Jornal dos Desportos

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Nico Rosberg acredita que mudanças podem ajudar

14 de Agosto, 2015

Piloto alemão acredita que mudanças podem ajudar na disputa do título

Fotografia: AFP

Para o alemão Nico Rosberg, as novidades no procedimento de largada da Fórmula 1 geram mais uma oportunidade para superar o seu companheiro de equipa Lewis Hamilton. Por sua vez, o inglês teme pelas largadas da Mercedes.

As mudanças no procedimento de largada agradaram a Nico Rosberg. Ontem, o piloto afirmou que pode tirar vantagem da novidade caso consiga adequar-se a elas melhor que o seu companheiro e concorrente ao título Lewis Hamilton.

Para o vice-campeão de 2014, somente agora os pilotos serão os verdadeiros responsáveis pelas largadas.

“Eu gostei das mudanças, pois acaba por ser mais uma área para eu trabalhar e, quem sabe, bater o Lewis. Finalmente vão ser os pilotos os verdadeiros responsáveis pela corrida”, disse.

Segundo Nico Rosberg, os pilotos tinham o trabalho totalmente facilitado pelos seus engenheiros. “Vai ser bem mais desafiador daqui para a frente.
Contar com o auxílio dos engenheiros era fácil, eles sempre tinham todos os dados e configurações. Agora você estará sozinho, o que vai ser uma grande mudança”, realçou.

Lewis Hamilton, por sua vez, mostrou-se preocupado. Para o inglês, a Mercedes, que já perdeu posições na largada, pode ter mais problemas.
“O facto de não podermos mexer na embraiagem complica um pouco as coisas”.


DESEJO
Vergne está confiante
em assumir um lugar


O francês Jean-Éric Vergne não tem qualquer certeza do que vai acontecer quanto às vagas da nova equipa de Fórmula 1 norte-americano Gene Haas, mas  está confiante de que tem alguma vantagem frente a Nico Hülkenberg e Esteban Gutiérrez.

Nada foi confirmado ou indicado pela Haas, mas Jean-Éric Vergne está muito confiante quanto a garantir uma das duas vagas da nova equipa, que estreia em 2016. A experiência na Red Bull Racing e na Toro Rosso, bem como os laços com a Ferrari, são os motivos da confiança.

Ultimamente, os rumores que circulam na imprensa indicam que a lista de possíveis escolhas da nova equipa foi encurtada para Jean-Éric Vergne, Esteban Gutiérrez e Nico Hülkenberg, embora Gene Haas já tenha sugerido que, além dos três, tem outros dois nomes na cabeça. O francês passa a ideia de que tem a preferência.

"Existem três de nós para dois lugares. Vamos dizer que há uma boa hipótese de que eu fique na Haas. No que diz respeito à F-E (campeonato do Mundo de monolugares eléctricos), ainda é muito cedo para discutir. Se a F1 vier, serão dois conflitos. É cedo para dizer como vai ser isso", explicou em entrevista ao "site" inglês Motosport.com.

Os laços com a Ferrari, que é parceira tecnológica da Haas, também jogam a favor. Desde o começo do ano, Jean-Éric Vergne é piloto de testes em simuladores na equipa italiana. "Creio que isso é uma grande vantagem. Também o facto de eu ter trabalhado numa grande equipa como a Red Bull Racing numa época em que eles ganhavam tudo. Eu era piloto de reserva e de simulador. Aprendi muito com eles", explicou.

"Então veio a Toro Rosso, onde eu provei muito atrás do volante. Não dá para ignorar as minhas performances comparadas às de [Daniel] Ricciardo. Eu bati-o no primeiro ano, ficámos muito próximos no segundo ano, e hoje ele ganha corridas", lembrou.

"Na Ferrari aprendi uma nova filosofia de trabalho e continuo a aprender muito sobre a técnica automóvel", sublinhou.

"Claro que isso tem um papel importante quando se trata da Haas. Deixar a grelha da F1, mas ficar num equipa como a Ferrari e trabalhar todos os fins-de-semana no simulador, conhecendo em primeira mão as afinações que saem da fábrica, e ainda correr na F-E, com certeza não me tira nada", justificou.

Confirmado como substituto do ex-piloto espanhol de F1 Jaime Alguersuari na equipa Virgin de F-E, Jean-Éric Vergne garantiu que, por enquanto, é sua intenção ficar focado na categoria dos monolugares eléctricos.

