Jornal dos Desportos

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O desporto do turismo

Gaudncio Hamelay | no Lubango - 24 de Junho, 2018

Atiradores defendem mais apoio do Estado para promover o turismo desportivo.

Fotografia: Edies Novembro

O tiro desportivo e o turismo têm uma relação intrínseca no desenvolvimento sustentável e na promoção da economia. Em Angola, a inexistência de complexos desportivos com qualidade recomendável impede a atracção de turistas. A apreciação é dos atiradores angolanos residentes na Huíla.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, os agentes defendem que o país precisa com urgência de um complexo com três campos para a prática do tiro desportivo. Emerson Gomes e Paulo Silva são unânimes na promoção, divulgação e apoio.   
O atirador do 1º de Agosto, Emerson Gomes, disse que \"o tiro desportivo não é conhecido em Angola, razão pela qual não lhe é dado o devido apoio e valor\" junto de diferentes entidades.
Defende que, com mais apoios, \"é um desporto que atrai turistas de vários pontos do mundo\".
O atleta \'militar\' fundamenta que o \"país tem bons atiradores para representá-lo em qualquer competição internacional, mas não têm apoios\".
O veterano atirador, Paulo Silva, assegura que a modalidade pode contribuir para o desenvolvimento do turismo. Para o efeito, as entidades competentes do Estado devem abrir a mão. As queixas sobre a falta de turistas  no país devem-se também à falta de infra-estruturas desportivas que cativem os visitantes.
\"É difícil promover o turismo desportivo por falta de infra-estruturas. A primeira obrigação no tiro desportivo é um complexo com três campos. Não há no país. Sem campo não há competição internacional\", disse.
Paulo Silva sustenta que os clubes de tiro já fizeram a sua parte ao construírem os pequenos campos. As grandes infra-estruturas que visem proporcionar o turismo desportivo é da competência do Estado.
\"Nessa fase de crise financeira e económica, não vejo clubes nacionais a investirem em mais campos para além dos existentes\", disse.
O atirador do 1º de Agosto também se manifestou contra os preços praticados em Angola. Os preços de participação, cartuchos, pranchadas, entre outros materiais \"são altíssimos em relação a outros países\".
O presidente do Clube de Tiro e Pesca do Lubango, Humberto Carvalho, defende que a porta de atracção de turistas estrangeiros pode ser o campeonato africano.
\"Temos encantos nas províncias da Huíla, Benguela, Namíbe, Cabinda, Huambo, Cunene, Luanda, Zaire, entre outros, para mostrar ao mundo, mas falta-nos apoios\", disse.