Jornal dos Desportos

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Nadadores britânicos campeões da estafeta

07 de Agosto, 2015

Nadadores britânicos estiveram em grande na estafeta ao baterem um novo recorde do mundo nos Mundiais que decorrem em Kazan

Fotografia: AFP

Os nadadores britânicos são os primeiros campeões do Mundo da estafeta mista de 4x100 metros estilos, em dia em que o recorde da prova caiu por três vezes, nos Mundiais que se estão a disputar em Kazan, Rússia.

A grande juventude da prova, que tem dois homens e duas mulheres nos percursos, fez mesmo com que o recorde com que se iniciou os Mundiais fosse batido por duas vezes nas séries e que na final sete selecções tenham feito melhor do que essa marca, na posse de australianos desde o ano passado (3.46,52 minutos).

Primeiro, foram os russos, com 3.45,87, mas a festa durou pouco e aquele que fica como um dos menos duradouros recordes de sempre caiu logo na série seguinte, com 3.42,33 para os Estados Unidos.

Na final, os britânicos nadaram muito tempo em andamento abaixo desse recorde, só que no último percurso Fran Halsall, no estilo livre, embalou para uma bela vitória em 3.41,71, depois de a sua compatriota Siobhan Marie O'Connor ter cumprido o percurso anterior, em mariposa, também a ritmo de recorde.

Estados Unidos (3.43,27) e Alemanha (3.44,13) chegaram logo a seguir, na prova de estreia desta estafeta em Mundiais.

Pela terceira vez consecutiva em Mundiais, triunfo do chinês Sun Yang nos 800 metros, em 7.39,96 minutos, seguido pelo italiano Gregorio Platriniero, novo recordista da Europa com 7.40,81. A prata ficou para o australiano Mark Horton.

Nos 200 metros mariposa, o campeão em título no início da final, o sul-africano Chad le Clos, ficou-se pela medalha de prata, superado pelo novo 'rei' da difícil especialidade, o húngaro László Cseh (1.53,48 minutos, menos dois décimos que o rival).

Ainda no sector masculino, novo insucesso para a África do Sul, nos 50 metros bruços - mas aqui claramente esperado. O britânico Adam Peaty, recordista mundial desde terça-feira, ganhou agora a final em 26,51 segundos, com o sul-africano Cameron van den Burgh, anterior recordista e bicampeão, a ficar em segundo, com 26,66.

Na única final do sector feminino, os 200 metros livres, a norte-americana Katie Ledecki chegou à invulgar marca de três medalhas de ouro, só em Kazan. Depois de ganhar nos 400 e 1.500 metros, triunfou agora em 1.55,16.

A vitória tem certamente um sabor especial, já que foi conseguida à frente da italiana Federica Pellegrini, e da norte-americana Missy Franklin, que foi campeã mundial em 2013.

Também se atribuíram medalhas no "high diving" masculino, com saltos para a água a 27 metros, e ganhou o ouro o britânico Gary Hunt. Prata para o mexicano Jonathan Paredes e bronze para o russo Artem Silchenko.O colombiano Orlando Duque, campeão há dois anos (à frente de Hunt), foi agora sexto.

A excelente safra do dia dos seus atletas levou a Grã-Bretanha a consolidar o quarto lugar no quadro de medalhas e aproximar-se dos primeiros, com seis ouros.

A três dias do fim dos campeonatos, liderava a China, com 12 ouros, seguida da Rússia, com nove, e os Estados Unidos, com sete.


MOLCHANOVA
Campeã  mundial pode ter
morrido no Mediterrâneo


A russa Natalia Molchanova, campeã mundial de mergulho em apneia, terá morrido em consequência de um mergulho no Mediterrâneo, perto da ilha espanhola de Formentera, nas Baleares, informaram hoje as autoridades locais.

Três dias após o desaparecimento da multi-recordista russa, de 53 anos, as equipas de resgate espanholas ainda não interromperam as buscas e têm intenções de as manter até domingo, de acordo com um porta-voz da Guarda Civil.

“As buscas para encontrar Natalia ainda não estão oficialmente terminadas, mas, infelizmente, a probabilidade de sucesso é baixa”, lê-se no comunicado da federação russa de mergulho em apneia.

Molchanova desapareceu depois de mergulhar sem barbatanas a uma profundidade de 30-40 metros junto da costa da ilha de Formentera, perto de Ibiza, informaram a família e a Associação Internacional para o Desenvolvimento da Apneia (AIDA), num comunicado conjunto.

Este seria um mergulho aparentemente simples para a russa, comparado com o recorde que estabeleceu em Maio, no Egipto, após descer a uma profundidade de 71 metros também sem barbatanas. Dos oito recordes mundiais femininos homologados pela AIDA, Molchanova detinha sete.


ESTAFETA
Brasil garante
Jogos Olímpicos


O Brasil garantiu, ontem, quinta-feira, no Mundial de Natação de Kazan (Rússia), a classificação de mais uma estafeta para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. A estafeta de  4x200m feminino brasileiro não conseguiu avançar à final do Mundial, mas, com o 10.º  melhor tempo, garantiu uma das vagas olímpicas que estavam em jogo.

A equipa, formado por Manuella Lyrio, Jessica Cavalheiro, Joanna Maranhão e Larissa Oliveira não conseguiu baixar o recorde sul-americano  (7min 56s 36, feito no Pan), mas fez o suficiente para colocar-se entre os 12 primeiros, com o tempo de 7min57s15, em décimo. Para entrar na final, entretanto, seria necessário nadar mais de dois segundos abaixo disso.

A classificação premeia uma equipa que vive o seu melhor momento na história. Em Abril, a equipa batera o recorde sul-americano com 8min03s22. Esse tempo já caiu mais de sete segundos de lá para cá, ainda que seja insuficiente para colocar as brasileiras a lutar por uma final.

"Essa estafeta ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 e Londres-2012. Foi precisou uma mudança de geração pra essa vaga acontecer.