"Espero que tenha esse tipo de problema para resolver. Seria uma boa. Mas hoje, estou focado na F-E e no meu trabalho com a Ferrari, o que, claro, ajuda que eu tenha lugar na Haas", a crescentou.
 


REACÇÃO 
Chefe da Lotus critica dirigentes


Federico Gastaldi afirmou que os chefes de equipas são os verdadeiros culpados pela falta de promoção da Fórmula 1. O argentino poupou das críticas o responsável pela organização do campeonato, Bernie Ecclestone.

Parece ser opinião geral que a Fórmula 1 precisa de algumas acções e novidades para explorar melhor a sua marca e ampliar a comunicação com os fãs. Ontem, Federico Gastaldi, da Lotus, criticou os chefes de equipa e defendeu Bernie Ecclestone.

O responsável da Lotus afirmou que, desde o início de 2014, os chefes das equipas conversam sobre mudanças, mas nada ainda foi feito.
“Nós estamos em conversações para tentar melhorar o espectáculo desde o ano passado e, até agora, nada foi feito. Nós, dirigentes, somos os culpados disto”, disse.

Segundo Federico Gastaldi, os dirigentes dão boas ideias, mas ainda não as executam.

“Existem muitas ideias, algumas delas são óptimas. Porém, por algum motivo, nós não estamos a conseguir transformá-las em algo útil e que possa ser posto em prática”, explicou.

O argentino garantiu que Bernie Ecclestone pressiona os dirigentes das equipas e vê soluções sem custo para ampliar a popularidade da categoria.
“O Bernie faz o possível para que a gente tente mais coisas. Há muita coisa que precisamos de fazer, mas em algumas o dinheiro não é necessário, daria para fazer logo”, continuou.

Segundo Federico Gastaldi, pilotos e dirigentes precisam de ter um contacto muito maior com o público.

“Uma coisa que vejo como necessidade é aproximar mais os pilotos e dirigentes dos jornalistas e, principalmente, os pilotos dos fãs. Precisamos de mais eventos”, afirmou.

“Não vou apontar o dedo a ninguém, mas nós precisamos de ajudar mais o Bernie. Se nós não promovermos a categoria, ela simplesmente deixa de ser importante”, acrescentou.


Preocupação
Force India exige agilidade
na definição de novas regras



A equipa Force India está preocupada com a demora do processo de definição das novas regras técnicas para a temporada 2017 da Fórmula 1.
O temor é de que o tempo para as equipas se adaptarem às mudanças seja curto, dificultando ainda mais a transição tão aguardada por pilotos, adeptos e as próprias equipas.

Após uma reunião do Grupo de Estratégia em Maio, a Federação Internacional do Automóvel (FIA) anunciou uma série de medidas com o objectivo de tornar a categoria mais emocionante e interessante para todos os envolvidos a partir de 2017.

Uma nova reunião está marcada para o dia 18 do mês em curso, quando as equipas devem acordar as alterações para daqui a dois anos. O plano é deixar os carros mais rápidos de cinco a seis segundos por volta.

Para tanto, os pneus traseiros serão maiores e os dianteiros mais largos, assim como as asas traseiras, e os motores mais potentes.

Alguns chefes de equipa defendem o regresso dos motores atmosféricos V8, em substituição dos actuais turbo V6. As novas regras devem ser aprovadas pela FIA até Março de 2016, pois, para além desta data, elas não poderão ser alteradas.

“Para mim, a grande preocupação é que as regras ainda não estão definidas e quanto mais tempo você perde com isso, pior fica a situação.
Nós não somos uma equipa grande, por isso não temos recursos, como outras equipas, para fazermos duas coisas ao mesmo tempo”, disse Otmar Szafnauer, director operacional da Force India, ao "site" britânico Autosport.

“Desenvolvemos em série, não em paralelo, então temos que ter em mente o regulamento, principalmente se ele proporcionar uma grande mudança, como tudo indica que será”, acrescentou o engenheiro, que teve o discurso reforçado pelo director técnico da equipa britânica, Andrew Green.

“Nós passamos meses a detalhar os itens de cada linha do regulamento para garantir que não tenhamos lacunas. Então, é pegar todo o conjunto de regras e acho que podemos rescrevê-las no período de tempo que temos. Sem isso, será um enorme desafio e realmente não sei como iríamos fazer tudo isso até Março”, analisou Andrew Green.