Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Nadal projecta nova época

31 de Dezembro, 2015

A temporada 2015 foi uma das mais complicadas da carreira de Nadal sobretudo no primeiro semestre

Fotografia: AFP

Quinto colocado no ranking mundial, Rafael Nadal não deverá testemunhar a passagem de ano em meio de festas. Isso porque o espanhol viajou ontem para Abu Dhabi, onde começa a temporada 2016 já amanhã, dia 1 de Janeiro, num torneio amistoso, disputado sobre piso rápido.

Nove vezes campeão de Roland Garros, o tenista de Mallorca fará a sua estreia já nas meias-finais contra o vencedor do duelo entre o também espanhol David Ferrer, número 7 do mundo, e o francês Jo-Wilfried Tsonga, 10º, que se denfrontam hoje, quinta-feira, assim como o sul-africano Kevin Anderson, 12º, e o canadense Milos Raonic, 14º, embate cujo vitorioso medirá forças com o suíço Stanislas Wawrinka, 4º, na segunda meia-final. No sábado, acontecem os jogos pelo terceiro lugar e título.

“Ir a Abu Dhabi para este torneio é sempre especial. Para mim, é a preparação perfeita para estar pronto para uma nova temporada. Eu me sinto em grande forma”, afirmou o Touro Miura, campeão em duas de seis participações na competição (2010 e 2011).

O objectivo de Rafael Nadal em Abu Dhabi é adquirir ritmo para o seu principal desafio no início de 2016, o Open da Austrália, marcado para entre 18 a 31 de Janeiro. Campeão em 2009, o espanhol parou nos quartos-de-final deste ano, quando foi eliminado pelo tcheco Tomas Berdych.

A temporada 2015 foi uma das mais complicadas da carreira de Nadal, principalmente durante o primeiro semestre. O ex-líder do ranking mundial foi presa fácil para os principais rivais do circuito e registou campanhas fracas nos quatro torneios do Grand Slam. Só foi melhorar de desempenho na recta final e terminou o ano com três títulos, vencendo em Buenos Aires, Stuttgart e Hamburgo. Foi ainda semi-finalista do ATP Finals, em Londres, onde caiu para o sérvio Novak Djokovic.

“2015 foi o único ano da minha vida em que eu fui para a quadra com ansiedade e ela não me deixava pensar nem executar com claridade.
Pela primeira vez em minha carreira, deixava as quadras com sensações de medo e fracasso, não de perder, mas sim de não poder jogar, sair com essa incerteza.

Quando os problemas psicológicos te influenciam na hora de golpear uma bola de ténis, tudo fica mais difícil ou quase impossível. São sensações desagradáveis, sobretudo porque, para mim, foram novas”, desabafou Nadal.