Jornal dos Desportos

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Modalidades

Mutaz Barshim d ouro ao Qatar

07 de Outubro, 2019

Mutaz Essa Barshim foi mais rpido nos mundiais

Fotografia: Dr

O Qatar já tem um campeão nos Mundiais de atletismo que organiza em casa, depois de Mutaz Essa Barshim vencer o salto em altura. O vencedor nem sequer estava entre os favoritos da prova.
Barshim é um caso espantoso de resiliência na modalidade, já que, em Julho do ano passado, foi operado aos ligamentos cruzados de um joelho. Para o campeão mundial de Londres\'2017, parecia ser o fim do sonho ser campeão em casa, na edição de Doha2019.
Onze meses depois, voltou, \'devagarinho\', sem dar nas vistas. Tem como recorde pessoal 2,43 metros, a segunda marca de todos os tempos.
Qualificou-se para a final, no estádio Khalifa, e o público finalmente apareceu: foi o primeiro dia com uma assistência já bastante interessante. Embalado pelo apoio do público, foi o único a passar os 2,37 metros, enquanto os russos Michale Akimenko e Ilya Ivaniyuk ficaram pelos 2,35 metros. Mutaz Essa Barshim ainda vacilou a 2,33 metros, com dois derrubes, mas em todas as outras alturas \'limpou\' à primeira. Muito bem também Akimenko, sem derrubes até aos 2.37.
Esta é já a segunda medalha para o Qatar, que já tinha o bronze dos 400 metros barreiras masculinos.
Na pista, a norte-americana Dalilah Mohamad, a campeã olímpica, teve mais oposição do que esperaria da jovem Sydney Mclaughlin, e dessa luta resultou um novo recorde mundial e a segunda posição de todos os tempos nos 400 metros barreiras femininos.
Com 52s16, Mohamad retira quatro centésimos ao seu próprio recorde e, McLaughlin, de 20 anos apenas, chega aos 52s23. Rushel Clayto, da Jamaica, foi uma distante terceira, com 53s74. Decididamente, um ano em grande para Dalilah Mohamad, que ganhou um cheque de 100 mil dólares pela proeza.
Grande marca igualmente para James Gardiner, das Bahamas, nos 400 metros planos. O vice-campeão de há dois anos ganhou agora em 43s48, novo recorde nacional e a sexta marca de todos os tempos.
O colombiano Anthony Zambrano foi segundo, em 44s15, novo recorde da América do Sul, e o norte-americano Fred Kerley completou o pódio, em 44s17.
Nos 3.000 metros obstáculos, o queniano Conseslus Kipruto, campeão olímpico e do mundo, conservou a \'coroa\', com a marca de 8min01s35, numa final muito disputada e só decidida por um centésimo sobre o etíope Lamecha Girma (que bateu o recorde nacional).
Grande corrida para o queniano, de 24 anos, que parecia derrotado, mas não desistiu de perseguir Girma, a ponto de ser necessário o \"photo-finish\" para perceber quem levava mesmo o ouro.
Soufiane El Bakkali, de Marrocos, o vice-campeão de Londres 2017, ficou com a medalha de bronze em 8.03,76. Sandra Perkovic, da Croácia, não conseguiu defender o título do lançamento do disco e vergou-se à classe das adversárias cubanas, que chegaram como melhores do ano.
Para Yaimé Pérez, finalmente o título mundial, aos 28 anos, com um ensaio de 69,17 metros. Denia Caballero atirou a 68,44 metros e Perkovic chegou apenas aos 66,72 metros.