Jornal dos Desportos

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Nico Rosberg teme Ferrari na Rssia

10 de Outubro, 2015

Nico mesmo que vena todas as provas fica sem hipteses de ser campeo

Fotografia: AFP

A Mercedes vem de duas corridas completamente diferentes. Em Singapura, teve uma queda brusca de rendimento, não conseguiu mais do que o quinto lugar na grelha de partida, o quarto na corrida, foi batida pela Ferrari e pela Red Bull.

Uma semana depois, foi dominante no Japão, conquistou a dobradinha. Neste final de semana, na Rússia, a equipa vai ter de enfrentar novamente o fantasma de Marina Bay: os pneus macios e supermacios.

"Garantir, que o que aconteceu em Singapura não se repita, é um dos objectivos deste final de semana", disse Nico Rosberg. "Foi um grande trabalho da equipa a maneira rápida como nos recuperamos, mas a Ferrari está a aproximar-se muito rápido e temos de seguir a trabalhar", salientou.

Esta vai ser a primeira vez, que os pneus mais macios vão ser utilizados no circuito de Sochi. Mesmo que o bom desempenho do Japão dê confiança a Rosberg, de que os problemas de Singapura não voltem com a mesma força, o alemão reconhece que espera ver a Ferrari mais próxima, do que há duas semanas.

"É uma corrida muito única, então será um desafio particular e mostramos fraquezas grandes com os pneus supermacios e macios. Mas aqui não é Singapura e aprendemos com o que aconteceu lá. De qualquer maneira, sabemos que não será tão simples quanto Suzuka em termos de preparação."

Em declarações sobre o campeonato, o piloto, que está a 41 pontos do companheiro Lewis Hamilton  não pode ser campeão mesmo que vença todas as provas até o final, caso o inglês seja sempre segundo, disse não ter um plano claro.

"Vejo a diferença, vejo que é grande, mas vou tentar ganhar as corridas e de resto só vou ver o que acontece."

O GP da Rússia vai ter classificação no sábado e a corrida acontece no domingo.

ALONSO ATINGE
MARCA HISTÓRICA

De acordo com os números oficiais, as comemorações deviam ser na próxima etapa, no GP dos Estados Unidos, mas Fernando Alonso decidiu este GP da Rússia como a sua prova número 250 na carreira.

O piloto espanhol, que tem pelo menos mais duas temporadas de contrato com a McLaren, já é o sexto com maior número de largadas da história da Fórmula 1 - e só perde para Michael Schumacher- entre os pilotos que superaram a marca das 250 provas.

A conta de Alonso, inclui a única prova em que o espanhol não largou, no GP dos Estados Unidos de 2005. Com isso, ele actualmente tem 248 largadas e 249 participações. O líder de largadas é Rubens Barrichello, com 322, e o único que esteve em mais provas do que o espanhol na actual grelha é companheiro de McLaren, Jenson Button, com 279 GPs.

Alonso chega aos 250 GPs com 32 vitórias, 22 poles e 97 pódios. Os números do bicampeão são superiores aos dois: quando completou 250 GPs, no Brasil em 2007, Barrichello tinha nove vitórias e 61 pódios. Button, por sua vez, somava 15 vitórias e 50 pódios em seu GP de número 250 (no Bahrein, ano passado).

O único, entre os cinco pilotos com mais largadas na Fórmula 1, que tem números superiores a Alonso, é Michael Schumacher que chegou às 250 provas justamente quando se aposentou pela primeira vez, no GP do Brasil de 2006. Naquela altura, o alemão já tinha 91 vitórias e 154 pódios, números que nenhum piloto chegou sequer perto de superar, até hoje. Os outros pilotos, com mais de 250 largadas na F-1, são Jarno Trulli, com 252 e Riccardo Patrese, com 256.

