Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Nico Rosberg chega ao Mxico com hiptese de conquistar o ttulo

29 de Outubro, 2016

Possibilidades de Rosberg conquistar o ttulo dependem de outros resultados

Fotografia: AFP

O alemão Nico Rosberg (Mercedes) chega amanhã, domingo, ao Grande Prémio do México para a primeira de três oportunidade de sagrar-se campeão do Mundial de Pilotos da Fórmula 1, depois de assistir a dois títulos consecutivos do seu companheiro de equipa.

As chances de Rosberg conquistar o título inédito da carreira, no Autódromo Hermanos Rodríguez, dependem de outros resultados. Para levar o Mundial de Pilotos para casa, Rosberg tem de repetir o triunfo do ano passado no México, e torcer para que o britânico Lewis Hamilton, vice-líder, termine além do 10º lugar.

Isso, porque Rosberg lidera com 331 pontos, leva vantagem de 26 pontos sobre Hamilton. Com uma nova vitória e uma prova sem pontos do adversário, o alemão abria 51 pontos de vantagem, e Hamilton só somava 50 pontos nas duas provas restantes - Brasil e Abu Dhabi.

O britânico venceu o Mundial de Pilotos em 2014 e 2015, rompeu um domínio de quatro anos do também alemão Sebastián Vettel, que conquistou o título quatro vezes seguidas com a Red Bull. Agora, Rosberg tem a chance de pôr fim a mais uma hegemonia na categoria. Os dois pilotos viveram uma temporada marcada por vários atritos, adoptaram discursos semelhantes antes da prova. Rosberg disse estar focado na vitória e que o título no México é uma consequência da prova. Hamilton vem do triunfo nos Estados Unidos, reitera que vai dar o seu melhor nos três finais de semana restantes da prova, independentemente da classificação.

Além do duelo interno da Mercedes para garantir o título, o Grande Prémio do México vai ser palco da luta entre a Force Índia e Williams, pelo quarto lugar do Mundial de Construtores,  que estão equipas separadas por oito pontos na classificação.

As três primeiras posições já estão definidas. A Mercedes com 636 pontos,  garantiu o terceiro título consecutivo. A Red Bull está  na segunda posição, com 400 pontos, seguida da Ferrari com 347 pontos.

A Force Índia tem como principal aposta, o mexicano Sergio Pérez,  além de conhecer como poucos o circuito, faz um duelo particular com o finlandês Valtteri Bottas (Williams) pela sétima posição do Mundial de Pilotos. Os dois estão separados por sete pontos, com vantagem para o anfitrião da próxima etapa. Mais atrás na classificação e em busca de pontos importantes para as equipas nos Construtores, está o alemão Nico Hülkenberg que é o nono colocado, e já assinou contrato com a Renault para a próxima temporada, e o brasileiro Felipe Massa em 11º lugar, tem cinco pontos atrás do rival da Force Índia.

Outra disputa aberta e interna é pelo quarto lugar do Mundial de Pilotos. O finlandês Kimi Raikonnen (Ferrari), por enquanto, leva a melhor sobre Vettel também por sete pontos (177 a 170).

Na luta entre Massa e Hülkenberg está o bicampeão espanhol Fernando Alonso, décimo colocado com 52 pontos.


Revelação
Nasr nega ligação à Force Índia


Primeiro veio o anúncio da saída de Nico Hulkenberg da Force Índia, que abria uma vaga cobiçada na equipa, que ocupa o quarto lugar no campeonato. Depois, rumores publicados por um dos jornalistas mais respeitados da área, Michael Schmidt, da alemã 'Auto Motor und Sport', dava conta de que Felipe Nasr podia usar os seus patrocinadores e a influência de Bernie Ecclestone para vencer os candidatos naturais ao cockpit, que podiam ser os ligados à Mercedes, fornecedora de motores da equipa. O brasileiro já estava confirmado como o dono da vaga por parte da media.

Em declarações com exclusividade ao UOL Esporte, contudo, o piloto manteve a postura dos últimos dias, negou qualquer negociação com a Force Índia.

"Para mim, esses boatos não mudam nada no momento. Mas afirmei para todo o mundo que veio falar comigo, que não tive qualquer ligação com a Force Índia, porque realmente não há nenhum envolvimento da nossa parte."

Perguntado  quando fala em "nossa parte", refere-se também ao empresário, o brasileiro disse que sim. "Significa eu, meu empresário, todo o mundo".
O piloto está a conversa com a Renault, mas tem chances de continuar na Sauber, espera anunciar o seu futuro nas duas próximas semanas, antes do GP do Brasil. Quando foi confirmado na equipa suíça para estrear na F-1, em 2015, a notícia foi dada justamente nas vésperas da etapa brasileira.
"Seria bom, que até a corrida do Brasil, nós tivéssemos uma definição. Uma confirmação antes da corrida de casa, seria muito bom."

Questionado pelo UOL Esporte quão perto está de fazer o anúncio dentro do prazo, o piloto afirmou que não teve participação directa nas negociações.
"Eu não sei, eu estou por fora. O meu empresário sabe o que eu quero, e eu deixo-o trabalhar. Prefiro que seja assim, para eu ficar tranquilo, para fazer a minha parte."

Sobre  o GP deste final de semana no México, Nasr lembrou que a prova trouxe muitas complicações sobre os travões, no ano passado - especialmente para ele, que sofreu com o super -aquecimento em várias provas em 2015. "Estamos a usar  um novo fornecedor de travões, nesse ano, e isso deve ajudar, mas não resolve completamente porque muitas equipas tiveram problemas nos travões na corrida do ano passado. Devemos esperar o mesmo esse ano, é preciso cuidar um pouco mais dos travões, no final de semana."

