Jornal dos Desportos

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Nadal apto para Roland Garros

04 de Fevereiro, 2017

Participou em ATP 500 do Rio nas últimas temporadas mas Nadal nega ir ao torneio brasileiro em 2017

Fotografia: AFP

Disputar uma final de Grand Slam com seu maior rival, enquanto ambos estão longe do  auge, é algo que Rafael Nadal não cogitava antes da final do Open da Austrália. Mesmo após ser derrotado por Roger Federer, o treinador e tio do espanhol, Toni Nadal, acredita que agora o actual número seis do mundo pode  sentir-se  optimista para o próximo Major da temporada, Roland Garros, onde o “Rei do Saibro” tem nove títulos.

“Sabemos que os anos passam, que ele não é o mesmo de quando tinha 19 ou 20 anos, quando exercia um domínio grande nessa superfície. Hoje, está tudo mais igualado, mas acredito que se conseguir manter o nível da Austrália, tem muitas chances de fazer uma grande temporada em terra batida”, afirmou Toni em entrevista ao Mundo Deportivo.

Tendo participado do ATP 500 do Rio, nas últimas temporadas, Nadal não vai para o maior torneio brasileiro em 2017. E, a ausência do astro espanhol tem uma explicação. “A questão, basicamente, é que quando íamos jogar no Rio, Rafael tinha muitos problemas porque a humidade afecta-o muito. Essa foi a razão principal. Depois, o circuito nessa época está preparado para pista rápida,  tomamos a decisão de nos prepararmos para esse piso”, acrescentou o tio de Rafa.

Para Toni, a maior mudança do seu sobrinho não foi técnica ou táctica, mas de atitude. “Tem conseguido relaxar dentro da quadra, voltou a estar alegre. Por vários problemas ele não conseguia isso, antes”, analisou.

Ainda segundo o treinador, outro factor que ajuda o Touro Miúra é a presença do multicampeão Carlos Moya, na sua comissão técnica. “Em primeiro lugar, ajudou na tranquilidade em saber que estava a defrontar Federer. Ademais, é um grande amigo. Viajar com ele é uma grande sorte para Rafael”, pontuou.

Com a vitória em Melbourne, Federer chegou a seu 18º título de Grand Slams, quatro a mais que Nadal. “Com 17-15 estaríamos bem perto, porque acho que daria uma moral para Roland Garros. Agora, 18-14 estamos longe, e não é o momento para pensar em alcançá-lo, e sim em melhorar, ganhar algo. Tomara que ganhemos algo mais durante esses anos”, completou. A treinar sempre o  sobrinho em todos os seus 14 títulos, Toni  tornou-se o técnico de ténis com mais conquistas de Majors na história.


CIDADES
Candidatas
aos Jogos-2024


Entre a dinamização de Barcelona, as sedes abandonadas de Atenas, o  plano  com êxito de Londres, e as muitas dúvidas depois dos Jogos no Rio, o legado deixado pelas diferentes sedes variou muito e deixou uma lição para as cidades candidatas a sediar os Jogos de 2024.

Paris, Londres e Budapeste competem para organizar a edição deste ano.

 O anúncio do vencedor vai anunciado em Setembro, em Lima, no Peru. "Em Atenas, como em Sochi, não se pensou no depois dos jogos", disse o historiador francês Nicolas Bancel, professor da Universidade de Lausanne da história do desporto.

"Além disso, as infra-estruturas foram muito dispendiosas de construir, mas não duraram no tempo.

 O caso de Atenas é particular, porque a maioria dos equipamentos construídos na periferia, não foram reutilizados.

O espetáculo das novas ruínas atenienses foi o que nos fez reflectir", detalhou Bancel.

Outro especialista do movimento olímpico, Jean-Loup Chappelet, director do instituto de estudos de administração pública da Universidade de Lausanne, faz um balanço mais positivo: "Sim, tem elefantes brancos em Atenas, mas também tem coisas positivas, como transporte, trechos de caminhada ao redor da Acrópoles, etc".


RUSSA
Sharapova alheia aos Jogos de 2020


Sem jogar desde o Open da Austrália de 2016, quando foi suspensa por ter sido detectada no exame de antidoping, a russa Maria Sharapova está próxima de voltar às quadras. A preparar-se para o Premier de Stuttgart, a tenista revelou que prefere não pensar ainda sobre se vai jogar nas próximas Olimpíadas.

“Ainda é cedo para pensar nos Jogos de Tóquio 2020, não tenho planos a tão longo prazo. A partir de agora, estou focada no torneio de Stuttgart, e na minha volta. É uma grande incógnita saber se eu estarei ou não nos Jogos”, afirmou Sharapova à agência russa Tass. Sua primeira partida depois de mais de um ano vai ser a 26 de Abril.

Aos 29 anos, Sharapova também comentou sobre a ideia de pendurar a raquete e abandonar o ténis de vez. “Pensei nisso, muitas vezes. Tive dificuldades psicológicas e  perguntava-me quanto tempo o meu corpo aguentaria”, comentou.