Jornal dos Desportos

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Modalidades

O protocolo de cooperao entre a FACI e a federao portuguesa

Jo?o Francisco - 19 de Maio, 2017

Presidente da FACI encontra-se em Lisboa para remarcao das datas

Fotografia: Kindala Manuel | Edies Novembro

O protocolo entre a Federação Angolana de Ciclismo (FACI) e a sua congénere portuguesa(FPC) para o ciclo olímpico 2017-2020,  que devia começar a ser implementado a partir de Junho deste ano, poderá sofrer um ligeiro atraso, devido a mobilização de recursos financeiros para por em pratica o cronograma de acções, de acordo com fontes próximas da direcção do órgão reitor da modalidade no país.

Assinado em Lisboa, Portugal, na sede da instituição portuguesa  a 06 de  Abril deste ano, entre o presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo(FPC), Delmino Pereira e a presidente da Federação Angolana de Ciclismo (FACI), Cremilde Rangel, a remarcação das datas das acções constantes no documento que tivemos acesso, deve acontecer ainda este mês, uma vez que a número um da FACI encontra-se na capital Portuguesa desde segunda-feira ( 15.05) em visita privada.

No mais recente protocolo que é uma reemissão do que já existiu entre as duas federações no quadriénio 2002/2004, constam entre as actividades previstas para este ano, acções no âmbito da “Organização e Regulamentos” , “Acções de formação, com curso de formação de treinadores do nível 1e um modulo especial, denominado “escolas de ciclismo”.

As acções de formação que deviam ocorrer no próximo mês, mas que poderão ser remarcadas, terão a duração máxima de quinze (15) dias.
“A mobilização dos candidatos para as referidas acções e a coincidência das mesmas com os compromissos competitivos que se avizinham, nomeadamente os Campeonatos Nacionais de Ciclismo Unificado de 2017, poderão determinar a remarcação das datas”, segundo fontes próximas da vice-presidência desportiva da FACI.

Está ainda previsto, “a Federação Portuguesa de Ciclismo, enviar à FACI um convite para a participação da Selecção Nacional Angolana na 12ª Volta a Portugal da categoria de juniores, a realizar-se entre 13 e 16 de Julho.

Noutro ângulo, “a FPC vai disponibilizar a oportunidade das selecções nacionais de ciclismo beneficiar de estágios desportivos no Cento de Alto Rendimento de Anadia (CAR de Anadia em Espanha), mediam-te propostas de datas e apresentação do respectivo orçamento negociado entre as duas Federações”.

Soubemos ainda que durante o mês de Outubro um treinador angolano de Ciclismo deve beneficiar de uma acção formativa de refrescamento e partilha de conhecimentos no Centro de Alto Rendimento de Anadia, em Espanha, onde os treinadores de Ciclismo de Portugal, também efectuam os seus aperfeiçoamentos.

FINANCIAMENTO
DOS PROJECTOS

Os custos e financiamento de todas as acções serão repartidos entre as duas federações, no caso das acções formativas, a Federação Portuguesa de Ciclismo(FPC) responsabiliza-se pelo custo do formador pelas acções de formação previstas.

A Federação Angolana de Ciclismo (FACI), responsabiliza-se pelo alojamento e todos os custos logísticos associados (restauração completa) à realização das acções de formação. Os custos com as deslocações (viagens) do formador serão da responsabilidade das duas federações, ficando estas, responsáveis por angariar junto das entidades oficiais os recursos financeiros para o mesmo.

No caso da participação da selecção de juniores na 12ª Volta a Portugal de 13 a 16 de Julho, a FACI responsabiliza-se pelas despesas de deslocação ( viagem) e outros custos logísticos. A FPC encarrega-se pelo alojamento e alimentação durante o decorrer da competição. Para as acções no Centro de Alto Rendimento de Anadia as despesas serão repartidas pelas duas Federações, de acordo com o Protocolo de Cooperação existente e que entrou em vigor a partir da data da sua assinatura.


CLÁUSULAS
Vigência termina em Dezembro de 2020


Com cinco (5) cláusulas, o Protocolo entre a FACI e a FPC, com termino previsto para 31 de Dezembro de 2020,  define os moldes da cooperação institucional a levar a cabo entre elas, “em prol do objectivo comum de desenvolvimento e fomento do ciclismo em Portugal e Angola, como se pode ler na cláusula primeira.

As federações acordaram os seguintes princípios nucleares: “a salvaguarda do interesse, bom nome e imagem das Federações e respectivos países.

“ Partilha de conhecimentos e cooperação entre as duas instituições, designadamente ao nível da organização administrativa, regulamentação, formação de agentes desportivo, selecções nacionais, eventos e outros projectos especiais”, são entre outros os principais objectivos do presente acordo de cooperação. “Obrigações, comunicação institucional, duração e cessação”, concluem o documento que obrigam cada uma das federações a oficializar o mesmo aos respectivos Comités Olimpicos Nacionais e aos Ministérios de tutela.
João Francisco