Jornal dos Desportos

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Nelson vora entre os favoritos no triplo salto

01 de Março, 2018

Mundiais de atletismo prometem muita disputa e decorrem de hoje at domingo em Birmingham.

Fotografia: DR

Nelson Évora chega a Birmingham para os Mundiais de atletismo, a pouco mais de um mês de completar 34 anos, de novo como um dos favoritos no triplo salto e poucos devem ficar surpreendidos se conseguir uma medalha.
Neste inverno, o triplo saltador português esteve ao nível das Neste Inverno, o triplo saltador português esteve ao nível das marcas que conseguiu há dez anos, comprova a longevidade e a resiliência na carreira, na qual já cabem oito medalhas em grandes competições, entre as quais o ouro olímpico, mas também lesões bem graves.
São oito os portugueses para os Mundiais de pista coberta de Birmingham, mas Nelson  destaca-se muito naturalmente na competição que vai decorrer a partir de hoje até domingo, naquela cidade inglesa.
Por um lado, é um dos atletas com mais historial em prova.
Ao mesmo tempo, chega com o \'wild card\' de vencedor do \'world indoor tour\' na sua especialidade - de que nem precisava, já que tinha mínimos, tanto no ano passado como em 2018.
Aliás, foi no recente \'meeting\' de Madrid que mais deu nas vista, com um salto a 17,30 metros, o seu melhor em pista coberta desde 2008, e a três centímetros do seu recorde nacional. O atleta costuma superar-se nos grandes momentos, Nelson é o \'top\' entre os 16 inscritos, avaliando a marca do ano, o recorde pessoal e ainda o palmarés.
Nas marcas da época, é superado pelo brasileiro Almir dos Santos (17,37). O seu recorde pessoal em pista coberta, de 17,33 é  sexto, a seguir aos do italiano Fabrizio Donato (17,73 em 2011), do norte-americano Will Claye (17,70 em 2012), do alemão Max Hess (17,52 em 2017), do chinês Bin Dong (17,41 em 2016) e do brasileiro Almir dos Santos (17,37 em 2018).
A seu favor, e também do concurso em geral que tem final directa, regista-se a ausência dos dois atletas com melhor marca ainda em actividade - o campeão mundial e olímpico Christian Taylor (EUA), que faz ano sabático, e o vice -campeão mundial de 2013 e 2015, Pedro Pichardo, cubano naturalizado português, mas que a IAAF ainda não autoriza a competir a nível internacional.
Por outro lado, o actual vice -campeão mundial, Will Claye, parece estar menos bem que no ano passado, o mesmo se pode dizer de Donato, o vice -campeão europeu com 41 anos, e de Bin Dong e Max Hess, respectivamente, os actuais campeão e \'vice\' em pista coberta.
O mais consistente na época, com alguma surpresa, é mesmo Almir dos Santos, que a diferença é mínima - 17,37, contra 17,30 do português e 17,28 de Claye. Até aos 17,00, há mais quatro atletas, o que \'promete\' luta renhida para os últimos saltos: são eles os norte-americanos Chris Carter (17,20) e Omar Craddock (17,18), Hugues Zango, do Burkina Faso, novo recordista africano com 17,23, e o cubano Cristian Nápoles (17,02).
A exemplo de Nelson, Tsanko dá-se bem com a pressão dos grandes momentos, o que  lhe valeu o bronze no campeonato da Europa de 2016, ficou no ano passado no Europeu \'indoor\' de Belgrado à porta do pódio, com recorde nacional. Tem a sétima marca do ano, com 21,27 metros e entra numa lista razoavelmente longa de \'outsiders\' para o bronze.
Os melhores do ano, de longe que são o checo Tomás Stanek (22,17) e o polaco Konrad Bukowiecki (22,00). Depois, aparecem o neozelandês Tomas Walsh (21,87 ao ar livre), o brasileiro Darlan Romani (21,68, também ao ar livre), o polaco Michal Haratyk (21,47) e o russo Maksim Afinin (21,39).