Jornal dos Desportos

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Modalidades

Nasr admite frustração

13 de Dezembro, 2015

Piloto reconhece que os investimentos na Sauber são baixos

Fotografia: AFP

As esperanças de Felipe Nasr, em relação à sua primeira temporada na Fórmula 1, foram nutridas por excelente estreia. O piloto da Sauber terminou em quinto lugar, no Grande Prémio da Austrália, em Março,   teve melhor registo entre os 31 brasileiros que já passaram pela categoria. A supremacia de outras equipas não permitiu que Nasr repetisse o feito. Depois de um ano a acumular frustrações, no entanto, o piloto  vê-se mais "maduro" para lidar com a situação.

"Foi uma temporada positiva e de muito aprendizado. Por ser meu primeiro ano na F1, tive muita experiência nova e aprendi a cada final de semana.
Não posso deixar de dizer que na minha primeira prova eu e a equipa conseguimos um resultado excepcional do nosso equipamento. Aquele quinto lugar na Austrália foi marcante. Mas depois que os resultados são bons, você sempre quer continuar – o que não aconteceu”, contou o piloto em entrevista ao Motorsport.

O brasileiro reconhece que os investimentos na Sauber são baixos,  comparados às gigantes Mercedes e Ferrari, mas ficou satisfeito com o "bom proveito" que a equipa tirou com o "pouco que conseguiu". A equipa suíça terminou em antepenúltimo lugar no Mundial de Construtores, com 36 pontos, à frente da McLaren (27) e da Manor Marussia (0).

Para efeitos de comparação, a campeã Mercedes encerrou o ano com 703 pontos conquistados. Para evitar decepções, o piloto evita criar expectativas.

“Esta é a melhor forma de ter a cabeça tranquila para trabalhar. O investimento que temos na equipa hoje é muito menor, do que o de qualquer outra equipa na área de serviços mecânicos, mas tiramos bom proveito. Passamos momentos bons e ruins, e isso vai fazer-me crescer muito. Criamos expectativas demais para algumas situações, o que foi ruim, porque sabíamos das condições que tínhamos", encerrou.


Pneus
Pirelli comemora
nova regra de testes


O novo regulamento técnico da Fórmula 1, foi recebido com alegria pela Pirelli, fornecedora oficial de pneus da categoria. A empresa italiana celebrou, sobretudo, a nova regra para teste de compostos, que agora dá à companhia 12 dias durante a temporada para trabalhar com seu produto.

O regulamento da F1 prevê seis sequências de dois dias de testes de pneus, para que a Pirelli possa experimentar as novidades dos seus compostos, já a prever a grande mudança em que a categoria deve passar em 2017. Parte do processo para a categoria reduzir em até 5s o tempo de volta é aumentar o tamanho dos pneus.

“É um primeiro passo à frente, então é extremamente positivo. Está nas regras, então em colaboração com a FIA (Federação Internacional de Automobilismo), nós podemos testar como é necessário. Mas ainda precisamos de um veículo de testes", disse o chefe da divisão desportiva da Pirelli, Paul Hembery, à revista britânica Autosport.

Como evidenciado pelo dirigente da empresa italiana, um carro para os testes é necessário. Mas isto ainda não é possível porque o regulamento técnico para 2017 não foi completamente definido, o que pode atrapalhar as pretensões da Pirelli nos testes de seus pneus.

“Nós queremos estar na pista em Maio ou Junho, mas o tempo para produzir o carro é o problema. E um veículo pode ser produzido?”, questionou Hembery. “É longe do ideal, com essa área cinzenta de indefinição, e dependendo de com quem você fala o carro pode ou não ser feito. Se você conversa com as equipes, recebe respostas diferentes. O primeiro passo é definir o regulamento e aí avançaremos para o ambiente de testes”, completou.