Jornal dos Desportos

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Novak Djokovic augura boa campanha

25 de Agosto, 2014

Obviamente no ter Nadal em qualquer torneio uma perda, mas ainda temos os melhores jogadores do mundo. Tenho a certeza que vai ser um grande evento.

Fotografia: AFP

A poucos dias da sua estreia no Open dos Estados Unidos, Novak Djokovic voltou a falar  das campanhas modestas e o ténis abaixo do seu nível habitual exibidos nos Masters 1000 de Toronto e Cincinnati durante o mês de Agosto. Para o líder do ranking, o misto de emoções vividas um pouco antes, dentro e fora da quadra acabou por prejudicar  um pouco o seu ritmo de competição, mas ele afirma que segue “extremamente motivado e inspirado” para chegar à sua quinta final consecutiva em Nova York e quem sabe, com o segundo título no Grand Slam americano.

“Eu estava um pouco lento para entrar no ritmo da competição. Foi um período único essas cinco ou seis semanas com o casamento, o título de Wimbledon e a volta à liderança do ranking. Eu não podia pedir mais”, disse o sérvio em entrevista ao site da ATP. Djokovic casou-se em Julho com a companheira de longa data, Jelena Ristic, dias depois da conquista no All England Club. “Quando eu voltei a jogar em Toronto e Cincinnati senti que eu estava emocionalmente um pouco abaixo.

 Provavelmente,  todos esses acontecimentos e experiências extraíram o melhor de mim e eu precisava de tempo. Infelizmente,  não pude jogar o meu melhor para os dois grandes torneios”, acrescentou o número 1 do mundo, que foi eliminado ainda na fase dos oitavos-de-final dos dois eventos que disputou este mês. No Canadá, foi derrotado pelo francês Jo-Wilfried Tsonga que veio a ser campeão. Já em Cincinnati o seu adversário foi o experiente espanhol Tommy Robredo.“Nunca subestimo nenhum torneio. Claro que queria sair-me bem, mas não pude.

 Estava ciente de que era preciso recarregar e ficar sozinho no caminho certo para o Open dos Estados Unidos.  É o último Grand Slam da temporada. Tenho passado muitas horas na quadra a tentar fazer o meu jogo onde eu quero que ele seja”, concluiu Djokovic, que inicia sua participação contra o argentino Diego Schwartzman, 80º do ranking  e recusa-se  a olhar para a frente na sua chave.

Djokovic também falou sobre a ausência do vice-líder do ranking, Rafael Nadal. De maneira elegante, o sérvio lamentou a ausência do rival que já o enfrentou em três finais em Nova York e desejou a recuperação do canhoto espanhol. “Obviamente,Rafa  tem uma lesão grave, caso contrário estava aqui. Eu o conheço há muitos anos e tenho a  certeza disso. Ele é um grande concorrente e alguém que não desiste tão fácil. Obviamente não ter Nadal em qualquer torneio é uma perda, mas ainda temos os melhores jogadores do mundo. Tenho a  certeza que vai ser um grande evento”.