Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Organizao cumpre objectivo

23 de Março, 2015

Imprensa escrita procurou fontes alternativos para expedir trabalho da Cidadela

Fotografia: AFP

A Selecção Nacional, sénior feminina de andebol, vai jogar o torneio dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, resultante da vitória no torneio qualificativo disputado em Luanda de 19 a 21 do corrente, no pavilhão principal da Cidadela Desportiva. A consagração representa o final feliz de uma estratégia bem montada, que juntou para o mesmo objectivo, o talento, a bravura das atletas e o calor humano de milhares de adeptos que empurraram a selecção nacional, nos momentos bons e maus dos jogos.A qualificação era o que a Federação Angolana de Andebol procurava, quando estrategicamente se candidatou a acolher o evento, num contexto em que a selecção nacional tinha acabado de perder o título continental, para a Tunísia, a nova campeã, que queria também acolher o evento.

Assumido o compromisso, Angola partiu para uma organização com níveis aceitáveis. As equipas ficaram alojadas na zona baixa da cidade, numa unidade hoteleira de referência.Houve um percalço com a equipa da RDC, que chegou tardiamente e obrigou à alteração da ordem dos jogos e os horários no primeiro dia. A organização disponibilizou um autocarro para cada equipa, a fim de garantir o transporte interno. No palco do torneio, estavam criadas as condições com os serviços médicos e unidades das Emergências Médicas.Para a segurança e mobilidade do pessoal dentro do pavilhão, além de efectivos da Polícia Nacional, estavam posicionados os “stwarts” e vários escuteiros.

A saída do recinto da Cidadela Desportiva foi problemática nos dois dos três dias de competição. Dos três portões disponíveis do pavilhão da Cidadela, só um, o principal, ficava aberto, o que obrigou as pessoas a aguardar muito tempo na fila. Além do constrangimento no trânsito, sair por um único portão é também um acto que pode propiciar situações difíceis em casos de emergência.Mais uma vez, Angola organizou uma prova internacional e o pavilhão de jogos não dispunha de condições para um trabalho digno para os jornalistas.

Apesar da publicidade do evento desportivo anunciar entre os patrocinadores, empresas do ramo das telecomunicações, a sala do pavilhão principal não dispunha de sinal de internet. Os profissionais da comunicação social tiveram de socorrer-se de fontes alternativas para expedir trabalho, principalmente, os da imprensa escrita.A organização do torneio pré-olímpico não esteve próximo da que se pode dizer “exemplar”, mas valeu pelo cumprimento do objectivo traçado para a selecção nacional de andebol.