Jornal dos Desportos

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Organizao aprovada com distino pelo COI

25 de Agosto, 2016

Thomas Bach, no balano que se impunha ao evento

Fotografia: AFP

Depois de toda a manifestação popular, entre atletas, oficiais, adeptos e turistas, nada mais era necessário à organização do Rio2016  para sentir-se satisfeita pelo trabalho realizado. Porém, ouvir a estrutura máxima do olimpismo elogiar sem reservas, é um ganho com pontuação 10 para o povo brasileiro.

Foi precisamente o que o Comité Olímpico Internacional fez na pessoa do seu máximo responsável, Thomas Bach, no balanço que se impunha ao evento encerrado no domingo.

Termos como “muito positivo”, “icónico”, foram expressões que caracterizam a avaliação que o organismo internacional fez ao organizador do primeiro evento em terras lusófonas.

"Com esses Jogos Olímpicos tão icónicos, o COI mostrou que é possível realizar os Jogos em outros países, não somente em países que estão no topo da lista do PIB. Nós mostramos que existe grande solidariedade entre atletas e com os atletas. Nós conseguimos obter atenção do mundo todo, então podemos afirmar que o resumo dos Jogos é muito positivo", disse.

E, pelo excelente resultado,  o presidente do COI admitiu que voltava a atribuir o evento ao Brasil. "Os Jogos foram realizados no âmbitos de seus problemas sociais. Isso foi bom. Os Jogos ficaram perto da realidade do país e da sociedade; não aconteceram numa bolha, afastados. Sim, eu faria os Jogos aqui novamente", afirmou.

Entre os pontos altos, referiu os inevitáveis desempenhos do nadador Michael Phelps e do velocista Usain Bolt, e exemplos que ultrapassaram as fronteiras das arenas de competição e serviram de lição para a sociedade, como a história de vida da judoca brasileira Rafaela Silva, que trouxe o primeiro ouro para o Brasil. "Tivemos exemplos fora das arenas também. A judoca brasileira Rafaela Silva que saiu da Cidade de Deus e tornou-se uma campeã olímpica. Se olharmos para ela e virmos o que ela teve que superar, foi um ensinamento não só no desporto , mas para todo o mundo", disse aos jornalistas.

Para o futuro do Rio de Janeiro em particular, e do Brasil em geral, de acordo com o COI, fica a melhoria no transporte público, nas actividades educacionais e a construção de um novo centro de treinos desportivo. A insegurança, um dos temas que mais atemorizava, a par do Zka, foi enquadrada na "realidade social" da cidade. E, as forças de segurança foram elogiadas por terem cumprido o seu papel.