Jornal dos Desportos

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Nadador americano perde patrocínio

25 de Agosto, 2016

ai dSpeedo vai doar uma parte dos Usd 50 mil para uma instituição de caridade.

Fotografia: AFP

A Speedo anunciou a decisão de rescindir o contrato com o atleta, por não concordar com a conduta do norte-americano Ryan Lochte. A empresa era uma das maiores patrocinadoras do atleta, há mais de dez anos. O comunicado foi divulgado pela "ABC News" nesta segunda-feira.

 “A Speedo EUA anunciou anteontem a decisão de acabar com o patrocínio de Ryan Lochte. Embora tenhamos desfrutado de uma relação vencedora com Ryan por mais de uma década, em que ele foi um membro importante da equipa, não podemos tolerar um comportamento que é contrário aos valores desta marca, há muito tempo. Agradecemos as suas realizações e esperamos que ele siga em frente e aprenda com esta experiência”, diz a nota da marca.

Speedo também informou que vai doar uma parte dos Usd 50 mil de taxas de Lochte para uma instituição de caridade.
"Como parte da decisão, Speedo EUA vai doar uma parte 50.000 do dinheiro de Lochte a Save the Children, um parceiro de caridade mundial da empresa-mãe da Speedo EUA, para crianças no Brasil", informou.

Na semana passada, os nadadores americanos Ryan Lochte e James Feigen prestaram depoimento à polícia sobre um suposto assalto que teriam sofrido no Rio, em companhia de outros dois atletas, Gunnar Bentz e Jack Conger.

O suposto crime teria ocorrido na madrugada de domingo, quando os nadadores voltavam de uma festa na Casa de França, na Zona Sul, em direcção à Vila Olímpica, na Barra. A investigação da polícia mostrou, no entanto, que o crime não ocorreu e os americanos mentiram após o envolvimento numa confusão num posto de combustíveis na Barra.

Lochte  desculpou-se publicamente após a polícia provar que a versão dele era falsa. No pedido que publicou nas redes sociais, o nadador contradisse o que disseram os seus três colegas de equipa, em depoimento na Polícia Civil.  No pedido, o atleta lamentou-se por que podia ter sido “mais cuidadoso e sincero” na forma como descreveu o que aconteceu. Ele diz que não entendeu direito o que aconteceu no posto de gasolina, mas não admite ter mentido sobre a versão do assalto.

“É traumático estar na rua, muito tarde de noite com seus amigos, num país estrangeiro – com a barreira da língua – e ter um estranho a  apontar uma arma e exigir dinheiro para deixar ir embora”, escreveu o nadador.