Jornal dos Desportos

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Novos membros definem objectivos

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 12 de Junho, 2016

Antiga fundista dirige a associação provincial de atletismo daHuíla

Fotografia: José Soares

Expandir e fazer que a província da Huíla continue a ser um dos pólos de referência a nível do país, constitui um dos grandes desafios dos novos corpos sociais da Associação Provincial de Atletismo da Huíla (APAH), empossados na quinta-feira, na cidade do Lubango.

Maria João Chipalavela, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação de Atletismo da Huíla, sublinhou que o atletismo tem um papel importante para o desenvolvimento psico -motor e ajuda o crescimento físico e mental que pode ser uma condição fundamental para o ensino e aprendizagem das nossas crianças, jovens e adolescentes.

 “Temos um grande desafio e responsabilidade de fazer que as crianças, adolescentes e jovens tenham um comportamento saudável. E, o desporto é uma das condições para possibilitar este desenvolvimento saudável”, destacou.

 A vice -governadora da Huíla para o Sector Político e Social disse durante a  intervenção na cerimónia de tomada de posse, que é preciso diminuir os gastos na saúde, com exercícios físicos, através da prática do atletismo.

 “Precisamos de diminuir os gastos na saúde, para manter uma vida saudável. Por isso, o nosso grande desafio é estender e fazer com que a província continue a ser referência e que tenhamos menos doenças, como hipertensão, doenças cardiovasculares e muitas outras, se fizermos exercícios físicos e a prática de atletismo”, sustentou.

 Apontou que o atletismo é uma modalidade de referência para a província da Huíla desde os anos 60, daí, que muita das figuras que se notabilizaram na Corrida de São Silvestre e outras da década de 80, da nossa província, são referências nesta modalidade a nível nacional e internacional.

A presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Associação de Atletismo da Huíla, regozijou-se com a eleição da nova presidente de direcção, a antiga fundista internacional, Ana Isabel, pela persistência e perseverança com relação a modalidade de atletismo.

 Ana Isabel, empossada no cargo de presidente de direcção da Associação de Atletismo da Huíla, garantiu ressurgir a modalidade em todas as especialidades a nível da província, como era nos anos após o conflito armado.

 “As minhas principais linhas de força, durante o mandado, consiste em trazer o atletismo para a Huíla, como era nos anos pós -guerra. Vamos expandir a modalidade nos municípios do interior e promovermos acções de formação para dirigentes desportivos, juízes e cronometristas”, disse.

A massificação é uma grande aposta porque existe na província um projecto de massificação estendido a nível dos municípios, agora com o cargo que assumimos na Associação, só vamos complementar o trabalho, prometeu Ana Isabel.


Federação está satisfeita
com a disputa do nacional


O director técnico da Federação Angolana de Atletismo (FAA), Arménio Gaspar, considerou satisfatório o grau de participação das equipas na primeira edição do campeonato nacional absoluto de estafetas, disputado ontem no recinto dos Coqueiros, em Luanda.

Perto de uma centena de atletas, das equipas do Atlético do Namibe, 1º de Agosto, Petro de Luanda, Dibondo, Escola Rui Mingas e Interclube, participaram na competição. Apesar do número, Arménio Gaspar disse que por categorias, as participações estavam descompensadas, por isso, optou-se por fazer provas unificadas.

"Para uma primeira edição, estamos muito satisfeitos com a resposta das equipas, tanto em termos de número de atletas, por causa da situação económica que vivemos, como no seu desempenho. Temos bons indicadores para manter esta prova no calendário da Federação", disse.

Disputaram-se provas de 4X1500, 4X800, 4x400 e 4x100. O 1º de Agosto, com quatro medalhas de ouro, nenhuma medalhas de prata nem de bronze dominou a competição. O Atlético do Namibe ficou na segunda posição com duas medalhas de ouro, três de prata e outras duas de bronze. A terceira posição, por equipas, ficou o Interclube que logrou uma medalha de ouro e outra de prata. A escola Dibondo Abraão obteve três medalhas de prata e uma de bronze.

No final da competição, Evaristo Muteka, treinador do Atlético do Namide mostrou-se satisfeito pela safra da sua equipa, embora manifestasse desagrado com o modelo de disputa da competição.

"Tínhamos objectivos para esta prova, definimos e trouxemos atletas juvenis e juniores, mas postos cá, à última hora a federação decidiu por provas unificadas, e isso, prejudicou o nosso objectivo", protestou.

DESEMPENHO
PREJUDICADO

Depois de ter falhado, por dificuldades financeiras as provas de juvenis e juniores, Evaristo Muteka que é o treinador do Atlético do Namibe, trouxe a Luanda 16 atletas, numa viagem por terra que  prejudicou a actuação dos seus atletas. A província do Namibe dista a 1234 Km da capital.

Segundo o especialista , o percurso pode ter prejudicado a equipa, uma vez que chegaram às 21Horas do dia anterior à competição, e ainda com a necessidade dos atletas levantarem-se cedo para chegarem aos Coqueiros.

"Chegamos ontem às 21H00 e hoje, os miúdos tiveram de se levantar cedo, às cinco, para chegarmos à tempo ao Estádio dos Coqueiros, por isso, creio que o grupo foi prejudicado no seu desempenho", considerou.

Namibe não dispõe de pista de tartan e as equipas locais trabalham em pista de cinza  (terra batida).