Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Oposio Mercedes e Ferrari tende a crescer na disputa pelo ttulo

Altino Viera Dias - 09 de Fevereiro, 2019

A excepo de Hamilton e a Mercedes todos os outros pilotos e equipas esperam ter um resultado melhor que o de 2018

Fotografia: DR

O mundial de construtoras de 2017 e 2018 teve como principais protagonistas a Mercedes e a Ferrari, relegando a Red Bull Racing Renault para um segundo plano. Em 2019, a luta pelo título de equipas poderá não ser apenas entre a Mercedes e a Ferrari (como os fãs têm prognosticado). Há outras escuderias que se podem intrometer na disputa, designadamente Red Bull Honda, Renault e McLaren.
A Mercedes e a Ferrari tiveram um campeonato muito equilibrado, na primeira parte do campeonato de 2018, mas na segunda, parecia que a equipa de Maranello (Ferrari) accionou o “botão de como se perde o campeonato” a cada Grande Prémio que se disputava, pois o que poderia ter sido um sonho cor de rosa com muitas alegrias, se tornou um pesadelo real e a Ferrari perdeu o título.
O alemão Sebastian Vettel e a própria Ferrari foram os principais mentores da sua auto-destruição, mais ainda o primeiro. Muitos fãs alegaram que Vettel não correu contra o inglês Lewis Hamilton e a Mercedes, mas sim contra ele mesmo.
No final de contas, muitos ficaram sem saber se a Ferrari perdeu o título pelas suas falhas, ou se a Mercedes conseguiu vencer o campeonato, pelo incrível talento da sua principal estrela (Hamilton), já que em muitos grandes prémios pareciam ter um carro inferior ao da Ferrari conduzido por Vettel.
Em termos de pilotos, apenas Vettel conseguia dar mais luta a Lewis e vencer corridas, com excepção do Grande Prémio dos Estados Unidos da América, disputado no circuito de Austin, onde o finlandês Kimi Raikkonen não só conseguiu quebrar a normalidade na Ferrari, mas  também acabar com o domínio avassalador de vitórias de Lewis.
O também finlandês Valtteri Bottas teve a pior estatística da Mercedes da era dos motores híbridos, pois ficou com o saldo negativo em termos de vitórias, coisa que não acontecia à Mercedes desde 2013, como também foi superado na classificação por Raikkonen e pelo holandês Max Verstappen. Este último, que teve um fim de campeonato espectacular, chegou mesmo a superar Vettel, Raikkonen e Bottas, em termos de luta \"contra\" Lewis nas provas finais.
No entanto, as perguntas que não se querem calar em relação à Honda e à Red Bull são: será a Honda capaz de dar um motor à Red Bull, capaz de superar os velozes carros da Mercedes e da Ferrari? Será Verstappen capaz de bater Hamilton e Vettel, num carro com as mesmas condições? Será Verstappen capaz de bater o francês Pirre Gasly sem interferências da equipa em condições normais? Olha que o francês já deu provas de que não esta na Fórmula 1, para “viver à sombra” dos seus colegas de equipa.
Daí uma razão para se \"temer\" brigas intensas na Red Bull, como as protagonizadas no passado entre  Alain Prost e Ayrton Senna na McLaren Honda; Lewis Hamilton e Nico Rosberg na Mercedes e Sergio Perez e Esteban Ocon na Force India.
Os pilotos de topo terão que estar muito preocupados com Pierre Gasly, pois é um autêntico campeão em potencia máxima. E se lhe for posto um carro demolidor, como os Mercedes e Ferraris de 2017 e 2018, poderemos assistir alguns recordes mais difíceis de bater a serem batidos, já que a Fórmula 1 e o desporto em geral são feitos de recordes e objectivos a serem batidos. 
Em 2018, Lewis Hamilton sagrou-se campeão do mundo, antes mesmo do fim do campeonato no Grande Prémio do México no Autódromo Hernandes Rodriguez, localizado na Cidade do México e teve como maior opositor Sebastian Vettel na luta pelo título, já que Kimi Raikkonen, Max Verstappen e Valtteri Bottas apenas conseguiam segui-lo, mas nunca foram grandes ameaças. Em 2019, o quadro na luta pelo campeonato poderá mudar.
O campeão de 2019 é ainda uma incógnita e com a mudança de regulamentos e de certas tecnologias vários candidatos já podem ser citados como Hamilton, Vettel, Leclerc, Bottas, Verstappen e Ricciardo.
O antepenúltimo “parece” ser o menos competitivo e poderá ser uma “presa” fácil para os outros; o penúltimo, apesar de não trocar de equipa, fê-lo de motor, de Renault para Honda; e o último apesar de ter mudado de escuderia, da Red Bull Racing para a Renault, não o fez de propulsor.
Com excepção de Hamilton e a Mercedes, todos os outros pilotos e equipas esperam ter um resultado melhor que o de 2018 e a sua principal “missão” é travar a “artilharia” pesada da Mercedes e o seu “franco atirador” Lewis Hamilton.
A maioria dos amantes Fórmula 1 espera que o campeonato de 2019, seja disputado por mais de dois pilotos e duas equipas com lutas acirradas entre eles. Seria bom, para melhor e maior espectáculo da modalidade.