Jornal dos Desportos

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Nova marca do ano no lançamento do martelo

15 de Junho, 2017

taxista a devolver a medalha, embora, este recusasse de início, visto aceitar o precioso objecto como forma de pagamento.

Fotografia: PATRICIA DE MELO MOREIRA| AFP

O cubano Pedro Pichardo, vice - campeão do mundo do triplo salto em 2013 e 2015, e que deixou a selecção para assinar pelo Benfica, em Abril, admitiu representar Portugal, em declarações à agência AFP.

“Vestir as cores de Portugal seria algo bonito, mas o mais importante agora é conseguir, no Benfica, os resultados que obtive há dois anos, e voltar a treinar com o meu pai. Então, vou decidir se continuo em Portugal ou vou para outro país”, afirmou Pichardo, de 23 anos, sem detalhar se pediu ou não, a nacionalidade lusa.

O campeão do mundo de juniores em 2012 é considerado como uma das grandes esperanças da disciplina,  um dos cinco atletas que ultrapassou a emblemática barreira dos 18 metros, detém o recorde pessoal de 18,08 metros, alcançado em Havana, em Maio de 2015.
Apesar de excluído dos Mundiais de 2017, a disputar em Londres entre 05 e 13 de Agosto, pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), devido à sua deserção, Pichardo recusou “baixar os braços”.

“Vou concentrar-me nas competições nacionais,  não me revejo numa situação destas de exclusão. É triste para mim, para ganhar algo na vida, temos de fazer sacrifícios. O Benfica foi a melhor oportunidade que tive, não podia perdê-la”, frisou Pichardo, e realçou a importância de voltar a ser treinado pelo pai.

FAJDEK
O polaco Pawel Fajdek alcançou na terça-feira a melhor marca do ano, no lançamento do martelo, com o registo de 82,40 metros, na sexta tentativa no meeting finlandês de Turku. O bicampeão do mundo em título, já detinha a melhor marca de 2017, com um lançamento de 82,31, naquele que foi o  sétimo concurso consecutivo acima dos 80 metros.

Nos mundiais de Pequim, o atleta polaco protagonizou uma cena caricata. Depois de conquistar a medalha de ouro, de acordo com o Tencent, órgão de comunicação chinês, Fajdek embebedou-se tanto que acabou por pagar a viagem de táxi de regresso com a medalha de ouro, que acabara de conquistar.

Mais tarde deu pela falta da medalha, telefonou de imediato à polícia, disse que a tinha perdido no táxi. As autoridades chinesas convenceram o taxista a devolver a medalha, embora, este recusasse de início, visto aceitar o precioso objecto como forma de pagamento.