Jornal dos Desportos

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Oficiais da Polcia Nacional regressam aps segurana aos Jogos Olmpicos

24 de Agosto, 2016

Os efectivos da Polcia Nacional cumprem com zelo as tarefas que lhes so incumbidas dentro e fora do pas no acompanhamento dos nossos desportistas

Fotografia: Santos Pedro

Com o sentimento do dever cumprido, estão de regresso ao país os oficiais da Polícia Nacional que participaram na segurança dos Jogos Rio2016, de 5 a 21 deste mês, em que Angola esteve com uma delegação de 53 elementos dos quais 26 atletas.

A missão foi chefiada Superintendente - chefe Adulcínio Lutukuta e o Inspector Daniel Felix.  Ambos consideraram muito positiva a experiência brasileira.

“Foi mais uma missão. Sempre ganhamos experiência com este tipo de actividade. Angola nos últimos anos é chamada a realizar grandes eventos, e por isso, é mais um momento para aprender", declarou no domingo à noite,  Adulcínio Lutukuta, no aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, antes de embarcar de volta a Luanda.

Deu nota positiva aos adeptos angolanos, o que facilitou o trabalho da polícia. "Vieram para festejar só”.Por seu lado, Daniel Felix disse, embora não seja a sua primeira experiência neste tipo de actividades, trata-se de uma estreia em Jogos Olímpicos.“Relativamente aos Jogos Olímpicos, é a minha primeira vez, e foi uma experiência salutar. Para além de adquirir conhecimentos, tive oportunidade de conhecer a realidade do país”.

Explicou que face às várias origens do efectivo reunido para os Jogos, disse que deram a conhecer a experiência policial em Angola, e eles a sua, nos respectivos países.

“Foi muito importante, pudemos aprender muito, e levar como exemplo muita coisa, que podemos implementar na nossa polícia”, declarou o oficial de polícia que já esteve na segurança do CAN2010 em Luanda, o Mundial de hóquei em patins 2013 na mesma cidade, e no CAN2015 da Guiné Equatorial.
Apontou como nota de destaque, das grandes diferenças, o comportamento do público, quando comparado com o da Guiné Equatorial, que foi a sua experiência internacional anterior. “Porque o Rio de Janeiro, além de ter grandes pontos turísticos, atraiu mais turistas em relação ao CAN2015”.

Praticante de jiu jutsi, o inspector Daniel emitiu uma opinião, sobre a presença dos desportistas angolanos no Brasil. “Tivemos oportunidade de assistir a algumas exibições, particularmente da selecção de andebol, e pode ser considerada positiva. Para além de ganhar a simpatia do adepto brasileiro e não só, portou-se muito bem. Também a nossa judoca, pese embora fosse desqualificada muito cedo, também depositava grande esperança de uma boa classificação dela”.

Sobre a organização do evento, atribuiu nota positiva aos organizadores. “Porque não é fácil organizar um evento destes e conseguir uma segurança eficaz, sem se registar grandes situações que alterassem a realização do evento. Então, podemos considerar positiva”.

Os dois oficiais da Polícia Nacional integraram o Centro de Cooperação Policial Internacional de apoio aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016.Durante a sua actividade, foi possível aos oficiais angolanos interagirem com os membros da delegação angolana, turistas e a claque de angolanos residentes no Brasil,  transmitiram conselhos de segurança, sobre os comportamentos a adoptar nos recintos desportivos, e em outros locais públicos.

Para apoio à operação de segurança dos Jogos Olímpicos do Brasil "Rio 2016", o Governo brasileiro colocou em funcionamento no início deste mês, o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI).

Integraram o CCPI mais de 250 Polícias (sendo dois de Angola) de 55 países, com a missão de assegurar e alargar a cooperação e intercâmbio policial entres os representantes das várias polícias, dos países participantes nos jogos olímpicos e convidados.

A Polícia Nacional de Angola esteve representada por estes dois quadros, especializados em Segurança Desportiva e de grandes eventos, que em coordenação com a Polícia Federal Brasileira, desenvolveram acções operacionais para garantir a segurança da delegação angolana nos Jogos Olímpicos e turistas, que se deslocarem ao Brasil neste período.