Porém, mesmo que o carro não tivesse piorado tanto para a definição da grelha de partida, Nasr não acredita que ser suficiente para pontuar.

"Ainda acho que na corrida em si, falta ritmo para o nosso carro. Para a classificação estamos a forçar um pouco mais do carro - infelizmente, não pude pôr isso em prática, em Austin, devido ao desequilíbrio no carro. Mas o ritmo de corrida, quando comparamos com equipas como a Renault, Toro Rosso e até mesmo a Haas, o deles é muito melhor ainda. Então, acho que dificilmente a gente ia conseguir passar do 12º lugar."


Depois do GP do México
Williams define pilotos para 2017


O piloto Felipe Massa deve retirar-se da Fórmula 1, após o termo da temporada 2016. Com isso, a Williams que o piloto brasileiro defendeu durante três anos, vai ao mercado para definir o substituto. A equipa britânica afirmou nesta quinta-feira, que  anuncia o nome dos pilotos da temporada 2017 no dia 3 de Novembro, após o GP do México.

A Renault chegou a manifestar interesse em Valtteri Bottas, mas o finlandês de 27 anos pode renovar o  contrato com a Williams, e permanecer na equipa na temporada 2017. Para o lugar de Massa, especula-se que o canadense Lance Stroll seja o escolhido.

O piloto do Canadá tem 17 anos e é filho do bilionário Lawrence Stroll. Lance, recentemente, foi campeão da Fórmula 3 europeia.

Com o anúncio da Williams, aguarda-se ainda o nome de oito pilotos, para a temporada 2017 da F1. O brasileiro Felipe Nasr, da Sauber, ainda não foi confirmado na próxima temporada, assim como o seu companheiro, Marcus Ericsson. Haas e Manor também não têm uma dupla definida, enquanto Force Índia e Renault procuram um piloto, cada.


Posição
Líder alemão minimiza
polémica com Ecclestone


O líder do campeonato, Nico Rosberg, pode conquistar o título mundial, amanhã, no GP do México, neutralizou a polémica com Bernie Ecclestone, após o promotor da Fórmula 1 dizer recentemente, que o alemão não era um bom campeão porque não tem o mesmo apego que o rival Lewis Hamilton.

O alemão afirmou ter conversado com o britânico, que explicou as declarações. "Ele  disse-me que não foi exactamente o que falou. Mas isso, não é importante para mim - meu foco é em fazer o meu trabalho, e nada mais."

Na entrevista, Ecclestone disse que "se Nico vencer o campeonato era bom para ele e para a Mercedes, mas não ia ajudar necessariamente o desporto, porque não há nada para escrever sobre ele. Mesmo na Alemanha não ia ajudar. Precisamos de alguém como Lewis."

No entanto, o chefe da F-1 também falou na oportunidade, que Rosberg podia ser um bom campeão, por ser um nome novo. "Ele (Hamilton) não vai fazer nada para promover o campeonato, porque já é campeão. Então, o que mais ele pode fazer? Ele já ganhou uma vez, que é bom. Pessoalmente, acho que ele faz um bom trabalho. A diferença é que se Nico vencer, torna-se um novo campeão, tomara que ele faça um bom trabalho, porque se Lewis ganhar, ele não vai fazer mais do que faz agora, provavelmente vai fazer menos."

Seja como for, Rosberg afirmou no México, que não está na Fórmula 1 para agradar ninguém. "Sempre há  alguns que têm opiniões contra mim, de um jeito ou de outro. É a natureza das questões. Gosto de focar nas pessoas que me apoiam e é isso."

Sobre a chance de tornar-se campeão, pela primeira vez, já neste final de semana o alemão disse estar contente por estar  numa posição  privilegiada. "Como disse antes, minha abordagem para ter a melhor performance possível, é focar no que está sob o meu controle - no caso, é vencer a corrida no México."

Para ser campeão, Rosberg precisa de vencer e torcer para que Lewis Hamilton não chegue acima da décima posição, cenário que ainda não aconteceu neste ano.



Prestação
Fernando Alonso esclarece objectivo


Um dos grandes destaques do GP dos Estados Unidos, no último final de semana, é que Fernando Alonso pode ser um vencedor. Afinal, como quinto colocado, foi o primeiro entre os pilotos de fora das três equipas mais fortes - Mercedes, Red Bull e Ferrari - que têm grande vantagem em relação às demais, no campeonato de construtores.

Para o espanhol, inclusive, esse começara ser o objectivo da McLaren: ficar pelo menos em sétimo lugar, quando os seis pilotos das três melhores equipes tiverem corridas sem problemas. Nos Estados Unidos, tanto Kimi Raikkonen, quanto Max Verstappen, abandonaram.

"Ajusto as minhas metas a cada final de semana, levo em consideração o que tenho em mãos, em termos de pacote. E, nossa meta máxima no momento, é ser sétimo, infelizmente, é o que podemos no momento. Então, quando executamos tudo direito, esse é nosso melhor plano", disse o piloto. "Então, foi como uma pequena vitória."

De facto, nas últimas oito provas, Alonso foi sétimo em quatro oportunidades, e quinto em uma, demonstrou que a McLaren tem mesmo ritmo para superar a Williams e as Force Índia, que lutam  toda a temporada, pelo posto de quarta melhor equipa no campeonato.

"Nestas corridas finais, podemos sonhar com um pódio, caso os pilotos das três melhores equipas tenham problemas. Vamos fazer de tudo para chegar mais perto da perfeição, para podemos aproveitar as corridas com chuva, ou com os incidentes."

A próxima chance de Alonso continuar a colecção de sétimos lugares, vai ser neste final de semana, na 19ª e antepenúltima etapa do campeonato.