarta-feira inibiu Andy Murray de iniciar a sua preparação para Roland Garros. O número 2 do mundo bateu bola com o belga David Goffin com o saibro bastante pesado na quadra Suzanne Lenglen, segunda maior arena do complexo. O mau tempo, no máximo, encurtou a actividade.

"É muito importante nos próximos dias tentar fazer a melhor preparação possível, porque as condições devem ser bem difíceis", disse Murray, que vem da conquista do Masters 1000 de Roma. "Com a chuva, o jogo fica um pouco mais lento e precisarei de alguns ajustes".

Murray fez uma óptima temporada preparatória, com 12 vitórias e apenas duas derrotas. Além de triunfar na capital italiana, o britânico ainda foi finalista em Madrid e semi-finalista em Monte Carlo. Apenas Rafael Nadal, que foi campeão no Principado de Mónaco e em Barcelona somou mais pontos nas quadras europeias de terra.