Alonso estreou-se em 2001, pela Minardi,  fez uma temporada completa antes de se tornar piloto de testes da Renault. Efectivado em 2003, venceu a primeira prova da carreira ainda naquele ano e foi campeão duas temporadas depois, em 2005, repetiu a dose em 2006, justamente numa batalha com Schumacher.

No ano seguinte, teve uma temporada conturbada na McLaren, terminou em terceiro, a um ponto do campeão Kimi Raikkonen. De volta à Renault, fez duas temporadas menos competitivas em 2008 e 2009 até ir para a Ferrari. Na equipa italiana, chegou a vice, três vezes em cinco anos,  desde o início deste ano está de volta à McLaren. A equipa inglesa, contudo, passa por uma das piores fases da sua história e Alonso conquistou 11 pontos até aqui.


Desabafo
Fernando Alonso
minimiza frustração


O piloto espanhol Fernando Alonso foi um dos mais questionados pelos jornalistas, na entrevista  promovida pela FIA, aquando dos treinos para o GP da Rússia de F1. Na tarde desta quinta-feira, em Sochi, o bicampeão do mundo respondeu muitas questões sobre sua actual situação e satisfação com o trabalho da McLaren Honda.

As perguntas vieram na esteira das críticas do piloto, tanto ao carro pelo desempenho “vergonhoso” como também ao “motor de GP2” da Honda, durante o último GP do Japão. As afirmações do piloto, feitas via rádio junto à equipa britânica, foram captadas pela transmissão da prova e levadas a bilhões de pessoas.

Na visão do espanhol, de 34 anos, trata-se de conversas que deveriam ficar restritas a pilotos e  à equipa. Alonso mostrou o seu desconforto, por ter de responder à “lavagem de roupa suja” em público,  deu a entender que se expressou de cabeça quente. Para justificar as afirmações muito assertivas, Fernando declarou que tudo se deve ao alto nível de comprometimento, para fazer da McLaren de novo uma equipa de ponta. E no fim das contas, o veterano ainda afirmou que muito mais coisas já foram ditas ao longo da temporada, porém, tudo ficou evidente apenas em Suzuka.

“Eu tenho sido positivo, durante o ano todo, com o carro e a com equipa. Encaramos momentos difíceis”, comentou o piloto.

“As conversas de rádio devia continuar a ser particulares, porque você está a falar com a equipa. Às vezes é compreensível, por causa do nível de comprometimento que temos, eu e o Jenson. Imagine, jogadores da NBA ou de futebol com o microfone, ao vivo na televisão. Mas estava a conversar com a equipa”, minimizou Fernando.


Crença
Massa fala em lutar pelo pódio em Sochi


Depois de ficar duas provas seguidas, fora dos pontos, em Singapura e no Japão, Felipe Massa espera recuperar-se neste final de semana, na Rússia. E em grande estilo. O brasileiro disse que a expectativa da Williams é conquistar muitos pontos, com os dois pilotos - e não descartou chegar ao pódio.

Perguntado, se  objectivo neste final de semana era ao menos emular o terceiro lugar conquistado pelo companheiro Valtteri Bottas, em Sochi ano passado, o brasileiro disse que sim. "Acho que é uma boa pista para nós, então acredito que o carro possa ser competitivo neste ano, assim como foi no ano passado. Eu tive um problema no motor e larguei em último, mas desta vez, espero que possamos terminar com ambos os carros em boas posições aqui", afirmou.

Por outro lado, Massa admitiu que a Williams já está, há algumas provas, mais focada no ano que vem. Afinal, a equipa tem posição relativamente confortável no campeonato, em terceiro, 129 pontos atrás da Ferrari e 69 à frente da Red Bull.

"Tivemos algumas peças novas, nas últimas corridas - nesta também temos algumas coisas menores - mas estamos a pensar já há algum tempo no ano que vem. Sabemos que é importante terminar pelo menos onde estamos no campeonato, mas o ano que vem será importante e queremos começar bem a temporada e estamos a  trabalhar nisso."