Jornal dos Desportos

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Namibe pede restituio de barreiras

08 de Março, 2018

Atletas do Namibe treinam a meio gs.

Fotografia: Edies Novembro

Dois anos depois, os blocos de partida, as barreiras e os colchões para os saltos em altura continuam retidos na província de Luanda. Os materiais desportivos da Associação de Atletismo do Namibe haviam sido emprestados ao Comité Organizador dos Jogos da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), realizados em Novembro de 2016. Face ao silêncio da Federação Angolana de Atletismo, a Associação do Namibe clama pela devolução.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, o coordenador Técnico da Associação Provincial de Atletismo do Namibe, Evaristo Muteca, esclareceu que o empréstimo foi feito sob a orientação do Ministério da Juventude e Desportos.
\"Depois de participarmos do Nacional de corta-mato, estamos a trabalhar especificamente para as provas de pista e o tempo já é curto. Precisamos do nosso material desportivo emprestados à Federação para prepararmos os atletas\", reclamou.
Evaristo Muteca solicita ao Ministério da Juventude e Desportos, a entidade responsável pelo empréstimo, a satisfazer o pedido da Associação do Namibe. A falta dos materiais \"mata o atletismo no único clube que aposta no desenvolvimento do atletismo\", segundo o dirigente.
\"Estamos cansados de ouvir sempre a mesma resposta; dizem-nos sempre para aguardar\", revela. Os atletas do Namibe são \"especialistas em barreiras e salto em altura\". Com a falta dos materiais, trabalham \"a meio gás\". A equipa deve defender o título no escalão de júnior feminino e o de vice-campeões de juvenis feminino.

ATLÉTICO DO NAMIBE
É A ÚNICA DA CIDADE

“O atletismo na província do Namíbe não vive de boa saúde. Está péssimo”. Assim descreveu Evaristo Muteca, sobre o momento actual nas terras da Welwitschia Mirabilis.   O dirigente defende que a província é uma potencialidade nas disciplinas técnicas de pista nos escalões de juvenis e de juniores feminino, mas os constrangimentos decorrentes da falta de material desportivo afasta potenciais interessados.
Lembrou que, no passado, a província contava com quatro agremiações, mas actualmente o Atlético do Namíbe é o único clube que desenvolve o atletismo. Controla 104 atletas, distribuídos em 30 nos escalões de iniciados, 24  nos juvenis, 30 nos juniores e 20 em seniores, que estão atirados à sua sorte por dificuldades financeiras. O Benfica, Sporting e Independente do Tômbwa desapareceram da grelha.
Para manter o atletismo activo, a estratégia da Associação define a manutenção de técnicos nas escolas de ensino público e privado espalhados nos bairros periféricos do centro urbano de Lubango.

NÚMERO DE ATLETAS
NO CORTA MATO

O número de atletas e as marcas estabelecidas no campeonato nacional de corta mato deixou satisfeito o director técnico da Federação Angolana de Atletismo (FAA), Orlando Bonifácio.
“A verdade é que a prova ultrapassou as expectativas daquilo que havíamos programado. O número de atletas foi uma surpresa. Vimos muita criança a fazer o atletismo, o que demonstra a Huíla como o viveiro do atletismo nacional na especialidade de meio fundo e fundo”, destacou.
Outro valor de satisfação é o estabelecimento de marcas numa prova de corta-mato, disputado em terreno acidentado. Os tempos aproximados às corridas de estrada e de pista \"são motivos de alegria\"
Em função dos resultados, perspectiva-se bons horizontes do atletismo nacional, segundo Bonifácio. A Federação Angolana de Atletismo está num processo de reorganização e a aposta na  massificação é uma certeza.

EM JUVENIS
Idade de atletas preocupa dirigente do Atlético

As idades de alguns atletas participantes do Campeonato Nacional de corta mato nos escalões de juvenis e de juniores, em ambos os sexos, realizado recentemente na cidade do Lubango, província da Huíla, deixaram agastados o coordenador técnico da Associação Provincial de Atletismo do Namíbe. Evaristo Muteca revelou que descobriu atletas que competem há quase quatro anos sempre no mesmo escalão. Por essa razão, credibiliza o funcionamento da Federação Angolana de Atletismo sobre a verdade desportiva.
“O nacional de corta mato foi positivo no concernente à organização, apesar de haver alguns aspectos relacionados com as idades de atletas que nos deixaram agastados. Espero que nas próximas competições seja revisto a situação. Não podemos continuar a competir com atletas adultos nas provas de juvenis\", exteriorizou.
Informou que o Atlético do Namíbe competiu com 18 atletas nos escalões juvenis e juniores em ambos os sexos (12 masculinos e seis femininos). Embora não tenha alcançado os objectivos de defender os títulos, o grupo fez a renovação. Vários atletas participaram pela primeira vez no corta mato. 
O Atlético do Namíbe quedou-se em terceiro lugar da classe feminina na categoria de juvenis, com 58 pontos.
GH | NO LUBANGO