Jornal dos Desportos

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Nico Rosberg quer ficar na Mercedes

01 de Junho, 2016

Lewis Hamilton agradeceu a compreensão de Nico Rosberg em Monaco

Fotografia: AFP

Mesmo com os rumores sobre dificuldades na negociação da renovação do seu contrato com a Mercedes aumentando, Nico Rosberg insistiu após o GP de Mónaco que ainda não iniciou a discussão sobre onde estará em 2017 na Fórmula 1. Mas fez questão de enfatizar que quer ficar com a Mercedes "por muitos anos".O alemão é actualmente líder do campeonato, com 24 pontos de vantagem em relação ao companheiro Lewis Hamilton, graças às quatro vitórias seguidas no início do ano. Nas últimas duas provas, contudo, bateu com o britânico  na Espanha e fez uma prova apagada no Principado, terminando apenas em sétimo lugar.

No último final de semana, foi noticiado que o pai de Nico, o campeão de 1982 Keke Rosberg, pediu a ajuda de Gerhard Berger, conhecido por ser um negociador hábil, para cuidar da renovação.Os entraves seriam dois: Rosberg quer um salário similar ao de Hamilton, que actualmente ganha quase o dobro, com um contrato finalizado ano passado, e quer permanecer na equipa por três anos. A Mercedes prefere um acordo de um ano com a opção de uma segunda temporada.

"Não é algo em que estou a pensar, não está na minha mente. Não tem estado na semana passada e também não estará depois desta corrida então, só para repetir, estou feliz na Mercedes e a Mercedes está contente comigo, então tenho certeza de que estarei aqui por muitos anos."O contrato actual de Rosberg é de três anos e se encerra ao final desta temporada. O alemão está na Mercedes desde o início de 2010, quando a fábrica alemã comprou o espólio da Brawn e assumiu da equipa.

LEWIS HAMILTON
DEFINE VITÓRIA

Lwis Hamilton, sete meses depois, voltou a cruzar a bandeirada como vencedor na F1. A 44ª vitória, como o número da sorte, foi a melhor de todas para o tricampeão mundial.Enfim. Lewis Hamilton voltou a vencer na F1. O relógio já contava mais de sete meses desde que Lewis chegou ao Parque Fechado como vencedor, no GP dos Estados Unidos, então inebriado pela conquista do terceiro título mundial instantes antes. Mas a 44ª vitória, como o número da sorte, foi a mais especial de todas.

Hamilton tirou o azar que aparecera várias vezes nesta temporada, mesmo no sábado, e a direcção atrapalhada de outros momentos. Em Mónaco, decidiu mudar a estratégia e confiou em sua decisão. Pilotou à altura, tomou uma vitória que não deveria ser da Mercedes entre todas as outras que deveriam. Entrou no campeonato de vez.

 "Corri muitas provas, mas pessoalmente essa é a melhor. No meu coração, eu sinto que essa eu mereci", disse. "Eu mereci hoje, não foi um golpe de sorte. Eu realmente lutei por cada centímetro de pista, cada detalhe da aderência, cada habilidade que eu precisei para ficar à frente de Daniel", reforçou.Enquanto todo mundo mudava os pneus de pista molhada para os intermediários, Hamilton teimou e permaneceu na pista. A expectativa era esperar a pista secar e botar de voz os ultramacios, algo que todo mundo na pista precisaria fazer. Assim, ganharia um pit-stop em relação a todo mundo. Deu certo à perfeição.

 "Eu decidi não entrar nas boxes. Sabia que poderia segurá-los um pouco mais e fazer só um pit-stop e voltar com pneus slick. Era meu objectivo.Ainda tinha um longo caminho a percorrer com aqueles pneus - e o mais insano é que você não sabe o quanto mais eles aguentam", avaliou."Há coisas que você pode fazer para controlar os pneus, mas de vez em quando Daniel encostava e eu precisava continuar no máximo. Pareceu uma vida inteira. Estou muito grato e, portanto, feliz", encerrou. Hamilton voltou à luta, agora meros 24 pontos atrás de Nico Rosberg - apenas o sétimo na corrida. A diferença é menor que uma prova. A F1 volta em dois domingos, 12 de Junho, com o GP do Canadá.

Fora do pódio
Ferrari descarta crise


Maurizio Arrivabene não vê sinais de crise na Ferrari e muito menos uma queda de rendimento da equipa nas últimas provas, apesar de a Red Bull claramente ter sido melhor nos GPs da Espanha e de Mónaco. Foi justamente no Principado, onde a Ferrari venceu pela última vez há 15 anos, que a equipa ficou fora do pódio pela primeira vez em 2016.

O fim de semana do GP de Mónaco foi bastante complicado para a Ferrari. Pela primeira vez em 2016, a equipa de Maranello deixou de figurar no pódio da temporada. Em contrapartida, a equipa italiana tem visto o avanço notório da Red Bull, sobretudo nas duas últimas corridas. Não à toa, apenas nove pontos separam as duas equipas na luta pelo vice-campeonato. Mas Maurizio Arrivabene tem um discurso mais optimista e deixou claro que não jogou a toalha na luta pelo título, ainda que a Mercedes tenha 188 pontos, 67 a mais que a Ferrari.

