Jornal dos Desportos

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Novo combustível impulsiona McLaren

30 de Março, 2016

McLaren quer diminuir os prejuizos

Fotografia: AFP

A evolução da McLaren nesta época tem cumplicidade de duas tecnologias. Para além da melhoria do motor Honda que é a parte importante da maior potência do carro de 2016 vem directamente com o desenvolvimento de melhores combustíveis e lubrificantes.Como há limitações para o uso de combustível no actual regulamento (o fluxo não pode ultrapassar 100kg/h), as parcerias com as empresas que cedem os produtos tornaram-se fundamentais para aumentar a eficiência.

Porém, a parceira da McLaren - Mobil - era considerada um elo fraco na equipa e foi apontada como um dos motivos pelos quais mesmo a usar os potentes Mercedes em 2014, o carro não tinha o rendimento de outros carros também empurrados por  propulsores alemães, como a Williams. O director global de tecnologia automobilística da empresa, Bruce Crawley, reconheceu que o facto da Mercedes saber que aquele era o último ano da parceria comprometeu os resultados. "Foi muito difícil do ponto de vista de propriedade intelectual, porque nenhum dos dados queria entregar as informações", disse.

No ano seguinte, os desafios foram outros: com a chegada da Honda, primeiramente os engenheiros da Mobil tinham de trabalhar com outra cultura, e ainda tinham de lidar com as dificuldades de levar as amostras de combustível de Inglaterra para o Japão."O mais desafiador como em qualquer relação nova é conhecer as pessoas, entender como trabalhar juntos. No primeiro ano, passamos muito tempo a desenvolver essas relações pessoais", afirmou.

Em 2016, os primeiros frutos da relação começam a aparecer. O próprio chefe da McLaren, Eric Boullier, creditou grande parte da evolução do motor para esta época ao combustível, e os números não mentem: um ano depois de ser 16km/h mais lenta que os rivais no Grande Prémio da Austrália do ano passado, a McLaren ficou a 10km/h da Mercedes, 5,5km/h da Ferrari e 1km/h mais rápida que a Renault, e  a expectativa é melhorar ainda mais ao longo do ano."Queremos fazer dois ou três outros upgrade de combustível e também esperamos trazer um tipo novo de óleo durante a época. Já identificamos onde temos de melhorar a performance", assegurou Crawley.