Jornal dos Desportos

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Novos líderes no ranking mundial

25 de Dezembro, 2016

Andy Murray destronou Novak Djokovic Angeline Kerber superou Serena Williams

Fotografia: AFP

O sérvio Novak Djokovic e a norte-americana Serena Williams foram superados no ranking mundial da ATP e WTA, pelo britânico Andy Murray e a alemã Angelique Kerber, após um período de amplo domínio no circuito.

Número 1 do mundo desde Julho de 2014, quando conquistou o título de Wimbledon, Djokovic começou  o ano de 2016 de maneira arrasadora.
Conquistou quatro dos cinco títulos que disputou, o ATP 250 de Doha, o Open da Austrália e os Masters 1000 de Indian Wells e de Miami. A única derrota sofrida no começo de Abril foi nos quartos de final do ATP 500 de Dubai, por desistência, devido a um problema no olho.

Perdeu também na estreia do Masters 1000 de Monte Carlo, em que o campeão foi o espanhol Rafael Nadal, depois em três finais consecutivas venceu o Masters 1000 de Madrid, foi vice do de Roma e obteve o tão sonhado troféu da Roland Garros, o último que faltava para que 'Nole' fechasse o chamado 'career slam'.

A partir daí, o sérvio baixou de rendimento, obteve só mais um título, do Masters 1000 de Toronto, foi ofuscado pela ascensão de Murray.

Até a Roland Garros, o britânico facturou um título, em Roma. Depois disso, somou oito títulos em dez torneios, os bicampeonatos de Wimbledon e dos Jogos Olímpicos, este numa final memorável com o argentino Juan Martín del Potro, as Finais da ATP pela primeira vez. Além disso, foi vice -campeã do Masters 1000 de Cincinatti, em que perdeu para o croata Marin Cilic, e baixou  nos quartos do US Open diante do japonês Kei Nishikori.

O circuito masculino teve ainda a consolidação do próprio Nishikori, quinto melhor da época e bronze no Rio de Janeiro, e de Milos Raonic, número 3 do mundo actualmente. O canadense foi a uma final de Grand Slam pela primeira vez neste ano, em Wimbledon.

Além disso, o suíço Stan Wawrinka, quarto classificado do ranking da ATP, mostrou-se o melhor entre os "mortais", ou seja, os que não fazem parte do chamado 'Bir Four', ao vencer um Slam pela terceira vez na carreira, agora no US Open.

Roger Federer e Rafael Nadal não tiveram um grande ano. O suíço encerrou a época precocemente ainda em Junho devido a problemas físicos, pela primeira vez desde 2000 fechou o ano sem sequer  um título.

Nadal teve altos e baixos. O ápice foi no Masters 1000 de Monte Carlo, que o colocou com um dos favoritos ao título da Roland Garros, que era o décimo da carreira no saibro parisiense, mas um problema no punho fê-lo abandonar precocemente. O último brilho aconteceu nos Jogos do Rio, onde foi quarto classificado em simples, e campeão de duplas ao lado de Marc López.

Quem mereceu um parágrafo à parte foi Del Potro, que permaneceu fora do circuito por quase dois anos devido a uma série de problemas no punho,  voltou com tudo a partir de Março. Foi prata no Rio, obteve em Estocolmo o primeiro título desde o do ATP 250 de Sidney de 2014, e  conduziu a Argentina a uma conquista inédita na Taça Davis, bateu a Croácia no confronto decisivo.

No circuito da WTA, a antiga rainha absoluta, Serena Williams, também foi destronada. Neste ano, a norte-americana foi campeã "apenas" duas vezes, no WTA Premier de Roma e em Wimbledon, que a deixou  vice -líder do ranking.

Quem se lançou ao topo foi Kerber, vencedora de dois Grand Slams, no Open da Austrália e no US Open, além de ter ficado com o título em Stuttgart.
Ainda foi vice -campeã dos Jogos do Rio, em que Mónica Puig obteve o primeiro ouro olímpico da história de Porto Rico, enquanto a tcheca Petra Kvitova foi bronze, e das Finais da WTA, em que foi derrubada pela eslovaca Dominika Cibulkova.

Na Fed Cup, a República Tcheca foi campeã pela terceira vez consecutiva, a quinta nos últimos seis anos. Na Taça Hopman, com equipas mistos, quem levou a melhor foi a Austrália, com o "bad boy" Nick Kyrgios e Daria Gavrilova.

A nota triste do ano no ténis feminino foi o ataque sofrido por Petra Kvitova, em 20 de Dezembro. Teve a mão esquerda - a que usa para jogar - esfaqueada durante um assalto que sofreu no apartamento em que vive na cidade de Prostejov, na República Tcheca.

A tenista tcheca passou por uma cirurgia complexa, em que os médicos repararam os danos aos tendões dos cinco dedos, além de dois nervos. Os médicos mostraram-se optimistas quanto à oportunidade de voltar a jogar ténis, segundo a sua assessora, Katie Spellman.



RECUPERAÇÃO
Petra Kvitova
está optimista


Na última terça-feira, a tenista Petra Kvitova teve a sua mão ferida com uma faca, durante um assalto ao seu apartamento em Prostejov, na República Tcheca. A tenista sofreu cortes nos cinco dedos da mão esquerda, além de dois nervos, e teve de ser operada. Após os procedimentos médicos, a bicampeã de Wimbledon concedeu uma conferência de imprensa na sexta-feira, e mostrou-se optimista.

"Fui capaz de mexer os meus dedos da mão esquerda, e isso, foi o maior presente de Natal que podia sonhar. Vou usar a minha energia para focar na recuperação e vou fazer todos os possíveis para regressar ao desporto que amo, o mais rápido possível", declarou Petra.

O período de recuperação vai ser longo. Apesar dos médicos declararem que a tcheca pode voltar a jogar ténis, a atleta tem de ficar seis meses longe dos treinos, além de três meses sem  carregar peso na mão esquerda. Mesmo com a situação delicada, Kvitova mostrou confiança de que vai continuar em frente.

"Agradeço, imensamente a todos os que estão aqui, todas as mensagens e apoio nesses últimos dias. O que aconteceu foi muito assustador, mas não me sinto vítima. Não tenho pena de mim mesma, e não quero olhar para trás", completou a tenista.


 2017
Del Potro decide prolongar pré-época


O argentino Juan Martín del Potro, número 38 do ranking da ATP, não joga o Open da Austrália, que se disputa entre os dias 16 e 29 de Janeiro, para fazer uma pré-época mais extensa.

"Juan Martín decidiu fazer uma preparação extensa com foco na preparação física que precisava há tempos, e que não pôde realizar em 2015/2016. Por isso, não vai jogar em Auckland nem no Open da Austrália", disse em nota o chefe de imprensa do jogador.

Del Potro, de 28 anos, tinha colocado em dúvida a participação no primeiro Grand Slam da época, na terça-feira, ao afirmar que não estava pronto para o torneio, a tempo e horas. No mesmo dia, disse que "analisaria" a presença na primeira série da Taça Davis, entre os dias 3 e 5 de Fevereiro, quando a Argentina  enfrenta a Itália.

O atleta voltou ao circuito em Fevereiro deste ano, depois de passar pela terceira operação no punho esquerdo, epulou do 1.045º lugar do ranking da ATP para a 38ª classificação.

A época de Del Potro estendeu-se até 27 de Novembro, quando o tenista levou a Argentina à primeira conquista da Taça da Davis, após vitória sobre a Croácia, em Zagreb, por 3 - 2.