 Em Mónaco, Sebastian Vettel até tentou procurar o pódio, mas foi surpreendido pela estratégia vencedora da Force India, que conseguiu colocar Sergio Pérez à frente e em condições de cruzar a linha de chegada em terceiro, seguido pelo tetracampeão. Por sua vez, Kimi Räikkönen teve uma jornada desastrosa e abandonou logo no começo depois de ter cometido um erro na curva Loews.Mas o chefe da Ferrari entende que não há motivos para acender o sinal de alerta e tampouco falar de crise.  “Só uma vez nesta temporada não estivemos no pódio, e foi aqui. Não quero voltar a falar sobre as corridas anteriores, mas todos sabemos em qual lugar e porque perdemos uma grande quantidade de pontos e, talvez, a possibilidade de vitória”, comentou o dirigente italiano, fazendo menção ao GP da Espanha, realizado há duas semanas.

 “Ao mesmo tempo, não quero dar desculpas. Em Barcelona, nós estávamos suficientemente bem no Q3, e isso se repetiu aqui, mas pagamos por isso de novo na corrida”, disse Arrivabene em entrevista colectiva.
Questionado se o campeonato já está perdido, o chefe da Ferrari foi enfático. “Não! Minhas responsabilidades são a de manter a equipa concentrada e focada, e ainda faltam 15 corridas pela frente, é muito tempo. Mas temos de encontrar os motivos do problema na última sessão de classificação”, comentou.

 Vettel se decepcionou com o quarto lugar e, consequentemente, por ver escapar a chance de mais um pódio. Mas a performance apagada de Räikkönen foi o que mais chamou a atenção. Mas não serviu para Arrivabene criticar o veterano piloto finlandês.  “Cada piloto tem pistas que não agradam, e Kimi não gosta de Mónaco, mesmo tendo vencido aqui. Não vejo nenhuma razão para que eu deveria reclamar de Kimi, levando em conta que em outras pistas ele guia tão bem como antes”, salientou o comandante de Maranello.

GP de Mónaco
Williams lamenta desaire


Rob Smedley, chefe de performance da Williams, acredita que a equipa tinha condições de terminar o GP de Mónaco pelo menos em sétimo lugar, somando bem mais que o ponto conquistado por Felipe Massa no Principado. Na visão do engenheiro britânico, a evolução do actual chassi em relação aos anos anteriores é notória.

O fim de semana do GP de Mónaco não foi dos melhores para a Williams. Há tempos, a equipa britânica sofre para encontrar um bom acerto no travado circuito urbano. Facto é que os últimos chassis construídos pela equipa sofrem muito em pistas de tais características, e foi assim também nos últimos dias no Principado. Contudo, Rob Smedley, chefe de performance da Williams, percebeu uma melhora, embora isso não tenha se reflectido nos resultados.

O melhor da equipa foi Felipe Massa, que somou um ponto pela décima posição no último domingo (29). Valtteri Bottas, por sua vez, foi o 12º.
 “Não é exactamente onde nós queríamos estar, mas um é melhor do que nenhum. Nós queremos muito mais e vamos buscar com mais força”, declarou Smedley durante entrevista após a corrida em Mónaco.

"Nós fomos bem rápidos com os pneus de pista seca no meio do pelotão, e Felipe fez a volta mais rápida com os intermediários, então o ritmo do carro não foi tão ruim quanto o do ano passado, o que é positivo. Felipe fez uma corrida muito limpa. Nós o mantivemos com os pneus de chuva e ele saiu do pelotão onde estava atrás de Pascal Wehrlein, então sua corrida foi muito boa a partir daí”, considerou o britânico.

 Contudo, no caso de Bottas, a avaliação não foi tão positiva, mas tudo por conta de uma rara falha de pit-stop da Williams neste ano.
 "Antecipamos a parada de Valtteri para os intermediários para tentar soltar um pouco de ritmo com os pneus. Mas, infelizmente, tivemos um problema com a pistola traseira no pit-stop, e isso custou muito a ele, que voltou atrás de Wehrlein.

Após surpreender
Sergio Pérez é eleito pelos fãs

Terceiro colocado no GP de Mónaco, Sergio Pérez facturou pela primeira vez o prémio de ‘Piloto do Dia’ na temporada. O mexicano conquistou o seu terceiro pódio pela Force India em três anos e o sexto da sua carreira na F1.A surpreendente corrida de Sergio Pérez no GP de Mónaco, no último domingo (29), lhe rendeu o prémio de ‘Piloto do Dia’ após votação promovida pelo site oficial da F1 com os fãs da categoria. O anúncio foi feito na segunda-feira e coroa uma jornada muito boa de toda a Force India no Principado. Além de Pérez, terceiro lugar após uma grande estratégia de pit-stop por parte da equipa de Silverstone, Nico Hülkenberg ultrapassou Nico Rosberg na última volta e terminou em sexto.

O pódio coroou não só a estratégia brilhante da Force India, mas também a grande pilotagem de ‘Checo’, que resistiu à forte pressão de Sebastian Vettel, com uma Ferrari em ritmo melhor em relação ao carro do piloto de Guadalajara. Pérez largou de sétimo lugar, e em conjunto com a Force India antecipou sua parada e voltou à pista com pneus macios à frente justamente de Vettel, em terceiro lugar, para ir até o fim das 78 voltas da corrida.
 Ao término da prova, ‘Checo’ exaltou a equipe e dedicou o resultado ao patrão, Vijay Mallya. O dono da Force India enfrenta problemas com a justiça indiana em razão de dívidas bilionárias.

Estou muito feliz porque minha equipa fez um grande trabalho. Sem dúvida, é meu pódio favorito com a equipa porque é muito especial por conquistá-lo em Mónaco”, comemorou o piloto durante entrevista colectiva logo após a prova. Pela Force India, Pérez conquistou o seu terceiro pódio em três anos: foi terceiro colocado no GP do Bahrein de 2014, no GP da Rússia de 2015 e agora, no GP de Mónaco deste ano.